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11 de maio de 2017

PEÇA MOISÉS NO NILO

EstA PEÇA mostra o humildescomeço de Moisés e como Deus o protegeu do mal. 

(para cinco: Mãe, Miriam, Narrador, Donzela, Filha.)

TÓPICOS:

Fé, Moisés, Proteção, Confiança

MATERIAIS:

CestoBoneca 

DURAÇÃO:

Aproximadamente 10 minutos

PREPARAÇÃO:

Amarrar, corda, cesta, antes, classe
Bebê moses
(o Jogral começa com Miriam ea mãe segurando a boneca)
MãeFaraó só fez uma coisa má, Miriam. Ele fez uma lei que todos os bebês hebreus devem ser mortos.
MiriamAté o meu irmãozinho? O que podemos fazer?
MãeDevemos esconder ele. Preciso da tua ajuda.
NarradorEles esconderam o bebê em casa por alguns meses. Mas o bebê Moses cresceu e ficou grande, mais alto e mais ruidoso todo o tempo. Tornou-se impossível mantê-lo calado e escondido por mais tempo. Todos os dias, a mãe do bebê orava e pedia a Deus que protegesse a vida de Moisés da ira de Faraó. Mas Deus tinha planos ainda maiores para Moisés. Ele não estava prestes a deixá-lo morrer nas mãos de Faraó. Em vez disso, Deus deu uma ideia à mãe de Moisés.
MãeMiriam, precisamos fazer algo mais do que esconder Moisés. Sei que a filha de Faraó não tem filhos. Talvez se ela vir Moisés, ela vai querer mantê-lo para ela.
NarradorEntão eles fizeram uma cesta e colocaram o bebê Moisés dentro dela.
(Miriam ea mãe pegar o cesto, colocar a boneca dentro, e colocá-lo no chão)
NarradorLogo, a filha do faraó saiu à piscina com sua donzela e a cesta como se guiada por uma mão invisível, flutuava diretamente para eles.
(A filha do faraó e a donzela aparecem do outro lado da sala Um voluntário puxa a cesta para a donzela)
DonzelaOh, o que é isso! Oh meu! Um bebê! Mestre, olhe aqui, que bebê lindo!
(A donzela leva o bebê para fora da cesta e dá para a filha do faraó)
FilhaOs deuses certamente ouviram meus CLAMOR. Agora serei mãe e esse bebê será meu filho.
NarradorMiriam viu como todo mundo estava animado. Deus estava trabalhando no Seu plano. Moisés não será morto. Em vez disso, ele crescerá com sabedoria na terra do Faraó. Como guiada pela própria mão de Deus, Miriam subiu à filha do Faraó.
MiriamÓ amável filha de Faraó, quão abençoado é ter encontrado um menino. Gostaria que eu encontrasse alguém para cuidar dele por você até que ele fosse desmamado?
FilhaEle deve ser um menino hebreu e você é uma menina hebraica. Por favor, encontre alguém do seu povo que possa cuidar dele. Quando ele for desmamado, ele será meu filho e eu o nomearei Moisés. Mas certifique-se que ninguém descobre sobre isso.
NarradorEntão Miriã levou Moisés para sua própria mãe, que cuidou dele até que ele fosse desmamado. Então ela devolveu Moisés à filha de Faraó. Deus protegeu Moisés da ira de Faraó.

19 de agosto de 2009

PEÇA CRISTÃ INFANTIL - PROFESSOR LOURENÇO CONTA A HISTÓRIA DE NEEMIAS



Um professor bem divertido conta a história de Neemias numa sala de aula, estimulando as crianças a exporem cartazes com alguns versículos do livro de Neemias, fazendo assim uma mini-reforma na igreja.

Várias crianças entram em cena com uniforme de colégio pelo corredor da Igreja, entrando em cena após a “campainha” tocar. Elas se sentam em cadeiras no palco (púlpito). As cadeiras estão posicionadas de lado, de frente a um quadro negro posto à frente das cadeiras. Professor Lourenço entra em cena.
Professor Lourenço – (cantarolando) “É tão bom e aprender com o Professor Lourenço. É tão bom aprender com o Professor Lourenço”. (tom) Olá, amiguinhos! Estão preparados para mais uma aula da nossa Escolinha Dominical!
Crianças – Sim!
Professor Lourenço – Ah, que bom! E vocês já compraram o CD de aulas do Professor Lourenço?
Crianças – Não.
Lourenço – Pois é...É um CD de aulas bem interessante. Tem o CD da história de Adão e Eva, narrado por mim e pela minha esposa, a Pastora, Levita e Teóloga Lindislane. Tem também a história da Arca de Noé, com sonoplastia do som de todos os bichos que entraram na Arca. E quem fez os sons dos bichos foram meus dois filhos, a Loudislane e o Lindisrenço. Que legal, né! Batizei-os um pouquinho com o nome do pai e com o nome da mãe, ou seja, com o meu e com o da minha esposa, a Pastora, Levita e Teóloga Lindislane. Bom, vamos ao que interessa! Hoje vamos falar de um sujeito muito legal. A história dele está na Bíblia, mas é muito raro a gente ouvir falar dele! Mas ele fez algo muito importante. Ele reconstruiu as muralhas de segurança da cidade de Jerusalém. Vocês se lembram de Jerusalém, a cidade que Jesus encerrou o seu ministério de evangelização? O nome do homem que também ajudou a reconstruir aquela cidade, bem antes de Jesus nascer, é Ne-e-mias! Ne-e-mias! Isso mesmo! Neemias. Quem conhece Neemias aí levanta o dedo! Agora quem não conhece, levanta o dedo! Agora, quem conhece o Neemias, dá um abraço no seu irmão aí do lado. Brincadeirinha! Não precisa abraçar agora não! Pois agora eu gostaria que vocês prestassem atenção. Neemias significa “Deus Consola”. Agora quero ver se tem alguém esperto aí na sala! Vocês sabem quem é o consolador que está entre nós? Isso mesmo. O Espírito Santo. E o nome Neemias significa justamente que Deus consola. Ele era copeiro do Rei. Copeiro do Rei não é o que joga a Copa do Mundo não! Copeiro do rei é o que serve o vinho do rei, e bebe o vinho para ver se ele está com veneno par depois dar para o Rei. E o Rei da Babilônia que Neemias servia se chamava (simula um espirro) A-a-a-Artaxerxes! (funga) A-a-a-a-a-a-a-Artaxerxes. Parece um espirro, né, amiguinhos. Mas esse era o nome do Rei. Artaxerxes. Esse Rei viu o Neemias muito triste, e perguntou para o Neemias por que ele estava tão triste, se ele não estava doente. Neemias respondeu que lá na sua terra chamada Jerusalém havia muitas coisas ruins. As pessoas não cultuavam Deus como antes e nem prosperavam. É claro que, antes deles, foram outras pessoas de bem lá em Jerusalém para restaurar. Esdras, Zorobabel e Jesua, que troxeram de volta o povo de Israel no cativeiro da Babilônia, que foi onde Deus deixou o povo de Israel de castigo. Mas ainda tinha mais um monte de coisa para restaurar. E olha que Neemias vivia muito bem lá junto com o rei persa Artaxerxes, o rei da Babilônia que era o poderoso daquela época. Neemias era uma espécie de funcionário público que ganhava muito dinheiro. Mas ele não ligou para dinheiro nem para posição! Ele quis mesmo era restaurar o lugar de culto para Deus e deixar aquela cidade bem bonita. E ele na hora que o rei Artaxerxes perguntou o porquê de ele está triste, na cabeça do Neemias já estava tudo preparado. Todos os cálculos sobre a construção estavam planejados. Tem gente que não calcula nada antes, e faz tudo relaxadamente. Sabe quando a gente faz o dever nas coxas, de qualquer maneira? Quando algumas mamães fazem um jantar todo ruim pros papais. Ou alguns papais que não trabalham direito, sem planejar nada, sendo por isso mandados embora toda hora do trabalho, deixando a mamãe na mão? Então. Mas Neemias não era assim! Ele planejou tudo antes de falar com o Rei, pois ele tinha a plena certeza que o Rei iria deixar ele ir à sua terra para reconstruí-la. E dizem que enquanto ele servia o vinho no copo do rei, antes de falar que queria voltar para Jerusalém ele orava. Quem ora antes de fazer qualquer coisa aí? Ah bom! Vocês têm mesmo que orar! Qualquer coisa sai melhor se a agente ora antes de fazer. É claro que vocês têm que estudar, mas é sempre bom orar antes das provas. Imagina se o papai e a mamãe de vocês não orassem antes de casar para saber se ela seria pessoa certa. Eles iam ter um encravo dentro de casa chateando vocês o tempo todo. Mas ainda bem que não é o caso de vocês, né, meus amiguinhos, pois eu sei que os pais de vocês oram sempre. Bom, e aí, Neemias voltou para sua terra, e viu que Jerusalém estava toda destruída. Por alguns lugares ele nem conseguia passar com seu cavalo. Ele ficou muito triste, mas não desanimou. Ele foi em frente! Chamou pessoas que queriam ajudá-lo e pôs as mãos na massa. Não, ele não foi comer pizza não! Por mãos na massa quer dizer que ele começou a trabalhar. Só que havia uns três homens que eram muito poderosos e gostavam de atrapalhar a reconstrução de Jerusalém. O nome deles era Tobias, Sambalate e Gesém. Eles eram governantes das terras que cercavam Jerusalém. Vocês devem ter ouvido falar de Sambalate! É, quando alguém está querendo realizar algum projeto e acha que tem algumas pessoas com inveja, colocam culpa de o projeto não se realizar nos invejosos e gritam assim: “Sai, espírito de Sambalate!” “Nós rejeitamos qualquer espírito de Sambalate”. Não ouviram não? Ah, em algumas igrejas às vezes a gente ouve. E esses três, Tobias, Sambalate e Gesém, além de não ajudarem, ainda ficavam mandando umas piadinhas para atrapalhar a construção. Sabe quando a gente quer construir um novo templo e um monte de gente fica falando mal porque não gosta de ver a obra de Deus crescer. Então, foi assim que aconteceu lá naquela época de Neemias. Enquanto ele construía, esses três atrapalhavam, a ponto de um dia mandarem ameaçar todo mundo e até subornou algumas pessoas. Neemias, com muita coragem e criatividade, não fugiu e ainda colocou armas nas mãos do povo de Jerusalém que ajudavam na construção Eles trabalhavam com uma pá na mão e uma arma na outra mão, caso tivessem que se defender. Sabe quando vocês estudaram e, além de ter que prestar atenção na prova, vocês têm que proteger com a mão a prova para o coleguinha que não estudou não colar. Foi a mesma coisa. Algumas pessoas podem achar que usar armas é errado mas em casa da defesa da nação a gente pode usar armas. Neemias também animava o povo dizendo que o êxito da obra viria de Deus. É claro que muita gente ajudou: dois governadores importantes, os sacerdotes, que foram os primeiros a colocar a mão na massa, e mais um montão de gente. Só um pessoal rico de uma cidade chamada Tecoa que ficou de braços cruzados sem ajudar. Mas nem todo mundo nos ajuda quando a gente precisa, né, amiguinhos?! Neemias contou com a ajuda mais importante que era ajuda de Deus! Deus nunca abandonou Neemias nessa grande obra. E Neemias não fazia nada antes de orar. Ele reconstruiu tudinho, tudinho, e voltou para a terra onde ele trabalhava, onde o povo de Israel estava cativo. E depois, ele voltou de novo para Jerusalém. Vocês sabiam que o povo estava tão desacostumado a fazer a vontade de Deus que fez um quarto no pátio da Casa de Deus para Tobias. É, aquele Tobias que falava mal da construção, e fazia tudo para atrapalhar, ia ficar no bem bom depois que a obra ficou pronta. Em todo lugar é assim. Todo mundo reclama da sujeira e do trabalho da construção, mas quando a obra fica pronta, todo mundo quer aproveitar, tirar foto, falar que foi o primeiro a dar força. Geralmente acontece isso na construção de igrejas, como o Templo de Jerusalém da época de Neemias. Só que ele ficou com tanta raiva que jogou os móveis de Tobias bem longe. Hã! Onde já se viu?! Que folgado era esse Tobias, hein, meus amiguinhos?! Mas não foi só isso que aconteceu não. Ele e Esdras, o amigo dele, disseram que o povo estava caindo em pecado por ter se misturado com mulheres de outros povos, às vezes por questões políticas. Ué, vocês não sabem o que é política. Ih, é uma coisa que os adultos complicam tanto... Bom, vou explicar mais ou menos para vocês. Se vocês quiserem um favor para um amiguinho de vocês, peçam sem oferecer nada em troca. Isso é uma boa política. Às vezes a gente tem que pedir mesmo, pois nós precisamos um dos outros. Mas se vocês oferecerem alguma coisa em troca, vocês vão estar fazendo politicagem. E os homens adultos estragam a política fazendo politicagem. Sabe aquele homem mau chamado Sambalate. Ele estava no meio do povo de Jerusalém, atrapalhando a obra e fazendo aquelas maldades porque casou a filha dela com o sacerdote Eliasibe, que era o líder religioso daquela época. É, tem gente que faz o casamento da filha com bons partidos só para fazer politicagem. Vocês sabem o que é um bom partido? (...) Não, gente! Não é um “partido político” que coloca asfalto na rua do povo porque está próximo de eleição não! Bom partido é um marido que tenha muita influência, ou muito dinheiro! Bom, Neemias reformou aquilo que estava errado em sua terra, mas era necessária uma reforma constante, feita o tempo todo, pois a sociedade é feita de homens falhos e precisa o tempo todo de reforma. Eu, como o professor de escola dominical de crianças, sempre sei que vai ter uns garotos que só vêm para sala de aula para conversar, para fazer bagunça, mas o meu papel como professor é sempre estar pedindo que vocês façam silêncio, isto é, sempre reformando. Foi assim que Neemias fez. Reformava um pouco aqui, e o povo errava lá. Aí, Neemias reformava lá, e o povo errava acolá, mas Neemias nunca desanimou e sempre reformou. Ele foi uma pessoa usada por Deus para nos mostrar que nunca devemos desistir. Quem gostaria de ajudar as pessoas a prestar o culto certo a Deus? (...) Ah, gostei de ver. Então vamos pôr em prática! A gente vai mostrar uns cartazes bem bonitos para os papais, para as mamães e para todos que estão aqui que querem fazer parte dessa reforma! E eles vão anotar com uma caneta para colocar em prática, pois, se nós queremos construir um novo templo, primeiro temos que nos reformar a nós mesmos, pois somos templos do Espírito Santo.
Uma criança de cada vez vai à frente com um cartaz.
Cartaz 1
Criança 1 – Temos que ter...
Coração comovido (Ne 1:3)
Criança 2 – Temos que ter...
Dependência de Deus(Ne 1:4-11)
Criança 3 – Temos que...
Aproveitar a oportunidade (Ne 2:2-8)
Criança 4 – Temos que saber...
A hora de calar (Ne 2:11)
Criança 5 – Temos que saber...
A Hora de Falar (Ne 2:17-18)
Criança 6 – Temos que saber...
Hora de Resistir(Ne 2:19-20)
Criança 7 – Temos que ter...
Trabalho em equipe (Ne 3:1-18)
Criança 8 – Temos que ter...
Orar e trabalhar(Ne 4: 2-9)
Criança 9 – Temos que ter...
Mão na espada e na pá (4: 10-23)
Criança 10 – Nós temos que ter...
Arrependimento e Confissão (Ne 9)
Criança 11 – Nós temos que ter...
Compromisso público assumido com relação à família
(Ne 10: 28-30)
Criança 12 – Nós temos que ter...
Compromisso público assumido com relação ao trabalho
(Ne 10: 31)
Criança 13 – Nós temos que ter...
Compromisso público assumido com relação ao culto (Ne 10:32-39)
Professor Lourenço – A obra acaba, mas a reforma continua. E eu tenho certeza que nessa mini-reforma feita pelas crianças, Deus está por trás. É por isso que ela vai se realizar.
Fim

PEÇA CRISTÃ INFANTIL - A TURMA do LOUVA-A-DEUS



História infantil que se passa num Jardim, insetos conversam entre si e com as crianças. História rica e divertida cheia de conceitos bíblicos, de relacionamentos, respeito, natureza e louvor a Deus

Local Jardim Terrinha

Personagens:
Ritinha Joaninha
Baratowsky
Fanho Gafanhoto
Besourico
Formiguto
Formiguenta
Formigalegre
Formigamiga –
Louva-a-Deus
Esperança
Cena 1
Sumiço no Jardim Terrinha
Ritinha Joaninha entra em cena, cantando e tocando um violão invisível.
Ritinha Joaninha – Vou voando e conhecendo todo o jardim Terrinha. Vou voando e vivendo, pois eu sou a Ritinha Joaninha. Olá, criançada! Vocês sabem qual é o meu nome! Olha só, eu vou dar uma chance para vocês adivinharem! Eu sou bem pequenininha, vermelhinha e tenho um monte de pintinhas! É, um monte de pintinhas pretas aqui nas costas! Qual é o meu nome? (as crianças supostamente falarão Joaninha). Olha, vocês adivinharam o meu sobrenome. Mas o meu nome é Ritinha Joaninha! E esse lugar tão lindo e tão belo que vocês estão vendo é onde eu moro. É o Jardim Terrinha. Vocês conhecem o jardim Terrinha? Não? Mas hoje vocês vão conhecer. Ele é um bom lugar para se morar. E é um mundo onde todo mundo é bem pequenininho assim como vocês. Mas não tem problema não! Deus não cuida só dos grandões! Ele cuida também dos pequeninos. Olha só, eu tenho um monte de amiguinhos aqui no Jardim Terrinha. Aos poucos, vocês vão conhecendo um por um! E eles são bem legais!
Baratowsky entra em cena, procurando por algo, como se estivesse andando sobre as paredes.
Ritinha Joaninha – (incomodada com a presença de Baratowsky) Ih...Eu quis dizer “nem todos são legais”. Esse aí que está chegando, com aquelas patinhas dele sujas na parede, é um cara que só anda nos esgotos e é bem sujinho! Ele é um inseto, mas é bem porquinho.
Baratowsky – (gritando) Você está me chamando de porquinho de novo, Ritinha Joaninha?
Ritinha Joaninha – Não, eu não quis dizer porquinho. Eu quis dizer um pouquinho sujo. Você podia tomar um banho, hein, Baratowsky?
Baratowsky – E você já viu algum inseto tomar banho, Ritinha Joaninha? Além disso, olha só o meu nome. Ba-ra-towsky. Baratowsky, eu sou descendente de russo, e lá na Rússia, um país bem longe daqui, é muuuuuuuuuuuuuuuuito frio. E as pessoas não tomam banho toda hora.
Ritinha Joaninha – Isso não é verdade! Eu tenho uma prima lá da França que o nome dela é Joaninha D´Arc. Lá na França também é muuuuuuuuuuuito frio, e as pessoas tomam banho, assim como tomam banho na Rússia também. Além disso, eu acho que você que você diz que é russo só para...
Ritinha Joaninha repara que Baratowsky procura por algo.
Ritinha Joaninha – O que você está procurando, Baratowsky?
Baratowsky – Não lhe interessa!
Ritinha Joaninha – Se não interessasse eu não estaria perguntando!
Baratowsky – Intrometida que tu é!
Joaninha – Tapa na cara que tu quer!
Baratówsky – Vem dar se tu é mulher!
Joaninha – Eu...Eu não sou uma mulher! Eu sou uma joaninha! E uma joaninha bem curiosa! Vai, Baratówsky! Diz o que você está procurando!
Baratówsky – Está bem, Joaninha... Eu falo para você. Estou procurando uma máscara.
Joaninha – Máscara! Ô Baratówsky! Você vai pular carnaval, é? Fique sabendo que Deus não gosta de carnaval não. E lá na avenida, na hora do desfile, os homens grandões pulam tanto que pisam em todas as baratas. Assim, ó...
(Joaninha fica pulando)
Baratowsky – Pára com isso, Joaninha! Está parecendo até o Fanho Gafanhoto.
Ritinha Joaninha – Então me diz que máscara é essa!
Baratowsky – É uma máscara para me proteger quando eu for naquela casa que eu sempre visito. Os donos da casa compraram um inseticida novo, mas eu não desisto de ir lá! Por isso, comprei uma máscara protetora contra gás para entrar naquela casa e continuar minhas visitas noturnas. Protegido com a máscara, o inseticida que eles me lançam não fará efeito.
Ritinha Joaninha – Isso mesmo, Baratowsky, você tem que se proteger! Mas...Baratowsky, porque você quer ir lá naquela casa mesmo, hein?
Baratowsky – Ora, Joaninha, você sabe! Eu quero devorar tudo que eu conseguir de migalhas de comida naquela casa. Nem que eu tenha que desviar de todas as chineladas (faz um movimento de esquiva) e entrar de máscara protetora! Aiiii, cadê minha máscara.
Ritinha Joaninha – Olha aqui, Baratowsky, eu acho que Deus também não gosta disso não. Você vai entrar na casa dos outros para comer a comida deles e para provocá-los. Fique sabendo de uma coisa: roubar e provocar os outros é muito errado.
Baratowsky – Eles é que são egoístas! Eles têm tanta comida e não podem me dar um pouquinho! (às crianças) Não é errado ser egoísta, amiguinhos?
Crianças respondem.
Ritinha Joaninha – Mesmo assim, Baratowsky! Isso não justifica! Roubar é sempre errado!
Baratowsky – Ah, fica quieta e deixa eu procurar a minha máscara em paz!
Ritinha Joaninha – Você que sabe!
Fanho Gafanhoto entra em cena.
Fanho Gafanhoto – Eu ôu o fanho afanhoto! Eu ôu o fanho afanhoto! Eu ôu muito maroto! Eu ôu um om aroto! Eu ôu fanho afanhoto! (às crianças). Oi, ianças! Udo em! Uito azer! Eu im ai pra alar om oês e eu osto uito de oês!
Ritinha Joaninha – Fanho Gafanhoto! Não está vendo que as crianças não entendem nada o que você está dizendo!
Fanho Gafanhoto – Ah, eu ão tenho ulpa e as ianças ão entendem!
Ritinha Joaninha – Crianças, vocês querem entender o que ele está dizendo?
Crianças respondem que não estão entendendo.
Ritinha Joaninha – Então vamos chamar uma pessoa para interpretar o que ele está falando, pois se não tiver uma pessoa que possa falar para vocês o que significa essa língua que o Fanho Gafanhoto está falando, não vai adiantar de nada! Vamos chamar o nosso amiguinho que interpreta o que o Fanho Gafanhoto está falando?
Crianças respondem.
Ritinha Joaninha – E o nome desse inseto...
Fanho Gafanhoto – ...é iouico!
Ritinha Joaninha – Deixa que eu falo, Fanho Gafanhoto! O nome dele é Besourico! Vamos chamá-lo bem alto!
Crianças respondem.
Ritinha Joaninha – Então vamos! Besourico! Besourico! Besourico!
Apagam-se as luzes. Besourico entra em cena, cheio de pompa e cantando a música do Rock Balboa, besourando.
Besourico – Bz! Bz! Bz! Bz! Bz! E aí, criançadas! Tudo bem! Meu nome é Bzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzooooourico! Eu não sou inseto comum! Eu sou um inseto Coleóptero! Sim, um coleóptero! Uma classe superior de insetos! O quê! Vocês não sabem falar essa palavra? È fácil! Quer ver como é? Diz aí, amiguinho, aqui no meu ouvido (vai até uma criança). Não, helicóptero não! Coleóptero! Co-le-óp-te-ro. Um inseto superior! Eu tenho muitos dons. O de voar... e o de besourar.
Joaninha, Baratowsky e Fanho Gafanhoto observam a apresentação exibida de Besourico insatisfeitos.
Ritinha Joaninha – Acabou a besourada, Besourico.
Besourico – Ora, Joaninha. Estou apenas me apresentando para os meus antenados amiguinhos. Pois diga lá! O que você quer de mim mais uma vez?
Ritinha Joaninha – Que você faça alguma coisa de útil, além de ficar se exibindo.
Besourico – Então me fale, Chatinha Joaninha!
Ritinha Joaninha – (com raiva) Meu nome é Ritinha! Ritinha Joaninha!
Besourico – Desculpe, mas acho que estou com cera nas minhas anteninhas.
Baratowsky – Hã, depois o sujinho sou eu.
Ritinha Joaninha – É, estou vendo que os dois é que têm que tomar um banho. Olha só, Besourico. O Fanho Gafanhoto está querendo dizer uma coisa para a gente, só que a gente não entende! Você poderia interpretar ou não?
Besourico – Claro que interpreto. Diz aí, meu saltitante amigo. Bota para fora o que tanto lhe incomoda!
Fanho Gafanhoto – Olha ó! Eu ão onsiu enconá o eu ula ula!
Besourico – Bom, é simples. Ele disse que está cansando desse Jardim Terrinha e quer viajar para o Havaí para dançar o ula-ula.
Fanho Gafanhoto – Ão, eu ão isse isso! Eu isse que ão onsiu enconá o eu ula ula!
Besourico – Ah, é mesmo! Ele que está com tanta fome que não quer cair no pecado da gula gula! E falou gula gula para mostrar que ele está com muita, muita fome!
Baratowsky – Quer deixar de enganar os outros, ô Besourico! Isso é muito feio. Deus não gosta de quem engana os outros não! Todo mundo está vendo que o Fanho Gafanhoto não está pulando como de costume! Ele está assim porque não consegue encontrar o pula-pula dele, entendeu!
Besourico começa a chorar.
Besourico – Bzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz!
Ritinha Joaninha – O que foi agora, Besourico?
Besourico – Bzzzzzzzzzzzz! Eu... Eu… Eu perdi uma coisa que me ajuda na interpretação das línguas!
Ritinha Joaninha – Ai...Mais um que perdeu alguma coisa!
Besourico – Eu perdi meu livro que traduz todos os barulhinhos que os insetos fazem.
Ritinha Joaninha – Quer dizer que você só sabia traduzir porque você tinha um livro que te ajudava?
Besourico – Bzzzzz...Sim! E agora, eu perdi meu livro!
Baratowsky – (enraivecido) Isso está muito estranho... Muito estranho mesmo!
Ritinha Joaninha – Calma, gente! Raiva não vai resolver nada!
Baratowsky – Você só diz isso porque não foi com você.
Ritinha Joaninha – Não foi mesmo! E eu vou continuar tocando o meu violão e cantando, pois não sou desesperada como vocês, tá bem?! Vou voando e conhecendo...
Ritinha Joaninha percebe que não tem nenhum violão na mão, pois gesticulava estar tocando sem perceber a ausência do instrumento.
Ritinha Joaninha – Meu Deus! Cadê meu violão.
Baratowsky e Besourico – Não se desespere, Joaninha, pois a raiva não resolve nada.
Fanho Gafanhoto – É, ão e eespere, oainha, ois a aia ão eolve naa!
Ritinha Joaninha – Meu violão! Eu não sou nada sem meu violão! Buáááááá!
Baratósky – Estão vendo! Dizemos para todo mundo que somos os insetos mais antenados aqui do Jardim Terrinha e não vigiamos quando tínhamos que vigiar.
Besourico – E agora, roubaram as coisas que a gente tanto precisa para viver.
Fanho Gafanhoto – O ê amos aêr?
Baratowsky – O que nós vamos fazer, Fanho Gafanhoto? Ora, nós vamos tentar descobrir qual foi o inseto que fez isso com a gente e vamos dar umas boas mordidas nele!
Besourico – Você está parecendo uma barata cascuda, Baratówsky!
Baratowsky – Melhor do que ser uma (voz de deboche) baratinha francesa! Sou cascudo mesmo, e vou me vingar!
Ritinha Joaninha – (enxugando as lágrimas) Snif...Calma, Baratowsky! Vamos resolver isso com muita calma! Como eu disse, e torno a dizer, raiva não resolve (chora) naaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaada....
Joaninha volta a chorar de novo e abraça Fanho Gafanhoto.
Fanho Gafanhoto – Alma, Oaninha! Alma!
Baratowsky – É, mas não precisa ficar abraçando a Ritinha Joaninha tanto assim.
Besourico – Ih! Olha só, Fanho Gafanhoto. O Baratowsky gosta da Ritinha Joaninhá! P Baratowsky gosta da Ritinha Joaninha!
Fanho Gafanhoto – É, o aatoiqui osta a itinha oaninhá!
Baratowsky gesticula para que Fanho Gafanhoto e Besourico fiquem em silêncio.
Ritinha Joaninha – Chega! Eu já sei quem pode nos ajudar! Ele é nosso amiguinho, apesar de vocês, que fazem um monte coisa errada, não gostarem dele!
Ritinha Joaninha assobia. Louva-a-Deus entra em cena, cantando e animando as crianças, trazendo doces e guloseimas.
Louva-a-Deus – Aleluia, aleluia, aleluia, aleluia, louvai a Deus! Aleluia, aleluia, aleluia, aleluia, louvai a Deus! Louvai a Deus! Aleluia! Louvai a Deus! Aleluia! Louvai a Deus! Aleluia! Looooooooooooouvai a Deeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeus!
Ritinha Joaninha – É o Louva-a-Deus!
Fanho Gafanhoto – É o oua a eus!
Baratówsky e Besourico – O chato do Louva-a-Deus.
Ritinha Joaninha – Não fale assim do nosso amiguinho! Vocês só tratam ele assim porque só sabem fazer coisas erradas.
Louva-a-Deus – Não ligue para eles, Ritinha Joaninha. É assim mesmo. Nem todos vão ser seus amiguinhos se você só gosta de fazer o bem. Mas é melhor viver assim, fazendo o bem para não se dar mal na vida. Um dia eles dois ainda vão ser meus amigos.
Baratówisk – Para mim você não passa de um conquistador barato que quer conquistar a Ritinha Joaninha.
Besourico – ...e de um cara que só sabe ficar besourando o que está acontecendo aqui no jardim Terrinha.
Louva-a-Deus – Vigiar e orar não é besourar. É estar atento ao que pode nos acontecer. Só assim, não somos pegos de surpresa.
Ritinha Joaninha – Como assim “pegos de surpresa”? Você já sabe o que nos aconteceu?
Louva-a-Deus – Claro, Ritinha Joaninha. Vamos ficar escondidinhos aqui no meio dos nossos amiguinhos para que vocês vejam de fato o que aconteceu.
Baratowsky – Eu não vou com ele! Sei lá para onde ele quer me levar!
Louva-a-Deus – Ah é! Então você não vai saber o que aconteceu, pois quem fez a travessura com vocês está muito perto, ou melhor, estão muito perto. Venha, Baratowsky! Aceite um conselho de um amigo pelo menos uma vez. Você não vai se arrepender.
Baratowsky – Ai...Tá bom. Mas só dessa vez, hein?!
Besourico – Eu só quero saber do meu livro de interpretação de línguas.
Fanho Gafanhoto – E eu ero meu ula-ula.
Louva-a-Deus, Ritinha Joaninha, Baratowsky, Fanho Gafanhoto e Besourico se escondem junto com as crianças.
Cena 2
Formigas
Formigalegre, Formiguenta, Formiguto e Formigamiga entram em cena, cantarolando e ostentando os ‘objetos abandonados” no meio do Jardim Terrinha (o pula-pula, o livro, o violão e a máscara).
Formigas – Somos formigas! Somos formigas!
Sempre trabalhando e sempre amigas!
Somos formigas! Somos formigas!
Nunca deixamos de encher nossas barrigas!
Formiguto – Eu não falei que aqueles insetos do Jardim Terrinha, além de uns preguiçosos, são uns relaxados. Largaram todos os seus objetos no meio do jardim.
Formigalegre – (gargalhando) É mesmo, Formiguto! Há, há, há, há! É mesmo! Deram mole pra a gente e agente páááááá! Há, há, há!
Formigamiga – É mesmo, Formigalegre! E agora nós podemos tapar aqueles buracos no nosso formigueiro! Agora, em dia de chuva, deu para entrar água no nosso formigueiro. Nunca aconteceu isso! Mas agora, com esses objetos, nós podemos tapar todos os buracos provocados pela chuva! Depois, nós devolveremos para eles!
Formiguenta – Não tenha tanta certeza assim, Formigamiga!
Formigamiga – Mas Formiguenta, você prometeu que iria devolver tudo depois que passasse o inverno!
Formiguenta – Eu não sei se vou precisar de uma máscara para me proteger, ou de um violão par montar uma banda.
Formiguto – E eu também gostei muito desse livro. Olha só o título: “Interpretando as línguas estranhas”. Muito legal!
Formigalegre – E eu adorei esse pula-pula!
Todos riem, mas Formigalegre não pára de rir, sendo interpelado por Formiguenta.
Formiguenta – Já chega, Formigalegre!
Formigalegre – Há...Desculpe!
Formiguenta – Está bem! (maquiavélica) Aqueles insetos metidos vão ver uma coisa! Sempre falaram mal de nós, só porque são maiores do que a gente! E agora eles se deram mal, porque nós achamos esses objetos deles, e achado não é roubado.
Formigalegre – Achado não é roubado! Achado não é roubado!
Formiguto – Fica quieta, Formigalegre! Deixa a Formiguenta falar!
Formiguenta – Obrigado, Formiguto! E esses insetos gigantes vão ver uma coisa! Para eles terem de novo os objetos deles, vão ter que pagar caro! Muito caro! Háháhá! Formigalegre! Pode rir agora!
Formiguenta – Obrigado, Formiguenta! Não estava mais agüentando! Uhhháháháhháháháháháháháhá!
As formigas saem de cena, com os objetos nas mãos! Louva-a-Deus, Ritinha Joaninha, Baratowsky, Fanho Gafanhoto e Besourico voltam ao palco.
Ritinha Joaninha – Foram as formigas que pegaram! E agora?
Baratowsky – Chora na mão e bota fora!
Besourico – O que isso, Baratowsky?
Baratowsky – Claro, Besourico. Não tem mais nada a fazer do que chorar. As formigas são muito espertas, trabalhadoras e unidas. O que nós, um monte de insetos que só ficam brigando uns com os outros, vamos conseguir? O formigueiro delas é muito resistente. Não sei nem como é que a água da chuva está entrando nele.
Fanho Gafanhoto – Eu ive uma iéia! Por ê e aente não ea e aa a ilo e oo undu az e ota as oisa a far ailo ouo?
Ritinha Joaninha– Olha só, Fanho Gafanhoto! Se a idéia do Louva-a-Deus não der certo, a gente usa a sua, tá?
Baratowsky – Por que é que tem que ser a idéia do Louva-a-Deus?
Ritinha Joaninha – Porque ele foi o único inseto aqui do Jardim Terrinha que vigiou! Ele tem o direito! Além disso, vocês entenderam o que o Fanho Gafanhoto falou?
Baratowsky – É... Por enquanto, não.
Ritinha Joaninha – E vocês entenderam, crianças?
As Crianças respondem que não
Ritinha Joaninha – Então vamos ouvir o Louva-a-Deus falar o plano dele.
As crianças respondem.
Louva-a-Deus – Bom, o plano é o seguinte. Hoje é o dia dos jogos esportivos do Jardim Terrinha! Por que nós não damos para o vencedor os objetos perdidos como prêmio, ao invés de ser aquele troféu amarelo que mais parece uma caneca gigante que até hoje eu não sei para o que serve.
Ritinha Joaninha – Legal!
Fanho Gafanhoto – eal!
Baratowsky – É, parece uma idéia legal.
Besourico – Eu não acho! E acho essa idéia muito bis(zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz)onha!
Louva-a-Deus – Por que, Besourico?
Besourico – Isso está com cara de aposta! Eu sou um inseto de classe, pois sou um coleóptero, e insetos de classe não apostam! Nananinanã!Bz, Bz, Bz, Bz, Bz!
Ritinha Joaninha – Tá legal! Então você prefere uma guerra com as formigas, né, Besourico?
Besourico – (amedrontado) Aiiiiiiiii! Guerra não!
Louva-a-Deus – Fica tranqüilo, Besourico! Esportes e brincadeiras valendo um prêmio não são apostas! Além disso, é menos violento do que uma guerra, não é, Baratowsky?
Baratowsky – Só se o Zidane não brincar.
Ritinha Joaninha – O quê?
Baratowsky – Nada, nada! E como vai ser essa brincadeira?
Louva-a-Deus – Tive outra idéia sensacional. Que tal se as crianças que estão aqui nos assistindo travassem uma sensacional disputa de queimado.
Ritinha Joaninha – Legal! Aí, nos dividiríamos em dois times. Um representando o nosso time, o do Jardim Terrinha, e o outro, representando o time do Formigueiro!
Besourico – O pastor é que não vai gostar muito disso!
Louva-a-Deus – Não, tudo bem, depois a ministra fala com ele.
As Formigas entram em cena, zombando dos insetos do Jardim Terrinha.
Formiguenta – Os insetos perderam alguma coisa?
Ritinha Joaninha – É...Perdemos sim! Mas não vamos perder de novo.
Formiguenta – Minha filha, achado não é roubado.
Formigalegre – É isso aí! Achado não é roubado! Achado não é roubado! Háháháháhá!
Formigamiga – Gente, por favor, não briguem!
Louva-a-Deus – A Formigamiga tem razão! Não devemos brigar por esse motivo nem por motivo nenhum. Vamos resolver isso da melhor maneira possível. Formiguenta, você sabe que esses objetos fazem muita falta para os insetos do Jardim Terrinha, mas sabemos também que vocês acharam esses objetos. Mas para deixar tudo certinho, para não dizerem por aí que vocês roubaram, que tal se, ao invés de o prêmio dos jogos esportivos de hoje ser aquele troféu amarelo que mais parece uma caneca gigante, a gente colocar como prêmio os objetos perdidos e achados por vocês?
Formigamiga – Aceita, Formiguenta! Eu não quero ser chamada de ladra quando tiver na rua trabalhando. Vai, por favor.
Formiguto – (ao público) Vamos amiguinhos! Vamos ajudar a convencer a Formiguenta a jogar para ganhar os objetos como prêmio! Eu gosto taaaaaaaaaaaaaaaaanto de brincadeiras! Vamos! (à Formiguenta) Aceita! Aceita! Aceita! Aceita!
Formiguenta – Está bem! Eu aceito! Mas com uma condição! Já que fomos nós os que achamos os objetos, queremos ter outra coisa como prêmio. Nós queremos que esses insetos trabalhem pelo menos durante um mês para nós. Ô bando de preguiçosos! Deus não gosta disso não, né, Louva-a-Deus!
Louva-a-Deus – Isso é verdade. (aos insetos do Jardim Terrinha) Vocês aceitam?
Os insetos fazem que sim.
Besourico – Mas vamos ganhar logo isso, porque eu não quero trabalhar...
Todos os insetos vão até as criança e as, dividem em dois grupos. Os insetos, pegam uma bola, dão para as crianças e começam a organizar um jogo de queimado. É evidente que o jogo ficará desorganizado, devido à enorme quantidade de crianças. Isso enervará a formiguenta. Ela, com um apito, põe fim ao jogo desorganizado.
Formiguenta – Chega! Isso aqui está uma bagunça! Crianças, voltem para os seus lugares, quietinhas! Senão vocês não vão ganhar mais doces. Olha só, Louva-a-Deus, essa idéia não deu muito certo não. Vamos fazer o seguinte: nós, Formigas Amigas que trabalhamos e enchemos a Barriga, contra esses insetos preguiçosos.
Sonoplastia de suspense. Os insetos do Jardim Terrinha confabulam.
Baratowski – Gente! De toda a redondeza, as formigas são as campeãs interjardinais de queimado! O que vai ser de nós?
Besourico – Ai...Adeus, livrinho!
Fanho Gafanhoto – E o eu ula ula á era!
Ritinha Joaninha – Gente, não vamos desistir agora! Vamos topar o desafio. Se a gente ganhar, apagaremos essa fama de preguiçosos e desunidos. Se perdermos, pelos menos vamos ter mais cuidado para não deixar nossas coisas espalhadas. Louva-a-Deus! Diga para essa Formiguenta aí que nós topamos.
Formiguenta – Então vamos começar a disputa.
Louva-a-Deus – E agora, meus amigos? Quem será que vai ganhar? Bom, que Deus abençoe essa brincadeira!
Insetos do Jardim Terrinha – Ritinha Joaninha comanda o Jardim Terrinha!!!!
Formigas – Formigas, amigas, trabalham para encher a barriga!
Os times se enfileiram para a disputa. Louva a Deus observa e narra o jogo.
Besourico pega rapidamente a bola.
Baratowsky – Besourico! Deixa a Joaninha arremessar! Primeiro as damas, seu inseto cavalo!
Besourico – Que damas nada! Eu me garanto! Eu vou acertar as formigas de uma só vez!
As formigas se esquivam sensacionalmente depois do arremesso de Besourico. A bola volta, após pegar na parede. Ele mesmo pega a bola.
Ritinha Joaninha – Você de novo, Besourico?
Besourico – Dessa vez eu não vou errar!
Baratowsky – Deixa ela arremessar, Besourico.
Besourico – Não, deixa comigo!
Besourico arremessa, erra. As formigas pegam a bola e queimam Besourico.
Formiguto – Para você deixar de ser egoísta.
Formigalegre – Bem feito! Bem feito! Háháháháháhá!
As formigas lançam a bola e erram. Baratowsky pega a bola.
Baratowsky – Toma, Rtinha Joaninha!
Besourico – Não! Não Baratowsky! Não dê para ela! Atire você mesmo! Você é o melhor, Baratowsky! Sempre se destacou aqui no Jardim Terrinha!
Ritinha Joaninha – Me dá a bola, Baratowsky!
Baratowsky – Não... (pausa) Espere!
Besourico – Baratowsky, se você acertar as formigas, até mesmo a Joaninha vai admirar você.
Baratowsky se envaidece e não dá a bola para Ritinha Joaninha e tenta o arremesso.
Ritinha Joaninha – Baratowsky, não está vendo que o Besourico está querendo que você seja um egoísta como ele?
Baratowsky – Perdoe-me, Ritinha Joaninha! Mas farei isso para o nosso bem! É um, é dois, é três!
Baratowsky lança a bola, que bate na parede, volta na mão de Formigamiga que o queima.
Formigamiga – (ao Baratowsky) Amigos, amigos, queimados à parte!
As formigas celebram. Já são dois queimados. Formiguto, pega a bola e arremessa, errando. Ritinha Joaninha pega a bola e consegue queimar Formiguto e Formigalegre. O jogo está empatado. Ritinha Joaninha joga a bola que bate na parede e volta nas mãos de Formiguenta. Essa fica fazendo joguinho com os queimados do outro lado.
Ritinha Joaninha e Fanho Gafanhoto (este, gritando ula ula) correm para se desviarem. Entretanto, Joaninha acaba sendo queimada, ficando somente Fanho Gafanhoto no campo do time do Jardim Terrinha.
Ritinha Joaninha – E agora! Só o Fanho Gafanhoto está no nosso campo! Está tudo perdido!
Louva-a-Deus – Ainda não! Fanho Gafanhoto! Preste atenção! Você não precisa do seu pula-pula para pular! Assim como as crianças, os jovens e os adultos que tem Jesus no coração, que não precisam de drogas para que fiquem alegres, ou para que se animem, ou para que vençam uma disputa! Vamos lá, Gafanhoto! Você pode pular sem o seu pula-pula!
Fanho Gafanhoto – Sim! Eu ósso! Eu ósso! Eu ósso!
Fanho Gafanhoto começa a pular, desviando-se de todas as boladas das formigas. No final ele pega a bola e consegue queimar a Formiguenta e a Formigamiga.
Os insetos do Jardim Terrinha comemoram.
Insetos do Jardim Terrinha – Jardim Terrinha ganhou as olimpíadas! Jardim Terrinha ganhou a olimpíadas!
Os insetos do jardim Terrinha vão saindo de cena, mas vêem as formigas cabisbaixas.
Ritinha Joaninha – Esperem! Olhem só como as formigas estão tristes.
Baratowsky – Claro, né! Eles perderam a brincadeira. Eu que estou contente, pois vou ter a minha máscara protetora contra gás de volta!
Besourico – E eu, o meu livro!
Ritinha Joaninha – Meus insetos, eu acho que isso não é justo. Elas precisam dos nossos objetos porque têm necessidade de tapar o buraco do formigueiro, enquanto a gente só vai se divertir com isso.
Baratowsky – É, confesso que não estou mais a fim de invadir a casa dos outros para comer migalhas furtadas.
Besourico – E eu já não quero mais ficar tirando onda de tradutor de insetos.
Ritinha Joaninha – Então...(pausa) é melhor deixarmos os objetos com as formigas mesmo. Eu também já estou a fim de aprender outro instrumento! Já cansei de violão. Ei, formigas! Venham cá! Vocês podem ficar com os nossos objetos para taparem o buraco do formigueiro de vocês.
Formiguenta – Puxa, que legal!
Formigalegre – Eu vou voltar a sorrir!
Formigamiga – Eu posso ser amiga de vocês e visitar mais vezes o Jardim Terrinha?
Baratowsky – Claro! A gente está precisando de mais insetinhas bonitinhas aqui no Jardim Terrinha mesmo.
Besourico dá uma cotovelada na barriga de Baratowsky.
Formiguto – E como podemos recompensar vocês por tamanha gratidão?
Ritinha Joaninha – Bom...Louva-a-Deus, como eles podem recompensar a gente! Diz aí, que eu não sei.
Louva-a-Deus – (às formigas) Vocês já nos recompensaram bastante, pois vocês ensinaram uma lição muito legal para os nossos amiguinhos. Vocês lutaram até o fim para conquistar o prêmio, e mesmo depois da derrota, vocês não desanimaram, pois foram correndo procurar folhinhas para tapar o buraco do formigueiro de vocês. As batalhas da vida são assim mesmo. Com vitórias e derrotas. Jesus Cristo, o filho de Deus, se agrada dos que não desistem. Ele disse que aqueles que perseverarem até o fim, ou seja, aqueles que não desistirem, esses sim serão salvos. E só não desiste aquele que tem muuuuuuuuuuuita esperança. E vocês nos provaram isso. Por isso que Deus, que conhece os nossos corações, fez com que os insetos do Jardim Terrinha lhes entregassem os objetos. E ele sabia também que vocês iriam fazer uma coisa boa com os objetos, ou seja, tapar os buracos do formigueiro de vocês. Sabiam que Jesus pagou um imposto com uma moeda achada dentro de um peixe? No fundo, no fundo, não era uma coisa achada, mas uma coisa que Deus entregou.
Foi Deus que moveu o coração dos insetos do jardim terrinha com o mesmo sentimento que vocês tiveram, pois ajudando os outros temos a esperança de viver um mundo melhor.
Além disso, vocês ensinaram aos insetos do Jardim Terrinha a darem valor àquilo que eles têm, pois eles só perderam os objetos porque não deram valor. Nós temos que parar com essa mania feia de só dá valor quando a gente perde alguma coisa. Portanto, é antes de morrer que as pessoas devem dar valor à oportunidade de ter Jesus Cristo como Senhor e Salvador. Se não aproveitarem a oportunidade de se ter a vida eterna enquanto estão vivos, já era? Aí, não dá mais! Todos devem aceitar Jesus, a esperança da salvação, agora, enquanto estão vivos!
E olha só que legal! Eu tenho uma amiguinha, que é verdinha como eu, que só anda junto comigo, pois é louvando a Deus que se tem...
Formigas e Insetos do Jardim Terrinha – ...esperança!!!!
Louva-a-Deus – Isso mesmo! O nome dela também é Esperança! E é ela que eu vou chamar aqui para cantar uma musiquinha com todos os nossos amiguinhos que estão nos assistindo!
Entra Esperança para cantar junto com as crianças e com os insetos a seguinte música:
Esperança e Todos – Como é bom ter esperança, esperança no coração/ Com Jesus do nosso lado nós amamos de montão!/ Se você amiguinho tem esperança dentro do coração/ Vem aqui e cante com a gente essa canção!!!!
Todos os insetos saem de cena, ficando só Esperança. Ela se despede de todos os insetos.
Esperança – Se a esperança não estiver junto do louvor a Deus, é apenas um sentimento solto no ar. Mas se a esperança é a verdadeira Esperança, a Esperança de Israel, a Esperança da volta daquele que tem como morada o céu, esse meu verde fica mais colorido, mais vivo, e todas as pessoas que olharem tanto para o meu verde como para o verde das florestas, dos arbustos e até mesmo das pequenas plantinhas, lembrarão da vida...Lembrarão de Jesus.
Música final.
Fim

PEÇA CRISTÃ INFANTIL - Jesus, o menino que viveu uma grande aventura

Jesus, o menino que viveu uma grande aventura


Encenação da adolescência de Jesus, mostrando que ele era um menino normal. Trata-se de uma paródia, uma releitura da passagem do evangelho de Lucas, capítulo 2:49, que mostra Jesus no templo ouvindo e interrogando os doutores da lei. O esquete transporta o menino Jesus para o contexto contemporâneo, utilizando a linguagem atual e substituindo termos da época pela terminologia de hoje (ao invés de Sinagoga, Jesus foi para Igreja; Jesus diz para a mãe que esquece dos seus afazeres tamanha é a vontade de estar na casa do Pai; etc.) para efeito de encenação.

Personagens: Jesus adulto, Jesus menino; Maria; José; Isabel; Sacerdote 1; Sacerdote 2; Crianças (quantas quiserem ou puderem); Adultos - homens e mulheres (quantos puderem ou quiserem); Voz
CENA 1
Jovem caracterizado de Jesus (adulto) entra no palco (altar) carregando uma bola e a camiseta ou a bandeira de um time de futebol. Chega mais para frente no altar ou palco e conversa com as crianças que estão assistindo:
Jesus adulto: Olá criançada! Tudo bem?
Pois é, comigo também está tudo bem. Hoje é o Dia das Crianças, não é mesmo? Pois bem, hoje eu queria contar para vocês que eu também já fui criança, igualzinho a vocês. Gostei de brincar, e correr, e pular, como qualquer criança. Se eu tivesse nascido no Brasil, na época de vocês, talvez eu iria gostar de jogar bola! (Pode tentar chutar a bola, ou fazer embaixadinhas). Talvez eu fosse torcedor do time ...........(erguer a bandeira). Lá na minha terra, a Palestina, as crianças brincavam também, só que de outras coisas: de pique-esconde, de correr atrás do outro, de imitar o mestre, de faz de conta, de correr com os cachorros e as cabras, e de tantas outras coisas. Hoje vocês vão passar um dia especial comigo quando eu era menino e ver uma aventura que eu fiz quando meus pais foram para Jerusalém.
(nesse momento, ouve-se a voz de Maria, ainda escondida, chamando):
Maria: Jesus! Jesus!
Jesus Adulto (Faz um sinal com o dedo na boca): Shh! Eu agora preciso sair!
(e retira-se do palco. Maria aparece):
Maria: Jesus, meu filho! Vem para casa que já está na hora! (põe a mão sobre os olhos, procurando pelo filho)
Jesus menino entra correndo na Igreja
Jesus menino: Mãe! Mamãe! Eu tava brincando lá do lado do poço com a minha turma! (dá um abraço na mãe e os dois começam a conversar)
Maria: É mesmo, meu filho? E do que vocês estavam brincando? Você está suado!!!
Jesus: Ah, nós estávamos brincando de faz de conta. Eu era o profeta Daniel, o João era o Rei e a Ana, a Isabel, o Tiago e o Jeremias eram os leões. (fala com muito entusiasmo) Mamãe, o Jeremias fingiu tão bem que era um leão, que até eu fiquei com medo! Até as garras do leão ele fez colando espinhos nas mãos com cera de abelha! Foi um sucesso!!
Maria: Puxa, filho, que brincadeira boa! Mas eu vi que o Barnabé e o André não estavam com vocês. Porquê?
Jesus: Sabe, mãe, é aquele velho problema... O pai e a mãe deles não levam eles na Igreja. Dizem que eles ainda são muito novos. Então, o que acontece: eles não conhecem as histórias dos profetas, têm vergonha de brincar com a gente. Em lugar disso, ficam só espiando de longe, brincando de luta e de caçar passarinhos.
Maria: Mas que coisa triste, filho. Eu acho que eles iriam gostar muito de participar da Igreja, não é mesmo?
Jesus: Ah, mas com certeza, mamãe! E além disso, eles iriam aprender coisas boas, e não essas bobagens que eles fazem.
Maria: Você sabe, filho, José e eu já pedimos tanto para os pais levarem o Barnabé e o André na Igreja. Mas eles sempre inventam alguma desculpa: ou ainda não terminaram o trabalho, ou estão muito cansados, ou vão receber uma visita, ou precisam preparar a comida... (olha com desânimo para o chão) E tudo isso são só desculpas. Se eles quisessem, poderiam levar os meninos na Igreja. Eu tenho muito medo de que eles ainda vão sofrer muito na vida por causa desses meninos. Afinal, se eles não estão aprendendo coisas boas, certamente estão aprendendo outras coisas, talvez não muito legais. Ontem mesmo nós conversamos com a mãe deles, e ela disse que a gente não tinha nada a ver com a vida deles, que cada um devia cuidar do seu nariz. José e eu quase choramos!
Jesus: Mas em todo caso eu e minha turma não desistimos, mamãe. Nós estamos sempre convidando eles para brincar conosco, e dizendo para eles pedirem para os pais levarem eles na Igreja. Quem sabe um dia isso muda! (abraça a mãe mais uma vez e dá um beijo estalado, bem barulhento, em sua bochecha) Ah, mamãe, muito obrigado por me levar sempre na Igreja!
Maria: Eu e José é que agradecemos todos os dias porque Deus nos deu de presente você e os seus irmãos e irmãs. Nós temos orgulho de ter uns filhos tão obedientes e educados! (Maria olha para o céu e percebe que o dia está passando) Nossa, filho, o tempo passou rápido! Já está na hora de sairmos para a nossa viagem a Jerusalém.
Jesus: Jerusalém! Oba!!! Vamos poder ir de novo no Templo! Vamos logo mamãe, porque eu quero ajudar o papai a guiar os jumentos!
(os dois saem do palco de mãos dadas, conversando animados sobre a viagem)
CENA 2
Esta cena acontece no templo de Jerusalém. Ela inicia sem falas, apenas com fundo musical. O cenário é divido em três partes ou ambientes: em uma delas, os homens estão sentados, enquanto que um deles, o sacerdote está um pouco mais alto(pode ser num banquinho) com a Bíblia aberta e lê um trecho - tudo com mímica. Em outro ambiente estão as mulheres, ajoelhadas, orando. Num terceiro ambiente estão as crianças e um adulto com elas. Algumas podem estar desenhando, outras cantando. Todas as pessoas demonstram alegria de estar no Templo. Depois de algum tempo, os homens e mulheres vão levantando, encontrando-se uns com os outros, buscando as crianças e voltando para casa. Maria e José voltam com seus filhos e outros adultos e crianças. Jesus não está com eles. Vão caminhando bem devagar, conversando entre si, alegres, pelo corredor da Igreja. Maria e José começam a procurar por Jesus, sem o encontrarem. A música vai diminuindo aos poucos:
Maria: Isabel, minha prima, Jesus está com vocês?
Isabel: Não, Maria. Nós o vimos pela última vez lá no Templo... Será que ele não está com os meninos do Ezequiel?
Maria: Eu acabei de falar com eles. Jesus não está lá não! (põe a mão na cabeça, desesperada) Senhor, onde pode estar meu filho? E se ele estiver correndo perigo?
José (chegando apressado): Maria, já passei em todas as famílias que estão viajando conosco e Jesus não está com nenhuma delas. Todos viram Jesus pela última vez no Templo.
Maria: Mas então, José, vamos voltar e procurar nosso menino!
José: Eu também pensei em fazer isso, Maria. Estou muito preocupado com Jesus! Vamos aproveitar e voltar logo para Jerusalém, antes que o nosso grupo viaje para mais longe, e nós fiquemos sozinhos para a viagem de volta! Eu já peguei água e um pedaço de pão para a viagem (mostra a bolsa que carrega consigo)
Maria (voltando-se mais uma vez para Isabel): Isabel, você poderia cuidar de nossos outros filhos enquanto José e eu voltamos ao Templo?
Isabel: Com certeza, Maria. Agora vão logo, que nós vamos acampar aqui para esperar vocês!
José e Maria saem apressados para um lado, abraçados, enquanto que o seu grupo sai pela porta da Igreja.
CENA 3
Esta cena se passa novamente no templo. Ao serem abertas as cortinas, vê-se Jesus sentado no chão, junto com outros homens, sacerdotes e professores. Todos estão com suas Bíblias abertas em Isaías 11. Um dos sacerdotes começa a ler:
Sacerdote 1: Vejam o que o profeta Isaías falou: "Virá um descendente do rei Davi, filho de Jessé, que será como um ramo que brota de um toco, como um broto que surge das raízes. O Espírito do Deus Eterno estará sobre ele e lhe dará sabedoria e conhecimento, capacidade e poder. Ele temerá ao Deus Eterno, e conhecerá a sua vontade".
Sacerdote 2: Há muitos anos, todas as vezes que nós lemos este trecho, perguntamos qual será o rei que Deus irá enviar para nos ajudar. Este que agora nos governa nem é da casa de Davi. E também o nosso povo não possui mais exército, para este rei tomar o poder. O que vocês acham, amigos: de que aldeia deverá vir o nosso futuro rei?
Jesus (Coloca-se em pé e fala): Peço licença aos senhores. Eu acho que vocês não deveriam esperar por um rei poderoso. Vejam que o texto do profeta fala que ele vai ter sabedoria e conhecimento, que vai ter muito respeito por Deus e que o Espírito Santo está com ele. (nesse momento José e Maria vão entrando e ouvindo em silêncio, mostrando admiração pelo conhecimento de Jesus) Mas o texto não fala se vai ser um rei. Talvez pode ser apenas um menino, um filho de carpinteiro...
Sacerdote 1: Nossa, mas que menino inteligente!
Sacerdote 2: Que idéia revolucionária. E como conhece bem a palavra de Deus!
Jesus: Pois é, isto é porque desde pequenininho meus pais sempre me trouxeram para o Templo, e em casa me ensinaram as orações e os cantos do culto.
Sacerdote 1: E como é seu nome, menino?
Jesus: Meu nome é Jesus, e vim lá de Nazaré... (José interrompe)
José: Jesus! Você ficou para trás e perdeu-se do nosso grupo. Nossa família já viajou um dia inteiro e sua mãe e eu voltamos para lhe procurar.
Maria: Meu filho! Você me deu um susto tão grande!! Seu pai e eu ficamos desesperados, pensando que algum mal poderia ter acontecido com você! (Jesus sai da roda e abraça José e Maria):
Jesus: Mamãe! Papai! Perdoem-me! Eu não quis preocupar vocês! Eu nem vi o tempo passar, e não percebi que vocês já haviam partido! Mas vocês sabem que quando estou na casa de meu Pai (mostra com gesto largo o Templo ao seu redor) eu esqueço de tudo, esqueço até de comer! Mais uma vez, perdoem-me!
José: Tudo bem, meu garoto. Nós sabemos que você não fez por mal. Mas agora vamos embora, que o pessoal acampou só para nos esperar.
Maria: É, e com certeza vão rir muito da nossa aventura. Mas por favor, não faça mais isso, que meu coração de mãe não vai agüentar!
Os três saem do altar rindo, felizes. Pode-se colocar uma música de fundo, que vai diminuindo de volume aos poucos enquanto uma voz fala. Durante esta fala, todos os atores e atrizes voltam para o altar e dão as aos. Quando termina a fala, curvam-se para agradecer à "platéia".
*Voz: "Jesus crescia no corpo e em sabedoria. Era um bom filho e um ótimo amigo. Tanto Deus como as pessoas gostavam cada vez mais dele."

PEÇA CRISTÃ INFANTIL - O Amigo de Deus



Várias crianças aprendem o quanto é importante não se deixar dominar pela mentira e por veículos de comunicação e de diversão que aprisionam suas mentes sutilmente. No desfecho da peça, percebemos que valeu à pena as crianças terem sido obedientes aos seus pais e à sua amiga que os orientava com base na Palavra de Deus.

Personagens:
Aninha, Carol, Pedrinho, Carlinhos, Mariazinha, Mentira, TV, Vídeo-Game
Música: Amigo de Deus – CD DT Crianças
Aninha entra sozinha dialogando com as crianças.
Aninha : Oi criançada, hoje nós vamos aprender o que é ser amigo de Deus. Eu sou amiga de Deus, mas infelizmente existem uns amiguinhos meus que não são, eu vou mostrar pra vocês o que é não ser amigo de Deus.
Carol: (falando com as crianças) Ai, ai, ai, criançada. Eu quebrei o vaso da mamãe. Ela falou pra eu não mexer, mas eu mexi e o vaso fez PLAFT no chão! E aí eu quebrei. O que, que eu faço ??
Aninha: Oi minha amiguinha. Eu vou te ajudar.
Entra Mentira
M: Calma, calma que eu cheguei. Eu vou resolver este problema.
Aninha: Ah é ? E como ?
M: Simples. Se ela mentir para a mãe dela, resolve o problema.
Aninha: Mentir? Criançada mentir é de Deus?
Carol : É sim, dona Mentira. Você não é de Deus. E quem é amigo de Deus é inimigo do mal. Vamos cantar aquela nossa musiquinha, Aninha?
Aninha: Vamos.
Elas cantam a música “Amigo de Deus”.
A Mentira sai cabisbaixa de cena.
Carol: Eu não vou mentir para a minha mamãe.
Aninha: Deus está muito feliz com você. Vai pra casa e conta para a sua mãe. Ela vai ficar feliz em saber que tem uma filha que só fala a verdade.
Carol sai de cena.
Entra Pedrinho
Pedrinho: Oi, Aninha. Eu tô tão triste.
Aninha: Por quê ?
Pedrinho: Porque eu queria comprar um tênis que vem um carrinho junto que eu vi na televisão, mas o meu pai não quer me dar.
Aninha : Mas o seu tênis tá novo ainda. Você não precisa de outro.
Pedrinho: Eu também queria um brinquedo que eu vi na tv. É um super-avião, só que ele também não quer me dar. Ah, e tem mais. Eu também queria assistir ao desenho dos Monstros da Noite e ele não deixa
TV entra em cena.
Aninha: Pedrinho! Quanta coisa! Você não pode querer comprar tudo que você vê na televisão. Seu papai não pode comprar tudo, ele precisa comprar comida e roupas pra vocês. E além do mais, estes desenhos, só fazem mal. Eles fazem vocês terem pesadelos à noite, e aí vocês ficam sem sono. Deus não gosta disso.
TV: Olá, criançada! Eu sou a Televisão. Vocês gostam muito de mim, né?
Aninha: É, mas você tem ensinado muita coisa ruim para nós crianças.
TV: Pedrinho! Cara, você tem que saber pedir para o seu pai. Insista bastante! Diga pra ele que aqueles bichos que aparecem na tv não são tão ruins assim não.
Pedrinho: É sim. A Aninha tem razão. Eu tenho pesadelo quando eu assisto bichos na tv. E a partir de hoje eu não vou mais assistir. E não vou mais desobedecer ao meu papai pedindo as coisas que assisto em você. Eu vou ser amigo de Deus e inimigo do mal. Vai embora! Tchau!
Eles cantam a música “O Amigo de Deus é inimigo do mal...”
Aninha: Pedrinho, vai pra casa e conta para o seu pai que você entende que ele não pode comprar tudo o que você quer e que você vai ser obediente a ele.
Pedrinho sai de cena.
Carlinhos entra brincando com uma espada, como se estivesse lutando violentamente.
Aninha: Meu Deus! O que é isso, Carlinhos?
Carlinhos: Oi, Aninha. É que eu estou brincando de lutinha. Eu sou bom nisso! Vou ser igual ao meu herói do videogame. Ele pega todos. Ele é o maior, o mais forte... Ele até mata, você sabia ?
Aninha: Por que você quer ser igual ao seu herói do videogame?
Carlinhos: Porque eu aprendi muito com ele. Na escola, nenhum coleguinha briga comigo. Eu bato em todos eles.
Entra Videogame
Videogame: Aí companheiro, beleza? Este aí é meu fã. Ele não me larga.
Aninha: Ah é, mas saiba que tem jogos que você mostra coisas horríveis? Você ensina as crianças a baterem com os seus jogos de lutas. E tem muito bicho feio também. O Carlinhos, nunca quis bater em ninguém. Ele era calmo, um amigo de que todos gostavam. Agora ele tá perdendo os amigos da escola, porque aprendeu com você a ser ruim e a querer bater nos amigos.
Carlinhos: Eu não sou mais bonzinho? E eu tô perdendo todos os meus amiguinhos ?
Aninha: Não, Carlinhos. Assim você não é. Você quer bater em todo mundo. Assim, até eu não vou ser mais a sua amiga. Deus está muito triste com você.
Carlinhos: Que vergonha...Eu quero voltar a ser bonzinho, e deixar Deus bem feliz comigo, e ter vários amiguinhos...
Aninha: Então vamos jogar fora os jogos de bichos feios e de lutas ?
Carlinhos: Vamos! Eu quero ser amigo de Deus e inimigo do mal. Tchau, seu Videogame! Sai daqui!
Videogame sai de cena.
Aninha: Então você sabe o que deve fazer. Vá pra casa e fale pra mamãe que você não quer mais os jogos de bichos feios e de lutas.
Carlinhos sai de cena.
Aninha: (falando com as crianças) Ufa ! Viram só, crianças? Para sermos amigos de Deus temos que ser inimigo do ??... mal. Não podemos mentir nem para o papai, nem para a mamãe, nem para ninguém. Não podemos imitar as coisas que vemos na televisão. Não podemos assistir aqueles bichos feios que aparecem na tv, né ? E quem gosta de Videogame aqui ? É, mas tem muito jogo que ensina coisas erradas. Em alguns jogos, aparecem muitos bichos feios, de chifres,com olhos grandes e deixa a gente com medo à noite, né ? E têm aqueles de luta que ensinam a gente a ficar mais brava com as pessoas. E aí a gente sai querendo bater em todo mundo, achando que é bonito. E isto não é verdade. Então vamos todos ser amigos de Deus, certo ?
Volta Carol.
Carol: Aninha, Aninha!
Aninha: O que foi?
Carol: Minha mãe tá muito feliz comigo. Ela brigou comigo porque eu desobedeci a ela, mas ficou feliz porque eu contei a verdade.
Pedrinho entrando:
Pedrinho: Aninha, meu pai ficou muito feliz. Ele disse que eu sou um filho que dá muito orgulho.
Carlinhos: Pronto, Aninha. Joguei tudo fora e a mamãe gostou. Ela disse que assim eu vou ter mais amigos e que não vou mais ter pesadelos.
Aninha: Amiguinhos, então vamos comemorar e cantar uma música de Deus?
Todos: Vamos
Mariazinha entra em cena cantando
Mariazinha: Baba baby, babay, éguinha pocotó, pocotó....
Todos correm pra calar a boca dela.
Aninha: Mariazinha, que coisa feia que vc está cantando! Uma música q não é de Deus.
Mariazinha: Mas era só um pouquinho, e todo mundo canta...
Aninha: Mas não pode. Você sabia que Deus nos criou para cantarmos apenas músicas Dele e somente pra Ele ?
Mariazinha: Meu Deus! (com olhos fechados) Perdoe-me. Aninha, então me ensine a cantar uma música de Deus?
Aninha: Vamos ensiná-la. turma?
Todos: Vamos !

PEÇA CRISTÃ INFANTIL - VIDEOGAME



Peça do grupo "MINISTÉRIO YESHUA DE ARTES CÊNICAS", usando uma linguagem de VIDEOGAME.
A mensagem é passada por cenas, que mostram o inimigo tirando as alegrias das crianças, dificultando a entrega da mensagem da Salvação...

Trilha 1 - Infantil
Temos uma criança feliz com um pirulito passeando entre as crianças, oferecendo e brincando com elas, pois não quer dá-lo a elas.
Trilha 2 – Suspense
O inimigo aparece e joga o pirulito dela no chão. Ela chora. O inimigo ri dela e sai.
Trilha 3 – Coral
Ela continua chorando, até que Jesus aparece e lhe mostra a Bíblia, dizendo que ele pode dar um amor maior pra ela. Ela aceita e Ele a restaura. Ambos saem juntos.
Trilha 4 – Infantil
Entra, em seguida, uma outra criança com um avião e começa a brincar com as crianças.
Trilha 5 – Suspense
O inimigo aparece novamente e joga o avião dela no chão. Ela começa a chorar. Ele ri e continua em cena. A primeira criança vê o que aconteceu e começa a pensar. Tem uma idéia.
Trilha 6 – Videogame
Uma garota com uma placa “START” passa na frente de todos.
A primeira menina quer ir até a segunda pra falar do amor de Jesus. Só que o inimigo fica na frente dela, jogando dardos. Ela desvia de um – virando para a direita -, de outro – virando para a esquerda - e de outro, se baixando. Prossegue sua jornada.
O inimigo joga uma bomba no chão, só que ela pula.
Ele começa a ficar mais irritado: vai até a coxia e pega um robô. Dá corda nele e o manda na direção dela, mas ela pára o robô, vira-o e lhe dá um chute nele e ele corre atrás do inimigo, que sai correndo.
Ela segue em frente.
O inimigo dessa vez resolve pegar uma bazuca fora de cena. Como está pesada, tem dificuldade de mirar e atirar. Mas atira! A criança cai pra trás. O inimigo comemora.
Trilha 8 – Silêncio
Aparece uma placa “GAME OVER?”. Em seguida, outra: “NÃO!”.
Trilha 9 – Videogame (mais agitado)
Jesus aparece logo em seguida e levanta a criança. Ele sai. Ela pega a bíblia e a aponta pra o inimigo, que cai. A primeira criança vai falar do amor de Jesus para a outra e fica muito feliz.
Restaura o coração dela. Saem as duas.
Ao final, Jesus entra com uma placa: “EM JESUS, SOU + Q VENCEDOR

PEÇA CRISTÃ INFANTIL - A PAIXÃO DE CRISTO (para crianças)



A última Ceia, a Traição, Carregando a Cruz, a Crucificação e a Ressurreição. São as cenas com um narrador que as costura.

Jesus, Judas, os dois ladrões, anjo...

CENA 1 - Ceia
(Música de Abertura.)

NARRADOR - A história que agora vamos narrar aconteceu a quase dois mil anos atrás. Deus enviou Seu filho para salvar a humanidade do pecado. E Jesus deu sua vida para remissão dos nossos pecados. Por isso hoje é preciso que cada um de nós reflita sobre os ensinamentos e o sacrifício que Jesus fez por nós. Jesus pregou a paz e o amor ao próximo – e ainda assim foi crucificado. Quantas vezes nós com nossos pecados não acrescentamos mais um espinho à sua coroa, que tanto machucou Jesus? É preciso seguir sempre os ensinamentos de Jesus e não esquecer que somente através Dele se vai ao Pai. É preciso não esquecer do sacrifício que Jesus fez por nós na cruz. Vamos então refletir sobre a Paixão de Jesus para que possamos renascer para Ele e junto com Ele na Páscoa.

NARRADOR – Estamos em Jerusalém na época da Páscoa. Jesus sabia que essa seria sua última Páscoa. Por isso reuniu-se com os discípulos para a última Ceia.

(Jesus está atrás da mesa, ao centro, tendo 6 apóstolos de cada lado. Jesus reparte o pão)

JESUS – Tomai e comei todos vós. Isso é o meu corpo que é dado por vós.

(Jesus entrega o pão aos apóstolos, que vão passando para os outros)
(Jesus ergue a taça de vinho)

JESUS – Tomai e bebei todos vós. Esse é o meu sangue, que será derramado para o perdão dos pecados. Façam isso para se lembrarem de mim.

(Sonoplastia de fim de cena)
(Os apóstolos saem pela esquerda e Jesus vai até o canto direito do palco.)

Cena 2 – A Traição

NARRADOR

– Após a Ceia Jesus subiu ao Monte das Oliveiras. Sabendo de todo sofrimento que iria passar Jesus orou assim:

(Jesus se ajoelha.)

JESUS – Pai: se for possível afaste de mim esse cálice de sofrimentos. Porém não seja como eu quero, mas como Tu queres. Seja feita a Tua Vontade.

(Nesse momento aparecem Judas e os guardas.)
NARRADOR
– Nesse momento apareceu Judas – um dos discípulos de Jesus - trazendo os guardas romanos para prenderem Jesus.
SOLDADO 1 - Como saberemos quem é Jesus?
JUDAS – Eu lhes mostrarei.
NARRADOR – Judas se aproximou de Jesus. E o traiu dando-lhe um beijo na face. Nesse momento os guardas prenderam Jesus.
(Os guardas amarram Jesus. Enquanto um deles leva Jesus preso o outro paga a Judas.)
NARRADOR – Judas traiu Jesus por 30 moedas de prata.

CENA 3 – CARREGANDO A CRUZ

NARRADOR
– Jesus foi levado até o governador Poncio Pilatos e foi condenado à morte. Ele seria crucificado. Os soldados romanos chicotearam Jesus. Depois colocaram nele uma coroa de espinhos. Zombando de Jesus os soldados diziam: Toma tua coroa, rei dos judeus. A coroa de espinhos feriu a cabeça de Jesus. Depois de maltratarem Jesus Os soldados o fizeram carregar a cruz por toda a cidade até o monte Gólgota, onde Jesus seria crucificado.
(Sonoplastia. Jesus entra carregando a cruz, todo machucado e com a coroa de espinhos. Jesus cai por 3 vezes. Na terceira vez aparece Maria Madalena que com um pano limpa o rosto de Jesus.)
(Jesus caminha com os soldados atrás e o povo, até o local da crucificação. Enquanto Jesus caminha os 2 ladrões entram e ficam em seus lugares.)

CENA 4 – Crucificação

NARRADOR – Os soldados romanos prendem Jesus à cruz. Jesus é crucificado entre 2 ladrões.
BOM LADRÃO – Senhor, lembre-se de mim quando estiveres no Teu Reino.
JESUS – Eu prometo: hoje mesmo estarás comigo no Paraíso.
NARRADOR – Mesmo sofrendo na cruz Jesus perdoou a todos dizendo:
JESUS – Pai: perdoa-lhes. Eles não sabem o que fazem.
NARRADOR – Jesus ainda sofreu por mais algum tempo. E antes de morrer disse:
JESUS – Pai: em Tuas mãos entrego meu espírito.
(Jesus morre na cruz. Sonoplastia.)

CENA 5 – Ressurreição

NARRADOR – Jesus foi retirado da cruz e colocado em um sepulcro.
(Jesus é retirado da cruz pelos apóstolos e pelas Santas Mulheres e levado até o sepulcro. Os dois ladrões são retirados pelos guardas e por outros atores da peça.)
NARRADOR – Uma grande pedra foi colocada na porta do túmulo. E guardas vigiaram o túmulo dia e noite.
Na manhã do terceiro dia houve um grande terremoto porque o anjo do Senhor apareceu e removeu a pedra do túmulo. Os guardas fugiram apavorados.
NARRADOR – Logo depois chegaram Maria Madalena e Maria. E o anjo lhes disse:
ANJO – Jesus não está mais entre os mortos. Ele ressuscitou.
NARRADOR – As mulheres ficaram espantadas com aquilo que o anjo lhes contara e foram logo contar aos discípulos a boa nova. E assim Jesus ressuscitou no domingo de páscoa. Ele nos deixou uma mensagem de amor ao próximo e de paz. E disse mais:
(Entra Jesus, agora com suas roupas normais, mas com as chagas nas mãos e nos pés, e diz ao público:)
JESUS – Eu estarei convosco todos os dias até o fim dos tempos.
(A música atinge o seu ápice.)
F I M

PEÇA CRISTÃ INFANTIL - A ARCA DE NOÉ



Narração e músicas costuram cenas da vida de noé. Com liguagem e cenas atuais, mas nomes de época.
Narrador: A Bíblia esta cheia de histórias de pessoas que fizeram Deus ficar muito feliz, e esta é mais uma delas. No livro de Gênesis conta que teve um tempo em que os homens ficaram muito maus. Por isso faziam coisas terríveis, matavam, roubavam, brigavam uns com os outros, era uma loucura.
Noé: Hei pessoal que é isso, vamos parar com essa bagunça, ai sô! O que esta acontecendo aqui afinal de contas, brigando de novo mais que coisa, vocês só sabem arrumar confusão é.
Arquelau: Pronto, chegou o santinho, sai pra lá Noé vê se não se mete onde não foi chamado, ta legal? Nós não queremos saber de você não cara, nos queremos saber é mesmo, é de muita farra, muita animação, sacô? Muita loucura, não é não pessoal?
Mulher do Arquelau: É isso ai cara, deixa a gente em paz, ta legal? Se manda.
Narradora: Esse é Noé, um homem que sempre procurou obedecer a Deus, ele foi o único homem bom entre todos que viviam naquele tempo, o único homem que não tinha cabeça oca!
MUSICA: CABEÇA OCA
Narradora: Mas a família de Noé era diferente, ele tinha três filhos que se chamavam: Cen, Cam, e Jafé, todos trabalhavam co o pai, tinha uma vida boa e alegre também.
MUSICA: A FAMÍLIA DE NOÉ
Narradora: Um dia quando Noé estava no campo cuidando de suas ovelhas, Deus falou com ele:
Deus: Noé escute o que vou lhe dizer, as pessoas ficaram muito más e o mundo esta cheio de crimes, por isso, decide destruir todas as criaturas da Terra.
Narradora: Noé ficou paradão, ouvindo o que Deus falava, e Deus muito triste por ter que destruir sua criação continuou:
Deus: Noé pegue madeira boa e construa um grande barco, faça divisões nele e tape todos os buracos com piche, por dentro e por fora, porque vou mandar um grande dilúvio, muita água vai cair do céu e cobrir todo a Terra, todos morreram homens, animais e plantas, tudo, menos você, sua família e os animais que levar com você.
Narradora: O que vocês acham, será que Noé fez o que Deus mandou, mas se as outras pessoas rissem dele e achassem que ele estava ficando doido? A Bíblia conta que Noé fez tudo com Deus mando.
Noé: Cen, Cam, Jafé, acordem!
Jafé: Hum, ai quê, o pai, ta muito cedo ainda.
Noé: meus filhos acordem logo tenho uma coisa muito importante para conta pra vocês.
Jafé: Importante, o que e tão importante assim pai? Fale logo!
Noé: Eu estava cuidando das ovelhas quando o próprio Deus falou comigo, dizendo que vai destruir a Terra.
Jafé: O que, Destruir?
Noé: Sim, Destruir. Deus decidiu assim porque os homens se tornaram muito maus, e a.
Terra esta cheia de violência.
Jafé: Mas como Deus vai fazer isso?
Noé: Deus vai mandar um dilúvio, que é uma chuva muito forte, pro muitos dias, até que cubra a Terra e afogue toda a criatura.
Jafé: Mas quando isto vai acontecer pai? E a gente o que vai ser de nós?
Noé: Deus nos avisara quando for a hora, quanto a nós não, precisamos ter medo porque nos salvaremos dentro de um barco que vamos construir.
Jafé: Um barco? Que barco?
Noé: Sim, um grande barco Jafé, onde nós e todos os animais que separamos, um casal de cada espécie, ficaremos no barco até que tudo passe, vamos temos muito trabalho pela frente.
MUSICA: CONSTRUIR UM GRANDE BARCO...
Arquelau: Hei! O que é isso que vocês estão fazendo ai?
Noé: estamos construindo um barco, porque a Terra vai ser destruída por um dilúvio.
Arquelau: HÁ, HÁ,... , era só o que faltava, que dizer que a Terra vai ser destruída? HÁ, por um dilúvio, HÁ...
Noé: É isso mesmo arquelau e quem estiver dentro dessa arca com a gente vai se salvar, se você quiser pode vir, tem lugar par todos.
Arquelau: O que, vocês estão todos malucos, Há, vê se pode, dilúvio, Hum..., Barco eu em esse pessoal pirou de vez.
Narradora: Noé e seus filhos, não ligaram para o que as pessoas que passavam diziam, continuaram os seus trabalhos, dia e noite, seguindo as instruções que Deus tinha dado. Amanheceu um dia lindo os passarinhos começaram a cantar diferente e a grama parecia estar mais verde do que nunca.
Arquelau: Mulher eu vou dar uma espiada naquela geringonça do Noé, tem muito tempo que eu não dou umas boas gargalhadas, quero ver ser eles já desistiram daquela maluquice.
Mulher do Arquelau: então vai, depois você me conta, eu to ficando curiosa mesma.
Narradora: Noé e sua família trabalhavam na construção da arca por muitos dias, até que finalmente, ela ficou pronta, uma maravilha.
Arquelau: Puxa, o barco do Noé ficou pronto, nossa como é grande, será essa conversa de dilúvio é verdade mesmo.
Narradora: E o homem voltou correndo para falar com seus amigos que também ficaram assustados, mais mesmo assim não quiseram acreditar na história do dilúvio, enquanto isso...
Deus: Noé, entre na arca você e sua família, embarque os animais de dois em dois e toda comida que conseguirem, daqui a sete dias farei chover sobre toda terra durante quarenta dias e quarenta noites.
Jafé: Pai, como faremos para embarcar todos esses animais?
Noé: Calma, Deus mesmo vai conduzir para a arca, nós só vamos ajudar.
Jafé: Há, lá vêm eles.
Noé: Desçam as rampas, vamos coloca-los para dentro...
MÚSICA: CADA UM PEGUE O SEU PAR.
Noé: Bem já estão todos dentro da arca, de repente um barulho, a porta da arca se fechou sabe quem foi que fechou essa porta? Foi Deus, e a porta que Deus fecha ninguém abre não é mesmo?...
Mulher de Arquelau: Arquelau, pegue as roupas no varal ta começando a chover.
Arquelau: Hi, não vai dar não, a chuva ta forte demais.
Narradora: E Choveu, choveu, muitos dias até que a água, cobriu casas, montanhas, tudo, ainda bem que Noé foi obediente a Deus. Você também e obediente? Dentro da Arca Noé alimentava a bicharada.
Jafé: Pai a comida já esta acabando, temos que fazer alguma coisa os bichos estão ficando nervosos, será que já podemos sair da arca, afinal a chuva já parou há dias, ai!
Noé: o que foi Jafé?
Jafé: Fui dá um resto de milho pra aquela arara e ela quase comeu minha mão.
Noé: É acho que já esta na hora de sairmos daqui de dentro, vou soltar uma pombinha pra ver se ela encontra lugar seco para pousar.
MUSICA: POMBINHA BRANCA
Noé: hei, parece que temos novidade, vejam a pombinha voltou com um galhinho verdinho, verdinho no bico, isso quer dizer que as águas abaixaram, e que logo vamos poder sair daqui de dentro.
Narradora: A Arca ficou presa no pico de uma montanha que estava debaixo da Arca, Noé colocou o nome daquela montanha de Monte Ararati.
Deus: Noé, saiam da Arca você e sua família e os animais, quero que tenham muitos filhos e os animais tenham muitas crias e espalhem-se e povoem toda a Terra.
Noé: Muito obrigado Senhor, por ter nos salvado da água e de toda essa destruição.
Narradora: Apesar de todos o horrores do dilúvio, Deus estava alegre porque Noé o obedeceu, por isso a Terra seria povoada de novo e Ele poderia se alegar novamente com a sua criação então fez uma promessa a Noé.
Deus: Noé, ouça o que Eu vou lhe dizer, prometo que nunca mais haverá outro dilúvio para destruir a Terra, olha, estão vendo este lindo arco colorido este será o sinal que deixarei para sempre no céu, para lembrar da aliança que faço agora com todos os homens.
Narradora: E quando chove, em qualquer lugar do mundo, quando as gotinhas de chuva encontram a luz do Sol o arco-íris aparece quando você o vir, riscando o céu, lembre-se dessa história que aconteceu de verdade há muitos anos atrás saiba meu amiguinho que Deus te ama muito e cuida de você como cuidou de Noé e sua família então confie Nele, como Noé confiou.
MUSICA: DEPOIS DA TEMPESTADE

PEÇA CRISTÃ INFANTIL - O JARDIM DA CRIAÇÂO



Adaptação de uma peça já existente que explica com a linguagem infantil porque foi necessário Jesus morrer em nosso lugar.

Os personagens são animais, duas crianças. Jesus e Deus são representados por jardineiros.

(Entra em cena o narrador cumprimentando as crianças)

NARRADOR – Vou contar uma história para vocês. Era uma vez um jardim muito lindo, o mais bonito do mundo inteiro. Esse jardim era especial. Tinha árvores especiais. Árvores de chocolate (puxa uma árvore pequena da caixa), árvore de pizza (puxa a árvore) e de algodão doce. Nele passavam rios de refrigerante (tira latinhas de refri da caixa). Esse jardim era muito bem cuidado por isso era o mais gostoso. Que delícia! Esse jardim era habitado por muitos bichos, bichos que eram mansos (puxa bichos de papel da caixa). O leão, o elefante, a onça.... Tinha também a dona gata e a dona cigarra (entram as duas) o rato e o bicho preguiça (entram os dois). Todos viviam em perfeita harmonia. Um dia entraram duas crianças no jardim.

(As crianças entram no jardim maravilhadas)

MENINO - Puxa que legal! Quanta coisa gostosa! Olhe, uma árvore de chiclete!

MENINA – Ali tem um monte de balinhas. Ai eu quero!! Que delícia!

MENINO – Vamos comer de tudo um pouquinho?

MENINA – Será que podemos?

MENINO – Será que esse jardim tem um dono?

(Entra um homem vestido de jardineiro)

JARDINEIRO – Tem sim crianças. Eu sou o dono de tudo isso. Eu cuido desse jardim com muito carinho.

MENINO – Desculpa senhor, nós só estávamos olhando.

MENINA – É, a gente já estava até indo embora.

JARDINEIRO – Não crianças! Não se preocupem! Esse jardim foi feito para vocês. Comam de tudo, só não comam daquela árvore ali. Ela está no meio do jardim. Estão vendo? É uma árvore diferente. Quem come dela acaba amarrado e preso por causa da própria desobediência. Mas tirando ela vocês podem comer de tudo.

(Crianças, Deus e os animais ficam brincando no fundo)

NARRADOR – O jardineiro e as crianças se tornaram grandes amigos. Todos os dias brincavam um pouco e passavam muito tempo conversando e rindo. Mas existia também uma bruxa. Essa bruxa não gostava do jardineiro. Ela sabia o quanto o jardineiro amava as crianças e queria separar os três para ver o jardineiro triste.

(Deus e os animais saem e as crianças ficam brincando sozinhas)

BRUXA– Vejam que surpresa mais agradável! Que crianças mais bonitinhas. O que vocês fazem por aqui?

MENINA – A gente estava só passando...

MENINO – O jardineiro disse que tudo isso aqui foi feito para nós.

MENINA – Quase tudo. Desta árvore aqui a gente não pode.

MENINO – Ih! Eu já ia me esquecendo. Dessa árvore nós não podemos comer.

BRUXA– Não podem? Que jardineiro mais egoísta! Aposto que ele quer essa árvore só para ele. Vejam crianças, como esses doces são bonitos e parecem ser muito saborosos. Devem estar uma delícia! Comam crianças um doce só. O jardineiro nem está vendo., aproveitem enquanto eu estou aqui para ajudá-los. Se eu o vir chegando dou logo um grito e vocês se escondem . Não demorem muito, como logo vamos, vamos. Não percam tempo pensando.

MENINA – Eu não agüento mais, vou pegar só um. Vou dar só uma lambidinha. Vem menino, vem comigo.

(Enquanto as crianças mordem o doce, o bruxo amarra as duas com uma corda)

BRUXA – Gostaram do doce crianças? Agora vocês estão amarrados e presos não podem mais brincar! Há,há,há! Eu consegui, eu consegui! Agora o jardineiro vai ficar muito triste! Eu venci! Eu venci!!!

NARRADOR – Que tristeza, as criança ficaram amarradas por causa da desobediência. Essa acorda aperta muito, muito. Ela aperta até quem estiver presa nela ficar sem ar.

DEUS – Crianças! Onde estão vocês?

MENINO – Estamos aqui! Estamos com muita vergonha! (chorando)

MENINA – Nós desobedecemos o senhor. Comemos da árvore do meio do jardim. Foi a bruxa quem mandou!

MENINO – E eu comi porque essa menina me ofereceu.

JARDINEIRO – Crianças! Eu estou muito triste. Vocês me desobedeceram e ficarão presos até não conseguir mais respirar. Esse é o preço da desobediência. Mas eu já estou preparando um plano para libertá-las.

(Sai o jardineiro)

NARRADOR – As crianças ficaram muito assustadas porque a corda apertava muito. Amarrados eles não podiam mais brincar com o jardineiro.

MENINO – Tive uma idéia vamos pedir ajuda para os animais do jardim. Dona gata! Dona gata!! Socorro!!

GATA – Miau.... o que vocês fizeram?

MENINA – A gente comeu o doce que não era para comer. Tire essa corda da gente dona gata.

GATA – Eu gosto de cordas. Tenho um monte delas, mas são de lã. Já sei! Eu vou pegar a minha corda, vou amarrar aqui, puxar ali, dou uma volta e outra volta. Aí eu vou conseguir desamarrá-los. Não pode ser tão difícil.

(Gata enrola a corda de lã nos dois)

MENINO – Ai dona gata. Você está nos enrolando mais e mais. Tá apertado.

MENINA – Essa corda dói...

GATA – Crianças eu tentei desamarrá-los mas essa corda é muito forte. Eu nunca brinquei com uma corda igual. Só com cordas de lã. Me desculpem... Não posso ajudá-los.

(Crianças choram alto)

MENINA – Bicho preguiça! Acorda bicho preguiça! BICHO PREGUIÇA!!!

BICHO PRE.. – O que foi? Quem me acordou?

MENINO – Fomos nós. Estamos presos nessas cordas. Elas apertam. A gente não pode brincar. Não estamos nos sentindo bem. Nos ajude.

BICHO PRE.. – Quando eu me sinto mal, preso eu.....

MENINA – Eu o quê? Acorda bicho preguiça!

BICHO PRE.. – Eu durmo que tudo fica bem depois.

MENINO – Vale a pena tentar. Vamos dormir.

(Alguns segundos depois)

MENINA – Menininho, a corda continua do mesmo jeito. Você está dormindo?

MENINO – Quem consegue dormir com o ronco desse bicho? Ai.... o que vamos fazer? Vamos chamar a dona Cigarra. Cigarra! Dona Cigarra.

(Entra a Dona Cigarra aquecendo a voz com um som irritante)

CIGARRA – Mi mi mi mi, lá lá lá lá... Olá crianças! Aprendi uma música. Ela é assim: “A barata diz que tem sete saias de filó, é mentira da barata ela tem é uma só rá rá rá rô rô rô ela tem é uma só. O cravo brigou com a rosa debaixo de uma sacada...

MENINA – Dona Cigarra, que músicas estranhas. Mas não importa agora. Estamos presos, essas cordas são apertadas e nós queremos brincar com o jardineiro.

CIGARRA – Meus queridos, quem canta seus males espanta. Quando eu canto tudo fica bem, fica mais alegre, mais leve, mais solto...

MENINO – Solto? É isso que nós precisamos! Nos soltar! É só cantar? Então tá.

CIGARRA – Então me acompanhem. Lá lá lá lá, mi mi mi... Atirei o pau no gato, mas o gato não morreu...

GATA – Miau, quem atirou o pau no gato? Foi você dona cigarra? Atirou o pau no gato? Vai atirar em mim também, é?

(Gata corre atrás da cigarra)

MENINA – Dona cigarra, dona gata se acalmem! Ninguém atirou pau nenhum no gato! É só uma música!

GATA – Não gostei!! Miau...

CIGARRA – Você desafinou a minha voz....

MENINO – Dona cigarra tire essa corda da gente.

CIGARRA – Bom, eu conheço uma música ela é assim... Ciranda cirandinha vamos todos cirandar vamos dar a meia volta...

(Cigarra canta a música girando as crianças conforme a música)

MENINA – Chega Dona Cigarra! Além de presos agora estamos tontos. Muito obrigada mas não está adiantando.

MENINO – RATO, RATO!!

(Entra o rato correndo)

RATO – Pois não, alguém me chamou?

MENINO – Estamos presos. Tire essas cordas da gente.

RATO – Quantas cordas!! Quantas cordas! Isso é coisa da gata, não é? Ela gosta de cordas! Pronto tirei a corda.

MENINA – Não Rato, essas são as cordas da gata. Falta essa corda..

RATO – Crianças essas cordas são grossas demais. Já sei eu e o Bicho Preguiça vamos puxar de um lado e a Cigarra e a Gata do outro lado. Assim vocês vão sair daí. Acorda bicho preguiça temos que ajudar as crianças.

(A cigarra e a gata puxam os braços do menino e o bicho e o rato puxam os braços da menina. Na hora que eles puxam o bicho preguiça dorme e a gata e a cigarra caem no chão.)

RATO – Impossível, impossível. Vocês desobedeceram agora vão ter que se acostumar com a corda. A gente não vai conseguir, não é mesmo bicho preguiça?... Bom, se ele estivesse acordado ele concordaria.

GATA – Sentimos muito crianças. Foi muito bom o tempo que brincamos juntos.

CIGARRA – Eu vou embora, mas eu vou cantando. O rato não lava o pé, não lava porque não quer...

RATO – Ei, quem não lava é o sapo, tá?

(Os animais saem de cena. E crianças choram muito. Entra o jardineiro)

JARDINEIRO – Oi, crianças! Eu já terminei o meu plano para libertá-las. Eu amo muito vocês e não quero que fiquem presas para sempre. Por isso, eu trouxe meu filho, meu único filho para ficar no lugar de vocês.

(Entra o filho do jardineiro)

NARRADOR – O filho do jardineiro amava muito as crianças também. Ele não queria que as crianças ficassem presas e amarradas naquelas cordas. Ele amarrou em si mesmo as cordas que amarravam as crianças para que elas pudessem ser livres para brincar com o jardineiro.

(As crianças se alegram no início, mas depois se entristecem ao verem que o filho do jardineiro agora está preso pela corda.)

MENINO E MENINA – Mas ele não fez nada para estar preso daquela maneira.. Nós é que pecamos, te desobedecemos. Ele não fez nada!

JARDINEIRO – Vocês pecaram, e todo pecado tem um preço. Como vocês não tem como pagar pelo pecado que cometeram, meu filho ficará no lugar de vocês e pagará o preço com a própria vida.

(As crianças saem com o jardineiro, e o filho fica no centro sem conseguir respirar, sendo apertado pelas cordas até cair morto no chão.)

(A bruxa aparece para ver o que está acontecendo e fica alegre com a cena.)

(Uma música bem alegre começa a tocar e o filho do jardineiro se levanta. Joga fora as cordas. As crianças entram com o jardineiro e abraçam o jardineiro.)

MENINO – Você foi mais forte que as cordas!

MENINA – Você conseguiu arrebentar as cordas pela gente! A gente nunca conseguiria fazer o que você fez. Muito obrigada.

(Os três se abraçam)

FILHO DO JARDINEIRO – O bruxo está vindo. Você já sabem o que fazer, né?

MENINO E MENINA – Sabemos.

BRUXO – Como assim? Ele está vivo? E as cordas? Crianças você não querem mais uma mordida, não?

MENINO E MENINA – Sai pra lá bruxo!!!

(Crianças empurram o bruxo. Voltam e saem abraçados com o jardineiro e com o filho)

NARRADOR – E assim termina a nossa história. FIM

PEÇA CRISTÃ INFANTIL - MENTIROSO



História que ensina as crianças a se defenderem de pessoas mal intecionadas e ensina também o quanto é legal sermos diferentes uns dos outros.

Cenário: mesa e cadeira escolar.

Figurino: Homem estranho, vestido como um mágico levemente macabro (sugestão: Willy Wonka do Fábrica de Chocolate). Menina com um vestidinho, bem delicada.

A peça começa com uma criança sentada na cadeira escolar (sugestão). A criança está dormindo, com corpo bem mole, como se fosse uma boneca. Entra em cena um homem estranho, de jeito de andar gozado, ele fala com a platéia:

HE - Bom dia a todos!! Bom dia!!! Sabem o que eu vim fazer aqui hoje? [*Vocês não sabem o que eu vim fazer aqui?*] Eu vim procurar uma criança para brincar comigo!!! Quem quer brincar comigo? Mas olha... eu gosto de umas brincadeirinhas que a mamãe, o papai e a titia não podem ficar sabendo. Eles dizem que é errado, mas eu acho divertido! Por exemplo. Quem aqui já grudou chiclete no cabelo do amiguinho? Quem já rabiscou a parede com giz de cera azul? A mamãe não deixa! É errado, mas eu acho legal... Eu gosto dessas brincadeirinhas que a titia da escola não pode ficar sabendo. Humm... Deixa que eu ver quem vou chamar pra brincar comigo... Alguém quer tocar o terror comigo? [* Começa a escolher alguém. “Mas eu to procurando uma criança massa, ela é assim, duas cabeça, três pernas, que tenha pele verde....*]

Brinca com as crianças da platéia, (não pode ser assustador, senão a criançada vai chorar) mas decide levar nenhuma. Até que repara que tem uma criança sentada no palco dormindo.

HE – Olha só o que temos aqui!! Uma criança !!! Do jeitinho que eu estava procurando. Eu vou chamá-la pra brincar comigo... Mas a mãe dela não pode ficar sabendo. Quem será a mãe dela? Cadê o pai dessa menina? Será que a mãe dela está por perto? (brinca novamente com a platéia, inclusive com os adultos) Quem será a mãe dela? Você é a mãe dela? Eu acho que você parece com aquela criança, ou será você? Ah desisto!!! Eu não sei quem é a mãe dessa menina não!!! Eu não sei quem é, não quero saber e tenho raiva de quem sabe!!!

HE – Ai que legal achei uma criança. Vou acordar. ACORDA!!!

Após várias tentativas gritando acorda, homem estranho decide usar uma nova tática.

HE – Olha a barata menininha!!!!!!

CRI – (criança acorda assustada e sobe na cadeira) Ai meu Deus uma barata!!! Que nojo!! Que nojo!! Onde está barata? Cadê a barata? (desce da cadeira ainda assustada mas percebe que não há nenhuma barata) Ué, não estou vendo nenhuma barata aqui... Eu acho que você é um mentiroso.

HE – Eu? Mentiroso? Jamais... Eu não sou mentiroso. Sabe quem sou eu? Eu sou amigo da sua mãe. Eu sou amigo da mãe dela não sou? Sou assim... com os pais dela! Não sou galera?

CRI – Você é amigo da minha mãezinha? Ele é amigo da minha mãe? Eu heim... minha mãe não tem amigo feio que nem você... Por que eu não lembro de você?

HE – Porque eu sempre vou na sua casa quando você já está dormindo...

CRI – Então tá então... E o que você veio fazer aqui na minha escolinha?

HE – Sua mãe me ligou e disse que vai mais tarde. Aí eu tava pensando em te ensinar umas brincadeirinhas... Mas você não vai poder contar pra sua mãe. Porque é brincadeira, né? Ela não precisa de ficar sabendo. Então... bora ali?

CRI – Ali? Ali onde?

HE – Ali...

CRI – Brincar... Não sei não... Mas eu não quero brincar hoje! Eu tô cansadinha...

HE – (gritando) Por que você não quer brincar comigo? Eu tenho um monte de brinquedos e eu sou super legal! (nervoso) Todas as criançinhas gostam de brincar comigo!

CRI – (criança começa a choramingar) Você está gritando comigo, eu não quero brincar com você! Seu feioso!!!

HE – Feia é você que tem o nariz verde! Ninguém nunca vai gostar de você porque você tem o nariz verde. É melhor você brincar comigo, porque eu não me importo com seu nariz verde horroroso!

(na verdade o nariz da criança é vermelho)

CRI – Meu nariz é verde? Eu nunca tinha reparado que meu nariz fosse verde. Eu sempre achei ele tão vermelhinho!!! Verde é feio é? Crianças, meu nariz é realmente verde? Ele é verde? (sai pedindo a opinião das crianças, mas não volta convencida que o seu nariz é vermelho)

CRI - Meu nariz é verde!!!!!! E é horroroso!!! Ninguém nunca vai gostar de mim porque meu nariz é verde!!!! Buááááá´ Eu quero um nariz igual ao dele ali, ou então igual ao dela...

HE – Tá vendo como eu sou legal com você. Não me importo com seu nariz verde e ainda tô te chamando pra brincar comigo bem ali...

CRI – Buáááá´!!! Meu nariz é verde!!!!!!!!! Não é bonitinho que nem o dela...

Criança faz um escândalo chorando. E homem estranho começa a ficar impaciente porque ela não pára de chorar. [*Engole o choro...*] Quando criança se acalma um pouco homem estranho fala:

HE – Não chora... Olha.. seu nariz é verde seu cabelo é azul cor de abóbora, mas eu não me importo... Vamos brincar ali comigo... Te ensinar uma brincadeirinha...

CRI - Eu não quero brincar com você, você disse que meu cabelo é abóbora cor de azul...

HE – Não vai brincar comigo não? Você vai ver só!!! Eu vou contar tudo pra sua mãe! Eu sou muito amigo da sua mãe!!! Ela vai te mandar embora! Você vai morar lá na Lua sozinha!!! Você vai morar na Lua! Vai morar na Lua!!! Eu vou ali, mas daqui há pouquinho eu volto! E você vai ter que brincar comigo! Senão eu vou contar tudo pra sua mãe e sua mãe vai chorar muito e vai te mandar pra Lua porque você não quis brincar comigo!!! Deixa eu voltar pra você ver...

Homem estranho sai de cena. Menina fica chorando e vai conversar com a platéia.

CRI – Ele disse que meu nariz é verde!!! Buááá´!!! E me mandou brincar com ele!! Se eu não brincar, minha mãe vai chorar e vai me mandar pra Lua! Será que ele é amigo da minha mãe mesmo? Crianças será que ele conhece a minha mãe? O que vocês acham? Ele disse que meu nariz é verde e horroroso! Puxa vida! Alguém já falou mal de você? Alguém já falou alguma coisa pra você e você ficou triste que nem eu? E você acreditou?

Criança pergunta primeiramente para todo mundo e depois chega perto de alguns e faz essas perguntas acima individualmente.

Criança senta na cadeira chorando. Abre a mochilinha e começa a se fantasiar. Põe um boné pra trás, uma gravata, óculos gigantes e engraçados. Entra uma velhinha, bem velhinha, de bengala e vê a criança chorando:

VE – Mas menininha porque você está chorando. Você não tinha que estar lá fora no parquinho brincando com seus amiguinhos.

CRI – (choramingando) Não me chama de menininha não. Meu nome agora é Pedrão!

VE – Pedrão? Ai ai ai.... então tá então Pedrão... o que está acontecendo? Porque você está chorando.

Criança chorando explica de forma incompreensível por causa do choro. VE pede para alguma criança explicar.

VE – Ah ta... Acho que eu to entendendo... Você já se acalmou? Quer me contar porque você não está lá fora brincando com seus amigos?

CRI – Ah... Eu não quero ir para o parquinho brincar com eles não... Chegando lá ninguém vai querer brincar comigo mesmo! Afinal eu sou uma menina má do nariz verde! Eu queria ser outra pessoa. Eu queria ter um narizinho igual ao daquela menininha ali... Ou então que nem daquela outra... O nariz de todo mundo é mais bonito que o meu... Só eu tenho o nariz verde tá vendo? Quem vai querer brincar comigo?

VE – Mas princesinha... Por que você acha que é feio ter um nariz verde?

VE - Olha aqui menininha... Ainda que seu nariz fosse verde você seria linda mesmo assim! Papai do Céu foi quem criou todos os tipos, tamanhos e cores de nariz. Você sabiam disso crianças? Que foi Deus inventou o seu nariz? Deus que inventou tudo! Deus é muito criativo! Olhem só.

VE pega a caixa com os bichos de pelúcia.

VE – Ó, eu vou explicar. Papai do Céu criou as plantinhas. E nenhuma plantinha é igual a outra. Você já viu duas árvores igualzinhas? Papai do Céu criou os animais. E olha como eles são diferentes. Tem o macaco com braço grande, o tucano com bico colorido, e até as tartarugas que parecem ser todas iguais na verdade são bem diferentes uma da outra. E o Papai do Céu criou a gente também. Olha para o amiguinho do lado. Ele é igual a você? Igualzinho? Não né? Que graça teria se todo mundo fosse igual?... Ainda que o seu nariz fosse verde, ele seria um nariz lindo! Entendeu?

CRI – Entendi.

VE - E seu nariz não é verde, é vermelho. Vermelho cor de morango.

CRI - Morango não!

VE – Então ta! Da cor de maçã!

CRI – Só se for maçã-verde!

VE – Não.... Olha aqui no espelho.

VE dá um espelho para criança que se surpreende com nariz vermelho.

CRI – Me convenci. Realmente meu nariz tem cor de tomate.

Criança volta a chorar.

VE – Mas por que você está chorando de novo?

CRI – Porque eu sou uma garota má.

VE – Como assim garota má?

CRI – Porque todo mundo me chama pra fazer umas brincadeiras que meus pais não podem ficar sabendo. Eu não agüento mais essas brincadeirinhas. Eu sinto que elas não são legais. Eu já fiz tanta coisa errada que menininhas boazinhas não fazem que eu decidi não ser mais menininha então! Agora eu sou Pedrão!

VE – Pedrão, né? Mas por que exatamente você está chorando?

CRI – Porque tem um homem bobo e chato que ele quer que eu brinque com ele. Se eu não brincar ele vai contar pra minha mãe e ela vai me mandar pra lua. Ah.. de repente eu tenho brincar mesmo... afinal eu sou garota má. Papai do Céu não deve gostar de mim, eu já fiz tanta coisa errada! Por isso agora eu sou o Pedrão. Quem sabe Papai do Céu gosta mais do Pedrão...

VE – Não importa o que te mandaram fazer que te deixou tristinha. Ou o que falaram pra você. Você não precisa tentar ser outra pessoa. Ser um Pedrão. Ainda que você ponha um boné, uma gravata, Deus vai continuar te vendo como uma princesa. E nada vai fazer Deus te achar menos valorosa e menos especial.

CRI – Tá bom, eu entendi que eu sou princesinha, mas eu vou continuar de Pedrão para me disfarçar.

VE – Disfarçar por quê?

VE – Eu já te falei do amigo da minha mãe que vai chegar daqui a pouco. E se eu não brincar com ele, minha mãe vai me mandar para a lua. Aí quando ele chegar ele não vai me reconhecer.

VE – Duvido que ela faria isso! Você precisa ter coragem e contar pra sua mãe. Não dá para ficar acreditando num mentiroso que fica mandando você fazer o que você não quer né? Vamos fazer assim... Vamos falar com o Papai do Céu, pra todas as vezes que alguém te pedir pra fazer uma coisa que você não acha legal, ou não tem certeza se é legal pra você ter coragem para contar para seu papai ou mamãe, ok?

CRI – Tá bom.

VE – Crianças vamos todo mundo fechar os olhinhos para falar com Deus. Tudo o que eu falar vocês repetem, tá?

Papai do Céu, me ajuda a contar pra mamãe e pro papai tudo o que deixa meu coração triste. E que eles acreditem em mim. Perdoa quem deixou meu coração triste e me traz sempre alegria no meu coração. Amém!

CRI – Amém!!! Estou me sentindo mais alegre!!! Vou até tirar essa roupa de Pedrão.... Pronto!!! Agora eu estou com coragem de contar tudo pra minha mãe. Manhêê...

A mãe entra em cena.

CRI – Mãe tem um homem que disse que é seu amigo que quer brincar umas brincadeiras estranhas comigo, mas eu não quero! E falou que meu nariz é verde e feio!

MÃE – Ele falou isso? Que absurdo!! Cadê esse homem?

CRI – Ali ele vindo!

MÃE – Quer dizer que você falou que eu ia mandar a minha filha pra Lua? Sei... Você que vai pra lua, bem longe da minha filhinhaaaaaaaaaaaa!!!!!!!

Mãe sai correndo atrás do homem estranho.

CRI – Urrruuuu!! Ele foi embora!!!! Urruuu!!!!

VE – Agora você vai lá brincar com seus amiguinhos não vai?

CRI – Vou sim!!! Tchau criançaaaaaass!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

VE – Não se esqueçam, se alguém pedir para vocês fazerem algo que vocês sentem que não é muito legal contem tudo para a mamãe ou pro papai antes de qualquer coisa!!! Tchau crianças!!!!!!!!!

FIM

aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que jorre para a vida eterna.
João 4:14

E quem tem sede, venha; e quem quiser, tome de graça da água da vida.
Apocalipse 22:17
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