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17 de setembro de 2015

Estilos de liderança – jogo


Tulo Raistrick e Helen Gaw.
Esta é uma boa maneira para um grupo de pessoas aprender sobre os efeitos de três estilos de liderança na maneira como um grupo trabalha em conjunto. 
Divida o grupo em três grupos menores, com aproximadamente o mesmo número de membros. Cada grupo escolhe um líder. Explique aos grupos que sua tarefa é criar uma estrutura forte o suficiente para segurar um ovo, usando uma folha de papel grande e fita adesiva. Vence a equipe com a estrutura mais alta – desde que a estrutura segure o ovo!
Antes do exercício, explique ao líder de cada um dos três grupos como deverá liderar. Não deixe os outros saberem o que está acontecendo. Um dos líderes dirá ao grupo o que fazer, outro líder deixará o grupo fazer a tarefa sozinho e outro incluirá as idéias de todos.   
  
AUTORITÁRIO – “O DITADOR”
Um líder autoritário dá ordens e instruções, e os outros as seguem.
“LAISSEZ-FAIRE” – “O LÍDER QUE DEIXA O GRUPO FAZER AS COISAS SOZINHO”
Um líder “laissez-faire” permite que os membros do grupo façam o que acharem melhor e fica só assistindo o que está acontecendo.
FACILITADOR – “O LÍDER QUE INCLUI AS IDÉIAS DE TODOS”
Um líder facilitador incentiva todos os membros do grupo a participar da decisão sobre o que fazer. Ele ou ela não dá as respostas, mas ajuda o grupo a encontrar a resposta em conjunto.

Experiências de diferentes grupos
Estas são algumas experiências comuns que podem ser observadas nos grupos:
  • O grupo liderado pelo “ditador” freqüentemente termina o desafio primeiro. Porém, os membros do grupo ficam frustrados por não poderem experimentar suas idéias e simplesmente terem de fazer o que o líder manda. Eles só vencem o desafio se a idéia do líder for especialmente boa, pois as outras idéias não são incluídas.
  • O grupo liderado pelo “líder que deixa o grupo fazer as coisas sozinho” geralmente não vence, porque não está claro como o grupo deve trabalhar em conjunto. Às vezes, outro membro do grupo assume a liderança e lidera o grupo em lugar do líder escolhido.
  • O grupo liderado pelo “líder que inclui as idéias de todos” leva mais tempo para encontrar uma solução para o desafio. Quando ele termina a tarefa, as pessoas geralmente estão contentes, até mesmo vibrando e se parabenizando, pois o seu sucesso é compartilhado por todos.

Quando o desafio estiver concluído, peça aos líderes para que expliquem sua abordagem ao seu grupo. Depois, peça aos grupos para conversarem sobre as coisas das quais gostaram ou não gostaram no estilo de liderança usado pelo líder. Em seguida, peça a um membro de cada grupo para contar a todos as opiniões do seu grupo.
Observação: Se você não tiver papel e fita adesiva, use outros materiais, como um pedaço de pano, varetas e cordão. Pode-se adaptar o desafio: não é necessário usar um ovo. O principal é que o desafio seja divertido e prático, mas bem difícil.
Tulo Raistrick é o Assessor de Igreja e Desenvolvimento da Tearfund. Nosso agradecimento a Jim Hartley.


Imagine ...
  • Você é um líder que acabou de tomar uma decisão importante. Como você era responsável pela decisão, você a tomou sozinho. Então, alguém chega com informações sobre as quais você não tinha conhecimento algum, por não ter perguntado a ninguém antes de tomar a decisão. Como resultado, agora você sabe que tomou a decisão errada. O que você faz?
  • Você lidera um grupo de jovens na sua comunidade, o qual é bem-sucedido e está crescendo. Você escuta os jovens e inclui suas idéias nas atividades. Então, alguém que você respeita lhe diz que você precisa “impor autoridade”, pois ele notou que os encontros às vezes são barulhentos. O que você faz?
- See more at: http://tilz.tearfund.org/pt-pt/resources/publications/footsteps/footsteps_81-90/footsteps_84/leadership_styles__a_game/#sthash.JA1zc3wm.dpuf

11 de junho de 2012

POR UMA JUVENTUDE MAIS FIEL

  Por: Psic. Elizabete Bifano


Passaram-se mais de vinte anos, mas ainda lembro perfeitamente. Foi num dos acampamentos da Juventude Batista Fluminense, no período de carnaval. Pr. Rodney Wofard era o conferencista. Maravilhoso, espiritual e profundo. Com seu jeito paternal, enfático e tranqüilo ele falava ao coração dos jovens.

Sua voz contundente ecoava no silêncio absoluto da capela:

- Moça, você é virgem, moça?

- Rapaz, você é virgem?

Pausa... Silêncio... Parecia que até mesmo era perigoso pensar, lembrar, se perguntar...

Fazem muitos anos. Não lembro a última vez que ouvi em alguma igreja uma mensagem de exortação aos jovens, aos homens, as mulheres, sobre a vontade de Deus para a vida sexual.

Espanta e entristece averiguar que os jovens e adolescentes estão cada vez mais iniciando a vida sexual antes do casamento. Os valores morais e os padrões não cristãos estão tomando conta. Silenciosamente eles se alastram, como erva daninha misturada ao joio.

Não temos estatísticas, e nem sei se seria bom ter, mas pelos contatos, pelos frutos de vida, pelas palavras ouvidas, pelos aconselhamentos dados sabemos que o número não é pequeno.

Lamentável porque estes jovens não fazem Deus sorrir.

Falta de informação, de temor a Deus, precipitação, baixa auto-estima, exploração da sexualidade pelos meios de comunicação, volubilidade, imaturidade e falta de diálogo, entre tantas outras causas, estão sendo fatores de facilitação ao pecado sexual dos jovens.

Sabemos que pecados sexuais cometidos pela juventude sempre existiram. Antigamente as igrejas puniam severamente os jovens cristãos por estes pecados. Hoje quase que ninguém mais fica sabendo deles, a não ser quando acontece uma gravidez. Hoje os corações e as mentes parecem estar mais amortecidos; parecem não sentir, não se arrepender...

O que fazer? Precisamos de mais vozes contundentes, penetrantes, questionadoras, influentes, como a do Pr. Rodney, juntando-se e elevando-se para que atinja o coração e a mente da nossa juventude.

Eles precisam saber o quanto uma vida sexual mal iniciada prejudica o casamento. O quanto a culpa e o remorso arruínam e corroem os relacionamentos conjugais. O quanto que desobedecer a Palavra de Deus trás conseqüências.

Conheci diversos casais carregando o peso dessa culpa, mesmo depois de ter se casado, mesmo depois de alguns anos de casamento. E, na maior parte das vezes, é a mulher que se ressente mais. Mesmo já tendo pedido perdão a Deus, elas não conseguem se perdoar. Sentimentos assim prejudicam a vida e o relacionamento sexual destas jovens, mesmo tendo se casado.

Exortar e abrir os olhos dos jovens sobre este assunto não é somente alertar e condenar o pecado; é essencial, é trabalhar com a prevenção de conflitos conjugais e de problemas no relacionamento sexual no casamento.

Vamos falar, vamos pregar, vamos exortar, vamos ajudar. Sem condenações, sem punições severas. Com amor, com paciência, com os braços abertos, prontos a perdoar e conversar. É assim que devemos estar com o objetivo de preparar nossos jovens para futuros casamentos saudáveis.

Que para tão grande e importante missão Deus nos abençoe.



A RESTAURAÇÃO DE UM CASAMENTO


Por: Clair Schnupp


Se é verdade, como Emerson falou certa vez, que "o mundo inteiro ama um amante", então a história de Oséias deveria ser a mais amada em toda a Bíblia.
Em certos aspectos ela difere pouco de dez mil outras histórias que acontecem todo ano em Nova York, Londres, Dallas ou S. Francisco. É a história de um voto quebrado e de um lar desfeito, de um coração partido, de uma vida destruída. Mas em outros aspectos a história é tão absolutamente única que está na linha de uma das mais admiráveis de toda a literatura.
Deus escolheu a história triste e sórdida deste profeta de coração partido, a fim de revelar o Seu coração e manifestar o Seu amor.
Decepcionado no Amor
A história de Oséias aconteceu na cidade de Samaria. Oséias encontrou, amou e mais tarde se casou com uma jovem mulher chamada Gômer. Gômer deve ter sido arrebatada por este homem de coração heróico, apaixonado como um poeta e zeloso como um santo. Ainda que Deus conhecesse bem o desenrolar desse relacionamento, deu sua permissão para que Oséias cassasse com Gômer. "...Disse, pois, o SENHOR a Oséias: Vai, toma uma mulher de prostituições e filhos de prostituição; porque a terra certamente se prostitui, desviando-se do SENHOR" (Os 1:2).
A vida de qualquer homem é abençoada ou amaldiçoada conforme a mulher com quem se casa.
Logo que Oséias encontrou Gômer, deve ter pensado que ela era tão pura como o lírio do vale do seu poema favorito - Cântico dos Cânticos de Salomão. Ele deve ter esperado que o seu futuro fosse repleto de bênçãos e alegria.
Mas à medida em que se passavam os dias e ele ia conhecendo-a melhor, começou a ficar decepcionado. Será que as pétalas de sua pureza já não haviam sido arrancadas e pisoteadas pelas paixões de homens vis e impuros antes do casamento? Será que Oséias estava ocupado demais para dar à sua jovem esposa a atenção de que ela necessitava? Talvez jamais venhamos a sabê-lo. Sabemos apenas que o coração de Gômer se afastou do marido e que ela foi em busca do afeto de outros amantes.
Oséias deve ter notado e sofrido com esse esfriamento da afeição da esposa. E não foi esse o único fardo colocado sobre o seu coração. Ele também via sua nação, a nação de Israel, afastando-se de Deus. Tinha havido uma série de vitórias militares sob o rei Joás, cujo filho Jeroboão II continuou o seu sucesso militar e prosperidade, ganhando para si um reinado de quarenta e um anos. Contudo o Rei Jeroboão afastou de Deus o coração do seu povo. "E fez o que era mau aos olhos do SENHOR; nunca se apartou de nenhum dos pecados de Jeroboão, filho de Nebate, com que fez pecar Israel" (2Re 14:24).
Oséias pôde observar que sua nação, embora próspera, eventualmente iria cair vítima da máquina bélica da Assíria, a não ser que se arrependesse do seu pecado. Dia após dia, Oséias regressava ao lar com o fardo de uma nação decadente pesando em seu coração. Noite após noite, ele ficava acordado, a ponto de prejudicar-se, aguardando o regresso da esposa ao lar.
Certamente ele deve ter orado e visto como era um homem piedoso, levou o seu fardo ao Senhor.
Filhos do Adultério
Foi então que Gômer deu à luz um bebê. Para Oséias isso seria uma renovação de esperança. Talvez quando ele segurou aquele menino nos braços, deve ter raciocinado: "Foi Deus quem o fez. Pois este garotinho tomará uma mão gorducha e a colocará ao redor do meu peito e com a outra enlaçará o coração de Gômer e manterá nossas vidas unidas". "E disse-lhe o SENHOR: Põe-lhe o nome de Jizreel; porque daqui a pouco visitarei o sangue de Jizreel sobre a casa de Jeú, e farei cessar o reino da casa de Israel" (Os 1:4).
Na língua hebraica "Jizreel" significa "se livrar de alguma coisa", deixar algo de lado. Era também o nome de uma cidade que havia desempenhado um papel trágico na história de Israel.
A terrível apostasia sob o Rei Acabe e a Rainha Jezabel havia chegado a um desfecho ameaçador, quando a rainha foi atirada de uma janela do seu palácio e o seu corpo foi devorado por cães, nas ruas de Jizreel.
Então quando Deus disse a Oséias que chamasse o seu filho de Jizreel, ele estava tornando o garoto e sua família, uma lição ilustrativa da relação de Deus com o seu povo. É como se hoje um pai judeu chamasse o filho de Dachau, ou Bergen-Belsen, nomes dos campos de horror de Hitler, onde milhões de judeus foram massacrados durante a II Guerra Mundial. Esses nomes, soando aos ouvidos de um judeu hoje em dia, iriam arrancar do cemitério das memórias, fantasmas dos dias passados.
Desse modo, Jizreel era um lembrete a Israel do relacionamento de Deus com o seu povo. Cada vez que Oséias chamasse o seu filho para brincar, cada vez que o chamasse no mercado, esse nome iria soar aos ouvidos de um judeu piedoso como uma nefasta lembrança de que no passado Deus havia sido fiel para lidar com o pecado da nação.
Contudo, apesar do filho pequeno, Gômer não mudou. "E tornou ela a conceber, e deu à luz uma filha. E Deus disse: Põe-lhe o nome de Lo-Ruama; porque eu não tornarei mais a compadecer-me da casa de Israel, mas tudo lhe tirarei" (Os 1:6). Este nome significa "desgraça" ou "sem misericórdia".
Depois que Lo-Ruama foi desmamada, Gômer gerou uma terceira criança - o segundo filho. Por ordem de Deus este foi chamado Lo-Ami.
Esses três nomes dos filhos de Oséias significam duas coisas. Primeiro, eles nos dão um esboço do que iria acontecer à nação de Israel. Segundo, eles nos dão um relance quanto ao que iria acontecer com a família do profeta. Pois este terceiro nome Lo-Ami, significa não meu povo. Mostram que em sua amargura e sofrimento de coração, Oséias foi dominado por uma suspeita que se tornou uma certeza condenatória de que essas crianças geradas em seu lar não eram de modo algum seus filhos!
Indo atrás de uma Esposa Infiel
Muito embora Gômer vivesse em adultério, Oséias não quis divorciar-se dela. O que aconteceu depois pode ser avaliado, conforme a mensagem de Deus dada por Oséias ao seu povo no Capítulo 2. Parece que Gômer o abandonou. Quem sabe ela deixou um bilhete pregado na porta, dizendo-lhe que estaria indo embora para viver sua própria vida, deixando as crianças com Oséias, e que este não deveria ir atrás dela.
Então podemos visualizar o profeta, à noite, colocando na cama, seus filhos para dormir. Ele tem de ser pai e mãe ao mesmo tempo. Ele lhes dá o jantar frugal e escuta suas orações e depois fica velando até que adormeçam. Mas Oséias continua insone. Muito embora Gômer tenha abandonado o lar, não abandonou o seu coração.
Provavelmente, quando Gômer abandonou Oséias, pensou que iria melhorar de vida. "Porque sua mãe se prostituiu; aquela que os concebeu houve-se torpemente, porque diz: Irei atrás de meus amantes, que me dão meu pão e a minha água, a minha lã e o meu linho, o meu óleo e as minhas bebidas" (Os 2:5). Talvez ela tivesse sido iludida por promessas de alimentos exóticos e roupas excitantes. Mas, como sempre acontece com as pessoas que trilham esse desastroso caminho, que a princípio parece conduzir às alturas, de repente muda e cai até às profundezas.
Todo esse tempo Oséias ficou observando a trilha degradante seguida pela esposa. Eventualmente parece que Gômer caiu nas mãos de um homem incapaz de prover suas necessidades básicas da vida. Mesmo sem o amor da esposa, Oséias deve ter decidido prover suas necessidades. Podemos imaginá-lo indo à casa do amante dela, apresentando-se e dizendo: "O senhor é o homem que está vivendo com Gômer, filha de Diblaim? O homem responde: "Bem, e se eu for?" Oséias diz: "Sou o marido dela". O homem fecha o punho e se prepara para a luta. Oséias diz: "Não, o senhor não entende. Veja, eu amo minha esposa. Amo-a profundamente e gostaria de saber se o senhor receberia um pouco do meu ouro e da minha prata para comprar as coisas de que ela precisa".
O homem olha espantado o profeta. Contudo, ao ver a prata na palma de sua mão, ele pensa: "não existe um tolo maior do que um velho tolo", e concorda com a proposta do profeta.
Vocês me diriam: "Não é lógico um homem pagar em sonante prata e ouro pela manutenção de uma mulher que foi falsa com ele". E concordo plenamente. Mas o caso é que, conforme se vê, Oséias não está agindo pela lógica. Está agindo por amor! "O coração tem razões que a própria razão desconhece" (Blaise Pascal). Pois o amor é de Deus e é infinito. "Amados, amemo-nos uns aos outros; porque o amor é de Deus; e qualquer que ama é nascido de Deus e conhece a Deus" (1Jo 4:7). Oséias está desempenhando com Gômer o papel que Deus tem desempenhado com você e comigo, durante toda a nossa vida.
Vejamos então este libidinoso crápula, voltando para casa. Seus braços estão cheios de coisas compradas com o dinheiro de Oséias. Gômer sai da cabana, vê o amante com os braços cheios de provisões e se atira sobre ele enlaçando-o e agradecendo pelo que ele fez.
Em algum lugar por trás das sombras, vemos Oséias. Ele tem uma rápida visão de Gômer e esta lhe enche o coração. Ele vê quando Gômer extravasa o seu afeto pelo sensual amante, agradecendo as coisas que o amor do marido lhe proveu. Em lágrimas Oséias diz: "Ela, pois, não reconhece que eu lhe dei o grão, e o mosto, e o azeite, e que lhe multipliquei a prata e o ouro, que eles usaram para Baal" (Os 2:8).
Antes de se zangar com uma mulher como Gômer, gostaria de lembrar-lhe que você e eu temos feito exatamente isso com Deus. É de Sua mão que recebemos o dom da vida. Dele temos recebido o alimento para nossas mesas e as vestes para nossos corpos. Contudo, quão depressa agradecemos a todos e a tudo, exceto a Deus, que no-los deu. Agradecemos aos amigos, ao governo, agradecemos o nosso vigor físico, a tudo e a todos, exceto a Deus, de quem provêm as bênçãos.
Redimindo a Rebelde
Em Oséias 2:9-23, Deus anuncia o seu plano de dupla face, no sentido de ganhar de volta o seu povo. Primeiro ele diz que lhe trará dureza, privando-o de todos as boas coisas da vida: "Portanto tornarei a tirar o meu grão a seu tempo e o meu mosto no seu tempo determinado; e arrebatarei a minha lã e o meu linho, com que cobriam a sua nudez" (Os2:9).
Em seguida, quando o seu povo cair na maior miséria, Deus começará a "cortejá-lo" novamente, procurando ganhar-lhe de volta os corações. "Portanto, eis que eu a atrairei, e a levarei para o deserto, e lhe falarei ao coração" (Os 2:14). Tanto a justiça como o amor de Deus, fazem parte do seu plano. Nem a Sua justiça nem o Seu amor permitir-lhe-ão abandonar o seu povo.
Será que Deus nos ama desse modo? Saltando das fontes escriturísticas, está a verdade de que Deus nos ama exatamente assim.
Deus dá ao homem o metal da mina. Deus dá ao homem as árvores da floresta. Deus dá ao homem a destreza manual. O homem com a sua destreza derruba a árvore. O homem com a sua destreza extrai o metal da mina. Depois do metal extraído e da árvore cortada, o homem com a sua destreza pega essa árvore e faz dela uma cruz. Com sua destreza toma o metal e o transforma em pregos.
Em seguida, Deus vem na Pessoa de Jesus Cristo e permite que os homens, com violência cruel, fixem os pregos em suas mãos. Então Ele morre naquela cruz por amor de cada homem que ali o colocou, pelas multidões que zombam ao pé da cruz, pelos soldados que cravaram os pregos em suas mãos. Ele morre ali por eles e por nós, por você e eu, para que tenhamos os nossos pecados perdoados, a fim de obtermos vida eterna e possamos ir morar no céu, para todo o sempre.
No Capítulo 3, descobrimos o último ato deste admirável drama da redenção. Não apenas Gômer caiu nas mãos de um homem incapaz de prover suas necessidades. Ela agora caiu nas mãos de um homem que não queria provê-las. Evidentemente, esse homem decide vendê-la como escrava.
Nos dias em que esta história aconteceu, a escravidão era institucionalizada. Alguns historiadores contam que quando uma mulher era oferecida num leilão de escravos, ela era despida de suas vestes e forçada a permanecer de pé diante da multidão curiosa. Foi evidentemente para esse lugar que Gômer fora levada e para lá Oséias fora chamado.
Vocês podem imaginar o cochicho da multidão e o comentário que ia de boca em boca, quando esta viu Oséias. As pessoas diziam: "Ele veio para observar o que ela merecia. Ele veio para observar o seu castigo".
Então começa o pregão. Alguém oferece dez peças de prata, outro oferece doze. E Oséias diz: "dou quinze peças de prata". Alguém mais diz: "dou quinze peças de prata e um feixe de cevada". Oséias diz: "dou quinze peças de prata e um feixe e meio de cevada". Soa o martelo e Oséias se apressa em redimir a esposa. "E comprei-a para mim por quinze peças de prata, e um ômer, e meio ômer de cevada" (Os 3:2).
Enquanto a conduz para longe da multidão, o povo deve ter dito: "é um preço alto pago pela vingança. Por que não apenas deixou que ela fosse vendida como escrava? Por que pagar tanta prata por uma mulher que usou de falsidade?".
Mas Oséias não comprou sua esposa a fim de puni-la, mas para redimi-la. "E ele lhe disse: Tu ficarás comigo muitos dias; não te prostituirás, nem serás de outro homem; assim também eu esperarei por ti" (Os 3:3). O que Oséias está sugerindo é : "o que você não faria de sua livre vontade, peço-lhe para fazer agora como uma possessão adquirida".
Isso é o que depreendemos através de toda a Bíblia. Deus diz que nos ama e porque Ele nos redimiu, pede que O sirvamos. O apóstolo Pedro disse aos que estavam sob os seus cuidados: "Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que por tradição recebestes dos vossos pais, mas com o precioso sangue de Cristo" (1Pe1:18,19-a).
O apóstolo Paulo escrevendo aos Coríntios, membros de uma igreja culpada de perversão sexual, disse-lhes: "Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus" (1Co 6:20).
Lições de Oséias
A primeira lição de Oséias é esta: se você fosse servir a Deus, de hoje até o dia de sua morte, ele não o amaria mais do que o ama agora. Porque Deus não o ama por causa do que você faz. Deus o ama apesar do que você faz.
Somos supremamente amados e porque temos sido tão amados, retribuímos com adoração, serviço, amor e louvor.
A segunda lição talvez seja para homens e mulheres que absolutamente não conhecem a Deus e jamais colocaram sua confiança em Cristo. É uma lição para pessoas de corações partidos e lares desfeitos, com sonhos desfeitos e vidas destruídas. É uma lição para aqueles que das profundezas de suas almas clamam na escuridão da noite: "onde está Deus? Onde está Ele para que eu possa encontrá-Lo?".
A resposta do livro de Oséias é: "Deus não está perdido, você é quem está".
Este é o Deus que foi à cruz do Calvário, e em busca dos homens, através do túnel de um túmulo vazio. Sempre e sempre Ele os procura para trazê-los de volta até Ele.
Quando os homens gritam: "onde está Deus?" A resposta é sempre a mesma.
Deus está aqui mesmo. Ele está esperando por você. Ele pede que você venha até Ele. Ele o espera para enlaçá-lo com o Seu amor. Ele o apressa a vir pela fé, a fim de conhecê-Lo e conhecer a significação do amor na verdadeira profundidade do seu coração.

12 de março de 2012

Mine Congresso Jovem - Tema: Sexo, drogas e Rock´in Roll

Adolescente também gosta de falar sério. Essa atividade é para colocar a galera pra pensar e refletir.

Sexo, drogas, e a música fazem parte da realidade que o adolescente está vivendo.  O adolescente está na faze da puberdade, e quer respostas para os questionamentos que começam a surgir na sua cabeça. As drogas então em vários lugares que o cercam como escola, tv, filmes, jornais. E a música, que faz a cabeça do adolescente ditando modas, comportamento, formas de pensar.


Vai ser muito bom pra toda a galera do seu ministério, debater sobre estes três assuntos.

A idéia é realizar um mini-congresso em sua igreja. Prepare um material bem bacana. Divulgue de forma que todos possam saber do evento e participar. Capriche nos cartazes e convites, coloque no boletim da igreja e mande e-mails para todos. Mobilize também os pais para participar e ajudar no evento. Divida os pais e os voluntários em três grupos, onde cada grupo ficará responsável em organizar uma parte do dia (manhã, tarde e noite).

O ideal é que o mini-congresso aconteça no sábado durante todo o dia.

Faça uma abertura bem dinâmica e chamativa. Pode ser uma pequena peça teatral ou uma coreografia que aborde o tema geral do congresso.

Tenha uma equipe de louvor preparada para ministrar durante o evento.

Sugestão de programa:

Sábado Manhã
Tema abordado: Sexo

 

09h – Início do mini-congresso


Abertura
Louvor e Adoração (3 músicas)
Mensagem: “O Sexo e o Adolescente, Porque todo mundo pode e eu não?”
(O pregador pode ser o próprio pastor da igreja ou algum líder dos próprios adolescentes)

10h15 - Divisão entre meninos e meninas

Nessa divisão, teremos o velho bate-papo “só pra meninos” e “só pra meninas”.

Precisamos lembrar que as crianças continuam nascendo e virando adolescentes e que eles têm os mesmos questionamentos. O problema é que esta nova geração tem as respostas para seus dilemas dos piores lugares: internet, tv, revistas seculares etc. A igreja precisa estar atenta a isso.

Convide uma pessoa que tenha conhecimento na área e que tenha um bom testemunho e relacionamento com Deus para falar. Um homem para os meninos e uma mulher para as meninas, evidentemente. Essas pessoas precisam ser pessoas que tenham sabedoria e articulação entre os adolescentes, para poder responder as perguntas e não deixa-los inibidos.

Primeiramente faça uma introdução à sexualidade do grupo, as mudanças que ocorrem, os cuidados e as maiores dificuldades no período da adolescência. Após abra para as perguntas, que serão muitas!

Sugestão de temas: Para Meninos

- Puberdade, mudanças no meu corpo.
- Eu só penso “naquilo”!
- Mastubarção é pecado?
- Por que não posso ver revista e sites pornográficos?
- Tenho ereções repentinas, sinto-me constrangido.
- Quero namorar, o que fazer?
- Meus Sonhos não me deixam dormir...
- Ficar é errado?
- O que é compromisso?
- Minha voz oscila demais, o que está acontecendo?
- Camisinha, pílulas, doenças sexualmente transmissíveis. Crente precisa disso?
- Falando sobre o homossexualismo. As coisas no mundo estão mudando.


Sugestão de temas: Para Meninas

- Estou esperando meu príncipe encantado.
- Meu corpo está mudando rápido demais!
- Atração pelo sexo oposto, esperando um algo mais.
- As meninas estão pra frente! É tempo de por o pé no freio.
- Menstruação. A rotina da mulher.
- Ficar é errado, ou estou apenas conhecendo meu futuro namorado?
- Ainda sonho em casar e ter filhos?
- As coisas no mundo estão mudando, estou perdida!
- Usar roupas sensuais é pecado porque?
- Abuso sexual, uma dor real.

Termine esse momento com um período de oração, onde os adolescentes estarão consagrando sua sexualidade ao Senhor, entregando suas vidas a Ele e restaurando o que possa estar quebrado.

12h – Almoço na igreja

Sábado Tarde
Tema Abordado: Drogas

14h – Louvor e Adoração (2 músicas)
14h30 – Painel “Drogas, diga não!”

 Divida os adolescentes em 7 grupos de até 12 pessoas. Crie uma forma de dividir os grupos de forma bem divertida. Pode ser através de uma dinâmica.

Cada grupo ficará responsável por tratar de uma droga específica.

  1. Maconha
  2. Cocaína
  3. Bebidas Alcoólicas
  4. Cigarro
  5. Crack
  6. Heroína
  7. Estasy

Como funcionará a dinâmica:

Prepare um material para cada grupo contendo: Uma cartilha com Informações sobre a droga (o que é, qual os seus perigos, grupo de usuários mais freqüentes etc.), cartolinas, papéis coloridos, revistas velhas, tesoura, canetinha, cola, giz de cera e outros materiais interessantes para a confecção do painel.

Cada grupo deverá fazer um painel bem criativo, alertando contra aquela droga, e seus malefícios, exibindo-o na hora da sua apresentação. O grupo também deverá falar sobre a droga através de uma skete ou teatro, mostrando também o que é e seus malefícios. O importante é deixar a mensagem de forma bem criativa.

Ao final da apresentação dos grupos, faça uma reflexão com os adolescentes sobre o que a bíblia fala a respeito das drogas e do cuidado que devemos ter e mostre aos adolescentes que precisamos fugir desse mal.

Você também pode convidar alguém que foi liberto das drogas para dar um testemunho, o que será muito impactante, mostrando essa cruel realidade, mas também o poder de Deus para libertar a vida que se envolve com as drogas. Lembrando que pode ser alguém que foi viciado em drogas ilícitas (maconha, cocaína, êcstase, loló etc.) ou lícitas (cigarro ou bebida alcoólica).

Ao final ore com os adolescentes, pedindo a proteção de Deus para os adolescentes nessa área.


Sábado Noite
Tema Abordado: Música

19h30 – Celebração de Louvor e Adoração

Vamos dividir esta celebração em três partes.

1ª Parte: Louvor e Adoração

Realize no sábado à noite uma celebração bem dinâmica, que chame atenção dos adolescentes. Peça a banda para tocar músicas que a galera conheça.

2ª Parte: Mensagem

Chame alguém para falar sobre a relação da adoração com a música. Pode ser um ministro de música, líder de louvor ou alguém que entenda do assunto. Vale frizar que mais uma vez, o ideal é que a pessoa convidada seja alguém que fale a “linguagem dos adolescentes”, para que assim tenha a atenção dos mesmos.

3ª Parte: Festival de Música

Como última parte realize um festival de música com os adolescentes da igreja. Chame alguns jurados para julgar e prepare um premio surpresa! Pode participar do festival: solistas, bandas, música instrumental, duetos, trios,  quartetos etc. Incentive os adolescentes a participar das mais variadas formas. Agite a galera. Só não vale ficar parado!

Encerramento do mini-congresso

Após o festival encerre o mini-congresso, falando dos três assuntos abordados: “sexo, drogas e Rock´in Roll”.



16 de outubro de 2010

Culto Jovem

Ademir T. F. (Pentecostal), SP.
Tema: Motivação e participação nos cultos.
Duração: preparo + culto
Público: jovem, mínimo 5 pessoas.
Material: Convites, música e instrumentos, suco e salgadinhos, cadastro de aniversariantes.
Culto do +1.
Num culto de mocidade pré-estabelecido, jovens serão desafiados a trazerem um visitante pelo menos, do contrário o culto perde a razão de ser. Montar um programa de culto evangelístico com bom pregador, música, dramatização e cantina para  confraternização.
Premie aquele que trouxer mais visitantes.
Culto do reencontro ou da centésima ovelha.
Culto da mocidade em que serão convidados por carta ou pessoalmente todos os que fizeram parte do grupo de jovens.
Madrugada com Deus.
Os organizadores acordam às 4 da manhã, e com transporte e percurso previamente estudados, vão passando na casa dos componentes do grupo que devem rapidamente acompanhar os demais. O alvo é estar às 6 da manhã na igreja para oração, louvor e meditação, e servir às 8 da manhã um “café de comunhão”.
Cantinho da integração.
Após o culto dominical, os visitantes são convidados a tomar um chá ou suco na cantina. Para lá devem se deslocar alguns integrantes do grupo de jovens e que apresentarão os visitantes e orarão por eles.
Também pode-se programar um rodízio entre os jovens, para que a cada domingo alguns cheguem mais cedo na igreja e recepcionem, não só os visitantes, mas também membros "regulares" da comunidade, com um abraço de bom dia.
Culto de Ação de Graças.
Prepare um micro-culto a ser realizado na casa do integrante do grupo, no domingo mais próximo ao aniversário dele - funciona como uma visita especial de aniversário.
Ou pode-se fazer um culto por mês, na igreja ou outro local, onde se faça uma bênção especial aos aniversariantes do mês, que deverão antecipadamente receber convite ou telefonema avisando deste culto

18 de abril de 2010

POLÍTICA & JOVEM CRISTÃO Esta união dá certo?

Política é coisa suja?
A política tem recebido um julgamento público muito candente, face a comportamentos humanos dos que fazem política, não aceitos muitas vezes pela sociedade. Área de jogos de interesse - e que podem ser de todo lícitos – gera as naturais dificuldades de vitória, projetando com isso o comportamento censurável dos que não pautam seu comportamento político pelos caminhos honestos. A intensa luta no campo das idéias, em que idéias têm que ser suplantadas, têm buscado muitas vezes soluções para os problemas dentro de composição de favores e interesses. Tais jogos não trazem, intrinsecamente, as cores da desonestidade, etapa só alcançada quando o querer dos litigantes assim desejar e assim se posicionar. Por esse mau comportamento vem assim a política, como arte, sendo condenada, por vezes cega a injustamente. De fato, a desonestidade é simplesmente humana e são os homens que buscam os maus caminhos que são muito mais e unicamente seus e não da política. Soluções políticas não são soluções desonestas, mesmo que não sejam soluções corretamente técnicas ou gerencias. As soluções políticas pairam acima das soluções citadas, buscando sempre o menos violento para o homem e para a sociedade.
Coisa suja ou coisa limpa, a política sempre será se os homens que com ela lideram forem sujos ou forem limpos. Política não é coisa suja, nem coisa limpa, mas acima de tudo é coisa séria, pois trata do governo dos povos, das nações, das sociedades, das famílias, das pessoas. Deixemos o olhar curto e alcemos nosso olhar para o horizonte deste mundo social extenso e intenso onde o cristão está colocado para ser agente de mudanças, cooperador na construção da sociedade, trabalhador que convive com Deus para construir sempre o melhor. Deixemos de lado o mesquinho egoísmo dos julgamentos pequenos e vitalizemos nossa função de “sal da terra”, no colaborar, em tudo que pudermos para construção de uma sociedade honesta, produtiva e forte. Nossa influência cristã não pode estar ausente.
Um cristão na greve
Quem o vê, panfletos debaixo do braço, mobilizando a categoria para a greve, pode duvidar que se trate de um crente. E quem o ouve, em plena assembléia dos portuários, iniciar uma assembléia “acalorada” lendo trechos da Bíblia, pode estranhar que ele seja um líder sindical. Mas vencendo dúvidas e estranhezas e desbravando um caminho novo, o jovem Jairo Louzada Dias, presidente do Sindicato dos Portuários do Espírito Santo e 1º Vice-moderador de uma grande igreja batista da Grande Vitória, conseguiu firmar-se na sua disposição de ser um instrumento de Deus no conturbado meio sindical, tornando-se assim... “um cristão na greve”.
Aos 24 anos, Jairo começou a trabalhar no porto de Vitória, limpando banheiro e servindo cafezinhos. Algum tempo depois, por concurso interno, chegou ao cargo de conferente. Neste cargo, reivindicando melhores condições de trabalho para si e para os colegas, caiu no desagrado da empresa. “E foi assim”, diz ele, “que comecei minha experiência sindical, mais para fugir do desemprego do que qualquer outra coisa. A empresa já havia colocado a mim e a outros cinco numa “lista” e aguardava apenas a oportunidade de nos demitir. Era ano de eleições, e aceitei o convite para participar de uma das chapas que concorriam, pois a imunidade sindical seria a única coisa que me seguraria no emprego. Ganhamos e eu fui eleito para cargo de 2º tesoureiro.
Assim entrou par ao sindicato um homem que não acreditava em sindicatos. Na Marinha e no Próprio porto pintavam para ele a imagem do sindicato como sendo sinônimo de anarquia, corrupção, ambição e preguiça. Além disso, pesava-lhe o pensamento corrente em meios evangélicos de que cristão e política eram coisas que não se misturavam. Porém, seus olhos se abriram para o grande potencial de um sindicato levado a sério. “Comecei a tomar gosto pela coisa e ver naquela trabalho uma oportunidade de beneficiar minha categoria com a reivindicação de seus direitos, mas também com o testemunho do evangelho.”
Em 1984, depois de três anos de mandato, enfrentou uma nova eleição. Os colegas da classe diziam que ele “puxava voto”, porque “o pessoal achava mais confiável votar num crente.” E de fato ele foi reeleito, desta vez para o cargo de 1º secretário.
Além de sua própria reserva em relação ao sindicalismo, Jairo teve de enfrentar outros obstáculos para trilhar este novo caminho. Um dos maiores foi o que enfrentou na igreja. “Apesar do apoio que minha igreja sempre me deu, é triste constatar como os crentes, as vezes, são desinteressados – até mesmo avessos – a atividade política, quer seja eclesiástica, partidária ou sindical. Na última eleição, convidei todos os portuários evangélicos para integrar a minha chapa e nenhum deles aceitou. Há aqueles que acham, por exemplo, inaceitável que o crente participe de greve. Deveria ser esclarecido que há greve política e há greve reivindicatória. Esta última é totalmente legítima. “Dirigi quatro greves reivindicatórias nos últimos dois anos, todas ‘bem comportadas’, e não houve nada que as desabonasse”.
Em 1987, Jairo Louzada Dias foi eleito presidente do Sindicato dos Portuários do Espírito Santo, com o triplo da soma de votos dos outros quatro concorrentes. Ele diz que o fato de ser crente contribuiu para isso. Várias pessoas, afirma, confiaram nele justamente pelo fato de ser crente.
Este crente encarava seu trabalho como uma missão. E tem dois apelos a fazer. O primeiro, aos crentes que desejarem ingressar na carreira política, para que tenham uma real consciência missionária de seu trabalho, resistindo ao comodismo e à corrupção; tendo convicção de que sua atividade é dirigida por Deus, pois “se o líder cristão tiver essa consciência, seus liderados também terão”. E o segundo, aos líderes denominacionais, para que invistam na formação política do povo batista, a fim de que “haja sempre um servo de Deus envolvido em cada seguimento da sociedade como prefeito, deputado ou sindicalista, sendo sal e luz, testemunhando de Cristo e apressando a volta do Senhor.”
Marcelo Rodrigues de Aguir

"10 razões para investir na juventude de sua igreja"

Série 10 razões: Ela não deve ser desprezada
maos"10 razões para investir na juventude de sua igreja" é uma série de artigos mensais da Juventude Batista Brasileira para o Jornal Batista. O objetivo dessa série é incentivar pastores e líderes das igrejas batistas a investirem na juventude de sua comunidade. Acompanhe a série no Jornal Batista e aqui no site. Leia agora o primeiro artigo da série que tem por título Ela não deve ser desprezada. 
  1. ELA NÃO DEVE SER DESPREZADA
Ninguém o despreze pelo fato de você ser jovem, mas seja um exemplo para os fiéis na palavra, no procedimento, no amor, na fé e na pureza. I Timóteo 4.12
Vivemos dias realmente difíceis quando tratamos de juventude. Tanto fora quanto dentro da igreja vemos uma nova geração surgir sem comprometimento com valores morais e limites, e principalmente, sem o desejo de verdadeiramente entregar sua vida ao controle de Jesus.
São poucos os que realmente entenderam o chamado e estão dispostos a seguir pelo caminho estreito. São poucos também os ministérios com Juventude relevantes dentro das igrejas. Nós líderes estamos todos lutando para entender de Deus o que fazer com uma juventude tão conturbada e perdida.
Mesmo esta juventude nos apresentando tantos desafios, ela ainda é foco do amor de Deus e do seu cuidado e o nosso desafio como igreja contemporânea é entender como alcançar o coração desta galera, valorizando-os e dando oportunidade para mostrar a que vieram. Afinal, eles são fortes! (I João 2.14)
Paulo, na primeira carta endereçada a Timóteo, no capítulo 4, versículo 12 dá um valioso conselho ao jovem, seu colaborador e amigo, para a realização das suas responsabilidades pastorais. Vale a pena lembrar que o nome Timóteo significa “jovem que honra a Deus”.
Esse conselho também serve para a igreja pós-moderna que tem como desafio agregar seus jovens e treiná-los para assumir a liderança no futuro.
Paulo acreditava no potencial de Timóteo para liderar a igreja e o incentivou a continuar firme em sua missão. Mesmo correndo o risco de ser desprezado por ser jovem, Paulo o exortou a ser um exemplo para os fiéis em 5 áreas diferentes. Vejamos o que podemos aprender também com este conselho.
1) Ninguém o despreze pelo fato de ser jovem.
Desprezar é ter falta de apreço, desconsiderar, menosprezar, não dar crédito ou valor e é isso que tem acontecido em muitas igrejas. Os jovens não estão sendo levados a sério.
Muitos líderes menosprezam a força que a juventude tem. Muitos se esquecem que um dia já foram jovens também e tiveram sonhos.
Uma juventude motivada por sua liderança pode ser usada por Deus de maneira tremenda! Se a igreja souber conduzir sua juventude verá uma verdadeira “força tarefa” se levantar para lutar pelo evangelho.
Não podemos subestimar nossos adolescentes por não achá-los prontos para exercer funções importantes dentro do Reino. Eles podem nos surpreender, assim como Davi surpreendeu seus irmãos no campo de batalha, se oferecendo para lutar contra o filisteu Golias e vencendo (I Samuel 17).
Se for dada a oportunidade para a nossa juventude e sendo conduzida por homens que estão dispostos a servir de modelo de humildade e sabedoria, veremos muitos homens e mulheres segundo o coração de Deus surgirem!
2) Mas seja um exemplo para os fiéis.
Mas existe o outro lado da moeda também. Nos nossos dias não vemos a juventude tendo credibilidade como representantes do Reino. Temos deixado a desejar em nossas ações mediante a nova vida oferecida por Cristo.
Quando leio sobre a história de grandes homens do passado vejo pessoas que em sua juventude buscaram a santidade, a devoção sincera, o amor, a humildade, a abnegação e o desprendimento das coisas terrenas. Mas quando olhamos para esta geração vemos uma geração que se vende por muito pouco para o pecado e que abre mão dos valores eternos, por valores passageiros deste mundo consumista e egoísta. Uma geração que permite que ventos soprem das mais diversas partes fazendo-os desviar da pureza e da simplicidade da palavra de Deus.
Onde estão os jovens piedosos, cheios de graça e coragem, impelidos pelo Espírito Santo a guerrearem contra os desejos nocivos da juventude? Onde estão os adolescentes que querem pagar o preço de dobrar os joelhos em oração clamando a Deus pela salvação dos perdidos. Onde estão aqueles que têm pés formosos e que tem coragem de entregar suas vidas completamente para a obra evangelizadora no mundo sem pensar no que vão receber em troca. Uma juventude que simplesmente ambiciona fazer a vontade do Pai.
Sinto falta de ver uma juventude que sonha ser santa e que busca isso a cada instante. Que traz a presença de Deus ao mundo através da simplicidade da vida diária. Que são exemplos para a própria igreja. Exemplos de fidelidade.
3) Na fé, no amor, na palavra, na pureza e no procedimento.
A igreja é um corpo e neste corpo cada um tem seu valor e propósito. Assim também a juventude em nossas igrejas. Podemos dizer que a juventude é a força que move a igreja.
Nossa oração por eles precisa ser intensa e nosso clamor precisa ser em favor de jovens e adolescentes com uma fé genuína e alicerçada na Rocha que é Jesus. Cheios de amor, conectados a Deus, amando-o acima de tudo e ao próximo como a si mesmo. Firmes na Palavra da verdade e com coragem de proclamar esta Palavra. Puros e livres do pecado e buscando a santidade. Que marcam sua passagem pela terra com um proceder inspirado em Jesus!
Acredite na sua juventude. Dê oportunidade a eles. Desenvolva um diálogo sem pré-conceitos e você verá que existe muitas razões para se investir nessa moçada abençoada que precisa de ajuda, mas que tem muita disposição se motivada e incentivada!
Que a “Geração Paulo” veja na “Geração Timóteo” uma grande oportunidade de revolução e mudança para a honra e a glória de Cristo Jesus! Fazendo-se assim levantar uma verdadeira geração de jovens que honram a Deus.
* Nícolas Bastos é ministro de Juventude da Primeira Igreja Batista de Acesita, Timóteo/MG.
Conheça seus ministérios nos sites www.geracaotimoteo.com.br e www.tm412.com.br
10 razões para investir na juventude de sua igreja é uma série de artigos mensais da Juventude Batista Brasileira para o Jornal Batista. O objetivo dessa série é incentivar pastores e líderes das igrejas batistas a investirem na juventude de sua comunidade. Para conhecer os projetos, eventos e recursos da Juventude Batista Brasileira, acesse www.juventudebatista.com.br twitter: @juventudebb

Fortaleça seu ministério de juventude


forteToda igreja se emociona quando, durante um culto de domingo, adolescentes e jovens dirigem o louvor, dão testemunho e às vezes até pregam. Mas na hora de conseguir os líderes adultos para liderá-los, a maioria diz que não tem chamado, não tem jeito para esta faixa etária e outras tantas desculpas. Acaba sobrando para alguém que estava meio distraído na hora e aí não tem mais jeito de se safar...


Mas quando começa a se envolver, logo se apaixona ou se desespera. De um jeito ou de outro surge a questão: E agora, o que fazer? Como fazer? Socorro!
Talvez não tenha sido este o seu caso, mas certamente foi o meu. Comecei como substituto de professor da antiga EBD em uma turma de 15 adolescentes (o professor titular, que por acaso era meu irmão mais velho, estava se mudando de cidade e me constrangeu a quebrar um galho “só por um tempo até acharem outro professor”). Tinha na época 29 anos e agora 13 anos depois, além de continuar como professor de adolescentes e jovens na nossa escola de preparação de líderes, sou o pastor da Igreja Batista Central de Belo Horizonte responsável pela Rede da Juventude que reúne mais de 500 adolescentes (da 5ª série até o 3º ano) e jovens universitários e profissionais. Como arquiteto, jamais tinha pensado em me tornar um pastor... Hoje continuo com meu escritório de arquitetura e trabalho tempo parcial na igreja. Ao analisar a obra de Deus na minha vida e na vida de tantos jovens e adolescentes, custo a imaginar o que eu seria hoje se não tivesse aceitado “quebrar aquele galho”. Certamente os caminhos de Deus são mais altos que os meus.
Ao longo desta jornada tive o privilégio de aprender muitas coisas sobre o ministério com juventude. Algumas eu aprendi nos livros, outras com os pais, muitas com minha sábia esposa e filhos (tenho um de 15, um de 12 e uma de 9) e a maioria com os próprios jovens e adolescentes. Considero alguns pontos como sendo a base de um ministério de juventude saudável e frutífero. Estamos engatinhando em alguns e já caminhamos um tanto em outros – eu sei que é uma longa jornada, mas não desanime, pois é sempre apenas um passo de cada vez e depois um outro, e assim por diante. Gostaria de abordar rapidamente alguns destes pontos e ao final há sempre uma pergunta para uma reflexão pessoal. Vá respondendo a cada uma delas e faça uma avaliação do seu ministério.
1.      Presença Poderosa de Deus
A juventude busca algo maior, algo sobrenatural. Eles querem conhecer a Deus, estar conectados a Jesus, experimentar transformações de vida e participar de um mover especial do Espírito Santo. Se as nossas reuniões de sábado ou domingo, células e eventos especiais forem apenas sucessões de ritos religiosos vazios – um louvorzinho para animar, avisos, uma palavrinha morna sobre a ética da vida cristã ou do perigo do mundo invadir a igreja – que tipo de gente será atraído? Mas quando no período de louvor encontramos verdadeira adoração, em espírito e em verdade, corações quebrantados e arrependimento sincero, os céus se abrem sobre aquele grupo e o ES se manifesta com o seu grande poder. Dois ou três se levantam para compartilhar os milagres que viveram na semana. Depois vem o pregador e abre a boca para falar palavras ungidas, cheia de autoridade, trazidas diretamente do coração de Deus... Você ficaria de fora de um momento como esse? Você acha que alguns daqueles adolescentes difíceis “que não tem compromisso” ficariam de fora? Acredito que não! Todos anseiam a presença de Deus e se tenho certeza de que ele vai se mover de maneira especial eu não posso perder! Farei todo esforço para estar lá!
A presença de Deus é memorável no seu ministério?
2.      Liderança Ungida por Deus
Os jovens desejam referências humanas para aprender a andar com Deus. Eles buscam homens e mulheres maduros que tenham grandes experiências com Deus e que possam mostrar-lhes o caminho. Todo líder precisa dizer para o seu grupo a famosa frase: “Sejam meus imitadores como eu sou de Cristo”. Se você não pode dizer isso, você tem duas opções: peça a Deus misericórdia a cada dia para que ele mude efetivamente a sua vida e assim você possa dizê-lo ou então entregue a sua liderança! Não podemos liderar um grupo, se não formos à frente mostrando o caminho na prática, no dia-a-dia. Posso ressaltar quatro pontos para você ser um líder bem sucedido:
a) Ame a Deus – com tudo! Pra valer! Mergulhe fundo nas suas águas! Seja apaixonado por ele e dedique todo o seu ser em suas mãos. Os seus liderados não entrarão nas águas se você apenas ficar na margem apontando o caminho. Eles precisam ver os efeitos de Deus na vida do líder, precisam ter certeza que vale a pena!E aí eles vão mergulhar também. Você está apaixonado por Deus?
b) Ame os seus jovens e adolescentes – dedique o seu tempo, os seus feriados, o seu coração, os seus talentos a cada um deles! Eles precisam saber que você não está “tampando buraco” ou “apenas de passagem” ou ainda usando-os como trampolim para vôos maiores. Eles querem confiar a vida deles a vocês. Eles querem se abrir e compartilhar os medos, os sonhos, as dúvidas, as bênçãos, as caídas e recaídas. Mas por que eles fariam isso se não sabem se você ainda estará por lá no dia seguinte? O seu coração está com os jovens/adolescentes?
c) Seja submisso à sua liderança. Neste mundo todo revirado quase não vemos mais a submissão plena. Como edificaremos jovens submissos à autoridade se nós não formos submissos? A insubmissão não é nada mais do que a velha rebeldia que gerou o caos em que vivemos neste mundo. Precisamos honrar publicamente a liderança que está sobre nós e sempre que necessário apresentar nosso questionamento e/ou crítica diretamente a ela. Não podemos semear insatisfação e contendas pela igreja. A qualidade da autoridade que você tem está diretamente ligada à qualidade da sua submissão. Você está em unidade com a sua liderança?
d) Comprometa-se com o crescimento pessoal – o seu crescimento como pessoa, profissional, líder, amigo, professor ou esposo/a é responsabilidade exclusivamente sua. Se a sua igreja, emprego ou família apóia o seu crescimento, ótimo. Se não apóia, saiba que isso não lhe libera da obrigação de crescer em todas as áreas da sua vida! Como ensina Dave Earley no livro “8 Hábitos do Líder Eficaz de Grupos Pequenos” (Ed. Ministério Igreja em Células no Brasil):
“Deus espera o nosso crescimento espiritual (II Pedro 3:18) por isso mãos à obra. É um processo para a vida toda, não um compromisso de curto prazo (Filipenses 3:12-14). O alvo é tornar-se um pouco melhor a cada dia e construir a partir do progresso do dia anterior. Deveria estar ocorrendo em quatro áreas-chave da vida: Sabedoria – vem daquilo com que alimentamos a nossa mente; Estatura – saúde física é resultado de dieta, descanso e exercício; Graça diante de Deus – crescimento ocorre por meio das disciplinas espirituais; Graça diante dos homens – investimento em relacionamentos-chave para crescer socialmente.”
Como líder, você precisa ter o hábito de participar de congressos, seminários, acampamentos de líderes; assistir/ouvir pregações de gente do mundo inteiro; ler livros continuamente (cristãos e não-cristãos) sobre adolescentes e jovens, namoro, casamento, relacionamento, missões, liderança, estratégias, aconselhamento, vida cristã, etc. Nesse item gostaria de sugerir alguns que me impactaram profundamente e que considero obrigatórios:
Igreja
Ministério com propósitos
Doug Fields
Ed. Vida
Pensando o ministério
Igreja com Propósitos
Rick Warren
Ed. Vida
Pensando a Igreja
Igreja em Células
Larry Stockstill
Ed. Betânia
Compreendendo a visão de uma igreja em células e a transição do modelo tradicional
Crescimento Explosivo de Igrejas
Joel Komiskey
Ed. Ministério Igreja em Células
Análise sobre o crescimento das maiores igreja no mundo
Paixão e Persistência – Igreja Elim de El Salvador
Joel Komiskey
Emocionante história de uma das maiores igrejas do mundo
8 Hábitos do Líder Eficaz de Grupos Pequenos
Dave Earley
Práticas da liderança de células e pequenos grupos
Liderança e Visão
O Último Degrau da Liderança
C. Gene Wilkes
Mundo Cristão
A última palavra sobre a liderança no estilo de Jesus – ser um servo.
Pode Falar Senhor, Estou Ouvindo.
Loren Cunningham
Ed. Betânia
Testemunho fantástico do fundador da Jocum, a maior missão do mundo
Ensinando para transformar vidas
Howard Hendricks
Ed. Betânia
Princípios para o professor impactar os corações dos alunos
Liderança Corajosa
Bill Hybels
Ed. Vida
Princípios de liderança honesta e testemunho pessoal
Vida Cristã
Eu amo você
Jaime Kemp
Ed. Betânia
Princípios bíblicos para um namoro no centro da vontade de Deus
O Prazer da Espera
Jim Burns
Ed. Mundo Cristão
Abordagem bíblica em questões variadas do mundo adolescente
Vale a Pena Esperar
Tim Stafford
Ed. Vida
A questão do sexo antes do casamento
Limites no Namoro
Henry Cloud
Ed. Vida
Visão equilibrada sobre o namoro
Disse Adeus ao Namoro
Joshua Harris
Ed. Atos
Proposta radical de santidade nos relacionamentos românticos
Certo ou Errado
Josh McDowell
Ed. Candeia
Distinguindo entre verdades absolutas de Deus e cultura vigente
O Jesus que Nunca Conheci
Philip Yancey
Ed. Vida
Uma visão completa e emocionante sobre quem é Jesus
Maravilhosa Graça
Philip Yancey
Ed. Vida
Compreendendo a grandeza e abrangência do amor de Deus
Por Esta Cruz Te Matarei
Bruce Olson
Ed. Betânia
Testemunho incrível sobre um jovem missionário na selva amazônica
3.      Visão Desafiadora
Tenho visto a diferença que faz ter uma visão clara do que se quer, de onde se quer chegar. Ela é fundamental para desenvolver o seu ministério. Qual é a sua visão para os seus jovens? Aonde você quer chegar? O que você vê no futuro (próximo ou distante)? Se você, sendo o líder, não sabe para onde está indo, então porque alguém em sã consciência iria acompanhá-lo? Às vezes nossos ministérios são apenas “vãs repetições” de coisas ultrapassadas que não levam ninguém a lugar nenhum. Porque insistir em fazê-lo? Se você não tem visão peça a Deus e ele vai mostrá-lo o que ele já está vendo!
Cada ministério precisa ter a sua razão de ser, sua declaração de propósitos, sua missão. A nossa Rede da Juventude existe para “transformar a nossa geração em verdadeiros discípulos de Jesus”. É um desafio maior que nós mesmos. Por isso desde os pré-adolescentes até os jovens mais velhos se dedicam de corpo e alma para cumprir esta missão. Quando eles compram a visão nada será difícil demais, caro, cedo, tarde, custoso, chato ou cansativo demais! Quer um exemplo? O meu grupo de discipulado não conseguiu nenhum horário para se reunir durante a semana – conclusão: a nossa reunião é aos domingos às 8hs da manhã! Quer outro: As células de jovens acharam um horário no mínimo estranho – toda sexta feira às 22h30min após a faculdade (e estão cheias de não crentes!). A visão precisa ser ousada, desafiadora e clara! Se tiverem uma visão, eles pagarão o preço.
Você deve estabelecer alvos claros para tudo que fizer – o quero alcançar especificamente e em qual prazo. Se não especificar claramente é apenas um desejo, um sentimento romântico. Se não definir prazos é só um sonho, um devaneio. Os alvos têm que ser mensuráveis e verificáveis para que ao final do prazo estabelecido se possa checar se eles foram alcançados ou não. Ex: Se eu disser que o meu alvo é melhorar a profundidade espiritual dos jovens não resolve, pois é muito vago e não consigo avaliar. É totalmente diferente se eu disser que quero até o meio do ano (o prazo) 80% dos jovens tendo um momento a sós com Deus pelo menos 4 vezes por semana (o que quero alcançar). Preciso agora descobrir um meio eficaz de verificar isso (por exemplo, uma enquête a cada fim de mês) e desenvolver campanhas para atingir meu alvo (pregações e lições de célula sobre o tema, testemunhos de gente que tem o costume de fazer, distribuição de diários de momento a sós, incentivo para os que alcançarem as metas, etc.). Ao final de cada mês avalio como os jovens estão progredindo e reforço as promoções ou as modifico para que no final do semestre consigamos atingir o alvo proposto! Não tenha medo de números. Eles servem para nos ajudar a ver se estamos no caminho certo ou se estamos perdendo o nosso precioso tempo.
Você tem uma visão para o seu ministério? Quais são os seus alvos?
4.      Identidade de Grupo
Todos sabem da importância de pertencer a um grupo, de ser aceito, de se identificar com algo. Na juventude esta questão se torna crucial. Daí a profusão de jovens em equipes esportivas, gangues de rua, torcidas organizadas, grupos religiosos, milícias, galeras e tribos. E sempre tem os elementos de identificação – sejam gírias ou modos de falar e de andar, estilos de roupas, penteados e maquiagem, locais de encontro, atividades esportivas, piercings, tatuagens, gestos, sinais e atitudes.
O seu ministério precisa desenvolver uma identidade clara da qual os jovens tenham orgulho – isso é mais do que um nome, uma marca ou um estilo. É algo que os estimule a trazer seus colegas de escola ao invés de sucumbir à tentação de acompanhá-los nos seus caminhos duvidosos. Tem que ser uma identidade viva, desafiadora, dinâmica. Essa identificação entre o ministério e a própria vida deve ser tão forte que eles possam se colocar diante de uma sala de aula e se posicionar a favor de Jesus e de sua igreja sem constrangimento algum: “É isso que sou e me orgulho disso!”.
Para ajudar nesse processo de marcar a nossa identidade na Rede da Juventude temos um símbolo que sintetiza a nossa missão: uma espiral colorida que mostra cada passo que queremos conduzir o jovem para transformá-lo em um verdadeiro discípulo de Jesus. O não-crente entra na espiral pela parte mais externa azul e é conduzido até o centro em vermelho se tornado um discipulador de líderes de célula, passando por cada cor representando fases de desenvolvimento e níveis de compromisso com Deus.
Cada acampamento tem o seu tema e cada ano os grupos tem a sua camiseta estampada com os dizeres que queremos enfatizar naquele momento. Este ano o tema é “Mais Paixão, Dedicação e Conquista” nas cores verde, amarelo e azul (cada faixa etária tem a camisa de uma cor) aproveitando o clima da Copa do Mundo. São elementos que não criam a identidade, mas oferecem um reforço positivo para a promoção dela. Flyers, banners, bottons, cartazes e vídeos devem ser utilizados a seu favor. Não economize criatividade e envolva a sua turma na caminhada que Deus planejou.
Qual é a identidade do seu grupo?
5.      Relacionamentos Significativos
A comunhão é um dos propósitos básicos para a existência da igreja. A comunhão, como diz Doug Fields, é mais uma questão de entrosamento do que de entretenimento. Os relacionamentos entre os membros têm que ser significativos e profundos – não apenas amenidades superficiais de final de semana. Eles precisam estar conectados uns aos outros por laços firmes e sinceros. Os diferentes precisam ser aceitos, os rejeitados precisam ser acolhidos, os desesperados precisam encontrar esperança, os solitários têm que se sentir amados e integrados, os pecadores precisam encontrar a graça. Como a igreja é uma comunidade de amor, todos que a procurarem têm que encontrar esse amor sem maiores complicações. Se amarmos uns aos outros o mundo saberá que somos discípulos de Jesus.
As células têm sido uma ferramenta excepcional para desenvolver os laços de comunhão entre os jovens e adolescentes. Como os nossos grupos são dirigidos por gente da mesma faixa etária (jovens lideram jovens, adolescentes lideram adolescentes e pré-adolescentes lideram pré-adolescentes) a liberdade no compartilhar é muito grande, a intimidade é fácil e as novas amizades surgem constantemente. Eles se encontram nas casas, saem juntos, viajam juntos, passeiam juntos... E a cada dia são acrescentados os que crêem.
Os jovens no seu ministério desenvolvem relacionamentos significativos?
6.      Momento a sós com Deus
Enquanto não desenvolver um hábito de separar um tempo a sós com Deus, a fé do jovem fica muito dependente das programações da igreja e do ambiente cristão. Mas a maturidade vem quando ele aprende a buscar a Deus individualmente no lugar secreto. Ali aprende a extrair da Palavra de Deus a direção para a sua vida, a colocar seus pedidos diretamente nas mãos de Deus e a receber a resposta diretamente do alto. Uma das nossas ênfases ministeriais é no amadurecimento individual através desta disciplina espiritual. Esse tempo deve constar de pelo menos três partes:
a) Estudo da Palavra – Conhecer a Bíblia é essencial para amadurecer na fé. E isso tem que ser feito diariamente e individualmente. Cremos que tem que ser por escrito em um diário para concentrar as atenções, sintetizar o que está sendo lido e registrar o que Deus tem mostrado a cada dia. Ao final do mês eles podem rever como foi a sua caminhada com Deus. Para isso criamos um diário de momento a sós, um plano de leitura bíblica, um formulário de controle destes momentos e incentivamos essa prática continuamente do púlpito, nos grupo de discipulado (para os líderes de célula), nas células e na escola de treinamento. Nos acampamentos sempre temos o momento a sós na programação diária. É um dos pilares da vida com Deus!
b) Oração – falar com Deus é parte integrante deste momento tão precioso. São palavras de gratidão, confissão de pecado, pedidos pessoais e intercessão pelas células, liderança, igreja, cidade, amigos e parentes.
c) Louvor – é aproveitar a liberdade individual, a privacidade do lugar secreto e se soltar na presença de Deus, cantando (acompanhado de um instrumento ou CD), dançando, pulando e se prostrando diante do Rei Jesus.
Os seus jovens têm o costume de gastar tempo a sós com Deus?
7.      Estrutura Organizada
A estrutura do seu ministério precisa funcionar de forma contínua e confiável, gerando resultados significativos na direção de alcançar a visão estabelecida. A estrutura deve ser ao mesmo tempo robusta para resistir ao desgaste da rotina diária e flexível para facilmente se adaptar aos novos ventos do Espírito. Muitos líderes apenas tocam o ministério sem saber exatamente para que serve cada programa ou evento.
A estratégia proposta por Doug Fields em seu excepcional livro “Ministério com Propósitos para Líderes de Jovens” (Editora Vida) diz que toda e qualquer ação no ministério deve ser direcionada para atingir a um propósito específico, a um público específico, de uma forma específica e para gerar frutos específicos. Abaixo o improviso, o entretenimento e o sofrimento. Cada momento deve ser planejado intencionalmente. Esse livro é leitura obrigatória para qualquer líder de juventude que queira um ministério frutífero e saudável. Na nossa Rede estamos vivendo esse processo de nos reorganizarmos e eliminar essa correria desenfreada que gera muito trabalho (e retrabalho), muita canseira e pouco fruto.
A nossa igreja é uma igreja em células e por isso a estrutura da Rede da Juventude se baseia nesta estratégia. Atualmente trabalhamos da seguinte forma:
a) Células – pequenos grupos com ênfase evangelística que se reúnem exclusivamente durante a semana (em dias úteis) nas casas. Elas não se reúnem na sede da igreja e nem nos finais de semana. Cada célula tem o seu líder e um LT (líder em treinamento) ambos da mesma faixa etária do grupo. As reuniões têm duração de no máximo 1 hora e meia (sem contar o lanche) com quebra-gelo, louvor, oração, estudo e desafios. Ao atingirem 12 a 15 membros regulares elas se multiplicam em duas ou mais novas células, cada uma com seu líder e LT. Elas podem se multiplicar em qualquer época, mas pelo menos uma vez por ano quando a igreja promove a Festa da Multiplicação. Cada célula se dedica à oração pelos jovens que quer alcançar e promove Eventos de Colheita (jantares, sessões de vídeos, churrascos, dia no clube, etc.) e Dia do Amigo (reuniões especiais da célula dirigida ao visitante).
b) GDs - são os grupos de discipulado, separados por sexo em que participam todos os líderes de célula. Eu e minha esposa, Simone, somos os Pastores da Rede da Juventude e cada um lidera um GD (um masculino com 9 discipuladores e um feminino com 6). Estes discipuladores (nível 1) são jovens da própria turma que se destacaram pelo testemunho, desenvolvimento e multiplicação de suas células. Além de liderarem suas próprias células, eles lideram GDs compostos de líderes de célula e/ou discipuladores (nível 2). Assim a estrutura cresce ilimitadamente, pois à medida que um líder multiplica a sua célula várias vezes ele forma o seu próprio GD com os novos líderes de célula que ele mesmo gerou, tornando-se ele mesmo um discipulador. Não dependemos de atrair adultos voluntários para cuidar de jovens para poder crescer. A própria estrutura se alimenta gerando os líderes de que precisa.
c) CCM - Aos sábados de 17:00 às 18:45 temos o nosso Centro de Capacitação Ministerial que é a escola de treinamento de líderes. Este é um dos alicerces do sistema da IBC, pois ali é que são preparados os novos líderes para as novas células. Temos as turmas de Primeiros Passos (para iniciantes – duração de 2 meses), Básico (fundamentos da fé - duração de 1 semestre), Treinamento (preparação de liderança para as células - duração de 2 semestres) e Avançado (Doutrina, Liderança e Missões – cada um com duração de 2 semestres). Ao terminar o primeiro semestre do treinamento o aluno está habilitado a liderar uma célula.
d) Celebração das Células - Às 19h30min temos os cultos com louvor e palavra alternando reuniões separadas por faixa etária e reuniões de toda a rede unida.
e) Oração – estamos começando um tempo de oração todo sábado sob a coordenação de um par de discipuladores de cada vez.
f) Eventos especiais – está em fase de planejamento um evento especial por mês para cada faixa etária simultaneamente no mesmo final de semana. Temos feitos shows evangelísticos, festivais de dança, dias de comunhão, acampamentos e retiros para líderes, viagens missionárias e intercâmbios interestaduais.
g) Encontro com Deus – um retiro de final de semana na nossa sede campestre para não-crentes com palestras, dinâmicas de grupo e teatros, sempre com o objetivo de apresentar o evangelho de forma clara e criativa. A IBC tem levado 80 a 100 não-crentes a cada mês para este evento. A rede têm sido responsável por um destes encontros a cada semestre. Em outubro de 2005 fizemos dois simultâneos com mais de 170 jovens e adolescentes. É uma estratégia excelente com resultados incríveis.
À medida que o ministério cresce é necessário repensar toda a sua estrutura, estratégias e programas. É um processo de aperfeiçoamento contínuo.
O seu ministério é bem estruturado? É uma estrutura moderna, flexível e permite crescimento? Você trabalha com células ou pequenos grupos?
8.      Parceria com os Pais
Você já sentiu raiva dos pais que não cooperam e que só tornam as coisas mais difíceis? Já sonhou com um súbito desaparecimento de determinados pais e mães? Eu já! Mas descobri que não são sentimentos corretos que Deus aprove. Eles são frutos de uma visão errada daquilo que somos chamados a fazer. A responsabilidade pela criação e educação dos filhos é totalmente dos pais. O nosso papel é dar suporte a eles nesta tarefa tão árdua. Precisamos descobrir as suas necessidades e seus medos em relação aos filhos e procurar ajudá-los a serem vencedores neste grande desafio. Promova programas pais & filhos juntos, retiros e palestras só para pais e gaste tempo com eles. Descubra pais que já terminaram de criar seus filhos (e foram bem sucedidos) para ajudá-lo. Nunca se esqueça de que eles são os principais e nós apenas seus servos.
Os pais se sentem participantes do seu ministério?
9.      Crescimento Contínuo
Aquilo que não cresce definha e morre! Deus nos chama para crescer e multiplicar. Ele quer ver seu reino se ampliando e nos convoca para esta tarefa. Alguns anos atrás um amigo meu, pastor de adolescentes em SP, resumiu o meu ministério em uma palavra: manutenção! Éramos ótimos em cuidar de crentes, fortalecê-los e engordá-los. Mas não crescíamos em número, não alcançávamos os perdidos. Naquela hora fiquei irritado e incomodado, mas tive que concordar com ele. Hoje a situação não é mais assim. Estamos crescendo em quantidade e em qualidade como nunca antes (uma não pode andar sem a outra). A estratégia das células permite um crescimento constante nas duas características. A visão de ganhar almas é algo que nos move. Ver perdidos sendo achados, pecadores sendo levados ao arrependimento é algo que não tem preço.
No final de janeiro deste ano um jovem novo, completamente envolvido com noitadas, mulheres e bebida, me procurou após uma reunião de sábado à noite dizendo que precisava entregar a vida para Jesus. Começou ali uma caminhada linda de restauração de vida e hoje está firme, integrado e desafiado a andar de uma forma digna do chamado de Deus para ele. Está crescendo no conhecimento de Deus, integrado na igreja e já esta trazendo colegas para conhecerem a Jesus. Tudo graças à célula. Como esse caso, temos muitas outras histórias para contar. Não somos mais um ministério de manutenção – mas de preparação e envio de jovens e adolescentes cheios de Deus para transformar a nossa geração. Creio que o crescimento em número e no compromisso está intimamente ligado à saúde do ministério. Desta forma estaremos cooperando com a expansão do reino de Deus aqui na terra.
O seu grupo tem crescido nas duas dimensões?
10. Desenvolvimento de Liderança
Para mim, a marca mais evidente de saúde no ministério é a capacidade de gerar novos líderes. É trabalhar com um jovem ou adolescente completamente perdido (como o caso citado anteriormente) e alcançá-lo para Jesus, entrosá-lo no grupo, ensiná-lo para que cresça em uma fé individual, desafiá-lo a uma vida de adoração e intimidade com Deus e, finalmente, torná-lo um servo que investe seus dons e talentos para conduzir outros ao conhecimento de Deus. Isso é desenvolver líderes. Isso é transformar um jovem em um verdadeiro discípulo de Jesus – e assim cumprir a nossa missão.
Mais uma vez as células em suas multiplicações oferecem oportunidades “infinitas” para o surgimento de novos líderes. Em Junho de 2003 eram 18 células na Rede. Em 2004 eram 29. Em 2005 chegamos a 74. E agora em junho de 2006 esperamos algo em torno de 120 células! Para cada célula precisamos de um líder (é claro) e preparamos um novo líder em treinamento para a próxima multiplicação. É nisso que cremos e é isso que fomos chamados para fazer!
Você tem desenvolvido novos líderes para o seu grupo?
Conclusão
Após tantos questionamentos, precisamos (e eu me incluo nisso) parar e avaliar o nosso ministério, a nossa liderança e os frutos que temos colhido para Deus. Vejo com toda a clareza que vivemos um tempo especial de Deus entre nós. Não podemos permitir que nada atrapalhe o fluir do Espírito Santo na nossa vida, igreja e ministério. Vamos implantar o que está faltando, mudar o que está errado e desenvolver o que já está bem encaminhado! Apenas creia e você verá a glória de Deus enchendo a sua vida e a dos jovens e adolescentes que estão com você e os que não conhecem Jesus serão alcançados. Assim cumpriremos o propósito de Deus para a nossa geração! Vitória, em nome de Jesus!
* Roberto Bottrel, 41 anos, arquiteto e pastor da Igreja Batista Central de Belo Horizonte, é responsável pela Rede da Juventude. Casado há 18 anos com Simone, tem três filhos, Lucas, Felipe e Raquel. Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
 
aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que jorre para a vida eterna.
João 4:14

E quem tem sede, venha; e quem quiser, tome de graça da água da vida.
Apocalipse 22:17
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