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2 de janeiro de 2013

Encontro Nacional Batista de Ação Social 2013‏



Convidamos a todos os batistas a participarem do Encontro Nacional Batista de Ação Social 2013, que acontecerá no domingo, dia 27 de janeiro, em Aracaju, na ocasião da Assembleia da Convenção Batista Brasileira.O tema este ano será "O espaço da igreja como um lugar acolhedor, acessível e seguro", com a divisa "Amarás ao teu próximo como a ti mesmo" (Marcos 12.31).

Neste encontro teremos dois debates seguindo os temas: "Acessibilidade ao espaço da igreja" e "A igreja e a pedofilia". Esta segunda abordagem será especialmente relevante ao tema anual da Convenção Batista Brasileira para 2013 "Valorizando a nova geração". Cada tema será abordado por um especialista da área e depois aberto para amplo debate.

9 de junho de 2012

Estudos bíblicos relacionados à Ação Social:


Estudos bíblicos relacionados à Ação Social:
Guie os nossos passos -  uma coleção de 101 estudos bíblicos que seguem temas relacionados a desenvolvimento comunitário, e incentivam discussão em grupo.
Mordomia da Criação - Uma série de quatro estudos para EBDs e pequenos grupos, escrita por Timóteo Carriker
Uma Visão Bíblica de Ação Social: uma série de seis estudos para aplicar em EBD ou grupos pequenos.
Clique em cada link para fazer um download em formato Word:
Os arquivos podem ser impressos, e depois encadernados juntos, para formar uma apostila completa.

CONSCIÊNCIA AMBIENTAL... RESPONSABILIDADE CRISTÂ


CONSCIÊNCIA AMBIENTAL... RESPONSABILIDADE CRISTÂ
Alice Carolina Barbosa Cirino – Gerente de Ação Social da JMN
“No princípio, criou Deus os céus e a terra. Disse Deus: Haja luz... Haja um firmamento... Produza a terra relva, ervas,  árvores... Haja luminares no firmamento... Produzam as águas cardumes de seres viventes... e voem as aves... Produza a terra seres viventes.... E disse Deus: façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança.”  (Gênesis 1:1-26)
E Deus criou a vida, em um lindo jardim...
Em 1996 me veio uma canção, um sentimento profundo de gratidão a Deus por tudo o que Ele criou e colocou em nossas mãos para cuidar e preservar: vidas, seres, flores, mares e cores.


A Criação

Quando o sol nasce e aquece toda a terra
Toda a beleza da manhã eu fico a contemplar
É lindo o céu azul, sublime a natureza
E neste instante Te agradeço porque estou aqui!

Por todo o dia sinto a Tua energia
Em toda a parte está presente o Teu poder
Na terra vejo tantas cores, nos prados tantas flores
E neste instante Te agradeço porque estou aqui

E quando a noite vai chegando de mansinho
E as estrelas vão de encontro ao firmamento
É tão sublime este momento,
Tão imenso o Teu poder
Pois só Você tudo isso faz acontecer

O sol brilhante foi criado por Você
E as estrelas cintilantes foi Você
Também as flores, os prados, as cores e o céu azul
Tudo me lembra como é grande o Teu poder
Que a minha vida fez um dia acontecer
Eu Te agradeço meu Senhor
Por Teu imenso amor!



Um planeta perfeito, um precioso presente que Deus nos concedeu por Sua graça sem fim. Um planeta perfeito em cada detalhe e que nos passa despercebido em sua grandiosidade. Temos sido gratos? Temos agido com zelo e respeito? Temos valorizado essa obra perfeita retratada em Gênesis?

Em cada detalhe, um gesto de amor: o verde das florestas, as cores das flores, o azul do céu, a beleza dos mares, o encantamento dos seres viventes, a obra perfeita foi criada.

Acordamos a cada dia sem perceber todas as coisas que gratuitamente recebemos: o ar que respiramos, o sol que nos aquece, o céu que brilha no alto, o verde e as flores que a natureza oferece. São  cenas lindas aos nossos olhos, mas que passam despercebidas porque estamos apressados, atribulados, angustiados demais para apreciar.

Pela graça recebemos a vida e a oportunidade de desfrutar uma existência com qualidade e excelência de atitudes e valores. Porém, por egoísmo, ambição,  competição, imobilismo estamos deixando degradar a terra e seus recursos naturais, como se inesgotáveis e perenes fossem todas as bênçãos que Deus nos concedeu.

Vivemos uma crise ambiental sem precedentes na história do planeta. Nosso planeta está doente, incrivelmente enfermo, perecendo de males causados por nós mesmos. A linda criação do nosso Deus está sofrendo pela ação do próprio homem, aquele a quem Deus incumbiu do seu cuidado e preservação.

Somos cooperadores de Deus e precisamos mudar nossa forma de convivência, resgatar valores, buscar a preservação desse bem precioso que Ele colocou em nossas mãos.
Todos os dias acompanhamos pela mídia as catástrofes climáticas e as mudanças que estão ocorrendo rapidamente no clima mundial.
As catástrofes naturais são cada vez mais frequentes: terremotos, tsunamis, enchentes, queimadas. A natureza se revolta e envia sinais claros de que precisamos mudar nosso relacionamento para com ela. As consequências são desastrosas: aquecimento global, desmatamento, poluição de rios e mares, degelo das geleiras. O aquecimento global é o grande tema do momento e a ele é atribuída a responsabilidade por tantos fenômenos ‘naturais’, que têm promovido catástrofes ambientais e destruído cidades inteiras, causando milhares de mortes.
Temos sofrido os reflexos da ação humana sobre o meio ambiente. Os recentes acontecimentos no Brasil e no mundo refletem os sinais que a natureza nos envia.
O Haiti foi devastado e deixou um rastro de destruição e morte, contabilizando milhares de pessoas famintas, sedentas e sem teto, sem fé e esperança no coração.
No estado do Rio de Janeiro, a região Serrana foi atingida pela maior tragédia climática já registrada no Brasil, com vários municípios afetados e moradias destruídas, além de centenas de mortos e milhares de desabrigados ou desalojados. A força da natureza literalmente “rasgou” as montanhas irregularmente ocupadas pelas comunidades.
No Japão uma tragédia de grandes proporções abalou o continente e assustou o planeta. Um forte terremoto  de magnitude 8,9, seguido de tsunami  arrasou áreas imensas, causando milhares de mortes, desaparecidos  e trazendo ao mundo o medo da radiação nuclear, de consequências imprevisíveis.
O que estamos deixando acontecer com o mundo que Deus nos concedeu para viver, e não para morrer?

O que contemplamos hoje nos deixa perplexos: uma natureza ferida, sofrida e perdida, que clama por socorro.
A Europa tem sido castigada por ondas de calor de até 40 graus centígrados, ciclones atingem o Brasil (principalmente a costa sul e sudeste), o número de desertos aumenta a cada dia, fortes furacões causam mortes e destruição em várias regiões do planeta e as calotas polares estão derretendo (fator que pode ocasionar o avanço dos oceanos sobre cidades litorâneas). O que pode estar provocando tudo isso? Os cientistas são unânimes em afirmar que o aquecimento global está relacionado a todos estes acontecimentos. 
O primeiro fenômeno, que deixou o mundo inteiro perplexo, foi a onda gigantesca Tsunami ocorrida em dezembro de 2004, que destruiu regiões inteiras de muitos países do sudeste asiático (Indonésia, Tailândia, Malásia etc.), deixando milhares de mortos e mobilizando muitos países, empresas e pessoas físicas a fazerem doações para o atendimento dos feridos e para a reconstrução das cidades que foram devastadas.
O segundo fenômeno nos deixou igualmente assustados: o grande número de furacões que atingiu o continente americano como o Katrina em setembro de 2005, que devastou Nova Orleans (EUA), o Vilma em outubro de 2005, que atingiu Cancún (México) e Flórida (EUA) e o Alfa/Stan em outubro de 2005, que passou por muitos países da América Central.
No Brasil, ocorreu o primeiro furacão da história no país. O Catarina, em março de 2004 destruiu muitas casas na região sul brasileira.
Como terceiro fenômeno, observamos atônitos ao degelo que tem ocorrido nos últimos dez anos, não só na periferia da Antártida, mas também no Ártico, nos Andes e nos Alpes, um rápido derretimento do gelo.
O ponto culminante da África, o Kilimanjaro, chamou a atenção de muitos pesquisadores, que estudam a região, por causa da diminuição considerável da quantidade de neve. O mesmo ocorreu com a mais alta cadeia de montanhas do mundo: o Himalaia.
E sabemos que os mais atingidos por todos esses efeitos são as populações vulneráveis e o próprio meio ambiente. Com o aquecimento estamos vivendo uma mudança climática no mundo todo, deixando o ano inteiro com características do verão, desestabilizando as espécies vivas do planeta Terra, promovendo a perda de plantações inteiras, gerando a queda da produção de grãos, aumentando, assim, a fome no mundo inteiro.
A degradação da natureza está evidente em nossa sociedade contemporânea, decorrente do nosso comportamento agressivo para com o Planeta Terra.
Diante destas questões surge o clamor por novas formas de tratarmos o meio Ambiente, fazendo despertar, talvez tardiamente a preocupação com a Ecologia e a Educação Ambiental.
Nós,  humanos temos a tarefa de cuidar de toda a criação. SALMOS 104 nos fala de  DEUS E SUA CRIAÇÃO E O SER HUMANO COMO MORDOMOS DE DEUS NA CRIAÇÃO. Essa é uma palavra de ordem, para todos nós.
Torna-se urgente encontrar uma outra maneira de conviver com o planeta terra.
A terra está sangrando, mas muitos de nós agimos como se não fosse conosco. Há 6,5 bilhões de pessoas na terra. Qual o nosso papel nesse contexto? Cabe aqui uma reflexão individual: que posso fazer eu para que a temperatura não aumente, para que o nível dos mares não suba, para que o efeito estufa seja suavizado, para que espécies animais não sejam extintas, para que não haja desperdício de água ou energia, para que o solo não seja ocupado de forma irresponsável?
Nós cristãos devemos nos importar com o meio ambiente, como criação divina. Às vezes, isso não ocorre porque relutamos em compreender as questões ambientais do ponto de vista de Deus. Isto significa compreender os propósitos de Deus para a criação, desde o princípio, atualmente e para o futuro. Não devemos nos esquecer de que fazemos parte da criação de Deus. Jesus morreu e ressuscitou não apenas para nos reconciliar com Deus, mas para reconciliar o resto da criação com Ele também. Por este motivo, o nosso ministério para o meio ambiente deve ser levado a sério.
 Já vimos como Deus ama a sua criação, como Ele a aprecia e como se importa com ela. Se amamos a Deus, devemos querer ser como Ele e devemos nos importar com as coisas com as quais Ele se importa

Nós seres humanos dependemos da criação de Deus para sobreviver.
Não faltam exemplos sobre as consequências devastadoras para o homem quando ele explora os recursos naturais sem observar que estes são limitados. Num passado não muito distante, civilizações inteiras pagaram um preço muito alto por não terem considerado a hipótese do esgotamento dos recursos naturais.

Podemos dar um exemplo para o mundo de que temos a consciência da importância de protegermos nosso patrimônio natural para as gerações futuras.

Estamos destruindo a mata Atlântica: em apenas 40 anos desmatamos mais do que se desmatou na Europa em 2 mil anos; em nenhum momento da história da humanidade se desmatou tanto como no Brasil nestes últimos anos. A ciência consegue prever as consequências trágicas dessa insanidade: além da brutal perda de biodiversidade nossos recursos hídricos estão sendo arruinados e são tão estratégicos para o desenvolvimento das cidades.

Diagnósticos são feitos a cada dia, mas as soluções dependem de nós. Todos nós somos responsáveis e precisamos de ações concretas, consciência plena de que é preciso agir em prol do nosso planeta. Não podemos deixar que pereça.

É possível mobilizar, com poucos recursos, toda uma população para a busca de seu equilíbrio com a natureza, de alimentos sadios para a sua subsistência e saúde, de alegria e beleza para suas vidas e seus espaços.
Melhor ainda, isso pode ser alcançado com geração de renda e trabalho, possível quando se integram competências e recursos e se lançam objetivos desafiadores que orientam para a busca da excelência. 
Cabe a nós cultivar uma nova consciência ambiental, construir novas atitudes e valores, despertar a nova geração. Precisamos curar a nossa terra!

O Salmo 104:5 nos dá a consciência das atitudes que devemos desenvolver e disseminar: “ Lançaste os fundamentos da terra, para que ela não fosse abalada em tempo algum.” Que essa mensagem possa chegar a cada coração. Ainda há tempo para salvar a nossa terra!


Rio de Janeiro, 31 de março de 2011





MORDOMIA DA TERRA


MORDOMIA DA TERRA


Lourdes Brazil


Eis que o Senhor esvazia a terra e a desola, transtorna  a sua superfície  e dispersa os seus moradores...Na verdade a terra está  contaminada debaixo dos seus habitantes; porquanto transgridem as leis, mudam os estatutos e quebram o pacto eterno. Isaias 24;1,5

Estamos vivendo um quadro de problemas sócio-ambientais, cujas cores mais fortes são a escassez de água potável, poluição,  alterações climáticas,extinção de  espécies animais e vegetais, esgotamento das fontes de energia. Esse quadro vem  sendo  pintado há muito tempo,  pela espécie humana, pois   para  sobreviver  ela foi  obrigada, desde sua  origem  a produzir  seus próprios meios de subsistência, transformando a natureza ou  intervindo nela. Os primeiros rabiscos do quadro atual  foram feitos  a partir  do extrativismo madeireiro e  das economias primitivas, baseadas na caça, na pesca e na colheita.   Em cada estágio da humanidade  ele foi se acentuando, assumindo contornos mais  intensos no  século XX, principalmente  no pós guerra, quando o modelo  de desenvolvimento, baseado na industrialização foi implementado em diversos países. A intensificação do uso dos recursos naturais, a urbanização acelerada, o  uso de pesticidas provocaram diversos transtornos.

Em Isaias 45:18b temos a afirmação de  que Deus criou a terra e a edificou, não para ser um caos, mas para ser   habitada.  Esse propósito de Deus pode ser percebido, de forma clara, em Gênesis, na narrativa do processo de criação do Universo.

Quando Deus finalizou a criação designou cuidadores, pois Ele sabia que   era necessário que alguém cuidasse dos rios, dos mares, das florestas, do ar e das pessoas. No entanto, por uma série de fatores, os rios e os mares estão sendo destruídos por dejetos; as florestas devastadas por incêndios e desmatamentos criminosos; o ar em muitas cidades está poluído por  emissão de gases poluentes e as pessoas morrem de fome, sede, doenças. Esse quadro de  desolação tem mobilizado pessoas e  instituições em diversos países desde os anos 60.
As igrejas evangélicas, de uma maneira geral,  não tem  participado, de forma efetiva, dessa mobilização, seja  a nível local, nacional ou planetário. Não se trata de elaborar documentos, agendas ou realizar eventos. Trata-se de   incentivar  mudanças nos valores e nas atitudes de cada uma e cada uma em relação ao planeta terra,  tendo como referência a palavra de Deus. Estamos nos referindo  à mordomia da terra, cujas bases encontram-se na bíblia  e estabelece como verdade que Deus é o Senhor, o dono de tudo quanto existe na terra e no céu e concedeu ao homem o privilégio e a responsabilidade de administrar.
O objetivo dessa reflexão é sensibilizar  e mobilizar as irmãs e os irmãos para a necessidade da igreja  participar do processo de superação dos problemas socioambientais e  construção de sociedades sustentáveis, através do exercício da mordomia da terra.

MORDOMO, SERVO PRINCIPAL, O QUE ADMINISTRA A CASA DO SEU SENHOR
A palavra mordomo, em português, vem do latim majordomus, que tem o mesmo significado do grego  oikonomos (oikos, casa, e - nomos, governo). Major, em latim, é maior ou principal, e domus, casa, a casa com tudo que ela contém e significa. Assim mordomo é o principal servo, o que administra a casa do seu senhor. Numa perspectiva bíblica mordomia é o reconhecimento da soberania de Deus, a aceitação do nosso cargo de depositários da vida e das possessões e administração das mesmas de acordo com a vontade de Deus, 

O Senhor  Da Casa
O senhor da casa é Deus. Essa verdade está presente em toda a bíblia, como mostram os textos a seguir:
“No principio criou Deus o céus  e a terra” Gênesis 1:1

“Do senhor é a terra e a sua plenitude; o mundo e aqueles que nele habitam. Porque Ele a fundou sobre os mares e a firmou sobre os rios”. Salmo 24:1-2

“Pela palavra do Senhor foram feito os céus  e todo o exercito  deles pelo sopro da sua boca. Ele ajunta as águas o mar como num montão; põe em tesouros os abismos. Tema ao Senhor a  terra toda; temam-no moradores do mundo. Pois Ele falou e tudo se fez” Salmo 33:6,9.


A Casa
Em Isaías  45:18 temos a afirmação de  que Deus criou a terra e a edificou, não para ser um caos, mas para que fosse   habitada.  Esse propósito de Deus pode ser percebido, de forma clara, em Gênesis, na narrativa do processo de criação do mundo. A leitura mostra que Deus estabeleceu um roteiro com  uma seqüência lógica de providências e cuidados, que garantissem, a todos os seres vivos, as condições de sobrevivência,  Os principais pontos do roteiro foram os seguintes:
a)    Criação da luz, com distinção entre o dia e a noite;
b)    Separação das águas, através do estabelecimento do firmamento;
c)    Separação entre as águas e a terra seca;
                                   Terra
                                   Mares
  
d)    Criação da cobertura vegetal
                                   Relva
                                   Ervas
                                   Ervas  que dão semente
                                   Árvores frutíferas

e)    Criação dos luminares para estabelecer o dia e  a noite, as estações e os dias

Casa em perfeitas condições e com habite-se  dado pelo próprio construtor:    E viu Deus que era bom

Os Moradores da Casa
Essas primeiras providências divinas – luz, água,  terra seca e alimentos  foram  fundamentais para a existência  dos seres vivos. Somente depois desses cuidados é que Deus colocou as espécies em seus habitats:
a)    Povoou os mares e  o  espaço
b)    Criou os animais domésticos, répteis e animais selvagens
c)    Criou o homem e a mulher


Principal Servo da Casa
Quando Deus finalizou o processo de criação designou cuidadores, pois Ele sabia que   era necessário que alguém mantivesse o padrão de qualidade dos rios, dos mares, das florestas, do ar e das pessoas.  Para isso houve um processo de seleção e os escolhidos foram as mulheres e os homens.  Infelizmente nós não cuidamos da terra como deveria e isso resultou no seguinte quadro de degradação social e ambiental


EXERCENDO A MORDOMIA DA TERRA
Pedir Perdão a Deus por Nossa Negligência em relação à sua criação
Reconhecer a Grandiosidade da Obra Divina
Enaltecer a Deus por suas Obras
Agradecer A Deus por ter Sido Colocado em tão Alto Posto
Cuidar  da Obra de Forma  a Satisfazer o Senhor.

Para isso é  necessário reconhecermos  que fomos  escolhidos  por Deus para cuidar da sua criação e executar essa tarefa, de forma  diligente. Consciente dessa incumbência devemos , então, desenvolver uma ética do cuidado.

Precisamos  também desenvolver uma atitude de preocupação e inquietação com as situações ambientais críticas. A inquietação deve focalizar não só os problemas, como também  os fatores que causam esses problemas e as várias  implicações dos mesmos para o planeta. É importante que sejamos capazes de identificar, com clareza, o que provoca o esgotamento da água limpa e as consequências dessa situação para todas as espécies. Precisamos nos capacitar através de programas de Educação Ambiental.
Precisamos agir. As questões socioambientais precisam ser incorporadas às áreas de atuação das igrejas e os evangélicos  precisam ser capacitados, através de cursos de Educação Ambiental, para cuidar do belo mundo criado por Deus, de forma que ele não seja um caos, mas um local  de habitação, para todas as espécies.

Os homens e as mulheres não foram chamados para dominar, ameaçar e destruir as demais espécies, mas sim para garantir as condições de habitabilidade para todos os seres vivos. Precisamos fazer com que a terra volte a ser um local habitável.
BIBLIOGRAFIA

BOFF, L. Ecologia: grito da terra, grito dos pobres. São Paulo. Ática.1995
               Saber cuidar: ética do humano:compaixão pela Terra. Petrópolis. Vozes.1999.
CONSUMO  sustentável; manual de educação. Brasília: Consumers International MMA/IDEC., 2002.144p

Educação ambiental: as grandes orientações da Conferência de Tbilisi/organizado pela UNESCO – Brasília: Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, 1997

HERCULANO, S. C. Do desenvolvimento (in)suportável à sociedade feliz. In:GOLDENBERG, M (org). Ecologia, ciência e politica . Rio de Janeiro. Revan.1992.

LOUREIRO, Frederico Bernardo. Educação Ambiental: repensando o espaço da cidadania- 2 ed. São Paulo: Cortez. 2002.

PADUA, Suzana  Machado & TABANEZ, Marlene F. Educação  ambiental: caminhos trilhados no Brasil. Brasília, 1997

Parâmetros curriculares nacionais: meio ambiente: saúde/Ministério da Educação. Secretaria de Educação Fundamental – 3 ed. – Brasília: A Secretaria, 2001 128p


Cristo, felicidade, e meio ambiente


Cristo, felicidade, e meio ambiente

Mark Greenwood, Abril 2011


Cada família deseja o melhor para seu lar e para todos que ali vivem: Filhos, pais e agregados. Cada família cristã acredita que em Cristo tem o melhor, pois Ele veio para dar vida, vida em abundância, vida plena. No entanto, temos que reconhecer que muito da busca de vida e alegria em nossos lares é moldado por desejos implantados em nossas mentes não por Cristo, mas pela cultura consumista na qual vivemos.
Queira ou não, a felicidade familiar contemporânea é direcionada em grande parte pela filosofia de desenvolvimento econômico seguida pela maioria dos governos, empresas e fábricas do mundo contemporâneo. O combustível deste desenvolvimento são as nossas compras, estimuladas pela propaganda e definidas nas conversas do tipo “mãe, a senhora viu o novo celular que lançaram esta semana?”, “pai, não compra suco não, quero refrigerante”, “amor, vi um televisor tão bonito naquela loja”.
Contudo, este constante desejo por algo dito “melhor” tem as suas consequências para a qualidade de vida em geral no mundo em que vivemos: Tudo que nós consumimos é retirado da terra ou do ar. Tudo que produzimos, especialmente produtos plásticos e sintéticos, tem um certo efeito poluidor. Tudo que descartamos para repor com algo mais novo ocupa um espaço anteriormente ocupado pela criação de Deus.
Existem indícios de que o atual modelo de desenvolvimento dominante não seria sustentável se todo ser humano tivesse acesso a tal desenvolvimento. O que acreditamos ser o melhor para nossos filhos hoje às vezes não vai ser o melhor para o futuro deles. Os bens de consumo que tanto desejamos desfrutar e com os quais queremos abençoar as nossas famílias podem tornar a própria vida no planeta inviável para os nossos descendentes. Para entender isso podemos contemplar o conceito da Pegada Ecológica. A Pegada Ecológica de cada um corresponde a uma estimativa da quantidade de recursos naturais necessária para a produção daquilo que a pessoa consome, e para a absorção dos resíduos gerados. Conforme estatísticas divulgadas pela instituição A Rocha Brasil (em palestra de Gínia Bontempo realizada em abril de 2009 em Fortaleza), caso todos tivéssemos uma Pegada Ecológica como a média da dos norte-americanos seriam necessários cinco planetas Terra para nos sustentar.

Princípios bíblicos

A partir desta observação refletiremos em alguns princípios bíblicos que podem nortear o nosso comportamento cristão em relação ao consumo nos nossos lares e à sustentabilidade da vida. Primeiro vamos pensar no texto de Levítico 25.1-12, no qual encontramos uma ideia surpreendente para nós - que pertencemos a uma cultura de produção e consumo desenfreados -, a ideia de um descanso para a terra a cada sete anos.
Em seu comentário sobre esta passagem o teólogo René Padilla observa no texto “Economía humana y economía del Reino de Dios” o seguinte: “O descanso da terra não é um fim em si mesmo (...) o descanso é (...) em honra ao Senhor (...). Estas leis destacam a importância de cuidar de recursos naturais, representados aqui pela terra. A ideologia do crescimento econômico ilimitado não deixa espaço para repouso, nem para os seres humanos, nem para a criação (...). Estas leis nos convidam a criar uma economia concebida como (...) ‘a economia do suficiente’. A economia do suficiente prioriza um estilo de vida singelo e deixa lugar para o descanso, porque coloca o relacionamento com Deus, com o próximo e com a criação acima de interesses materiais (...) e questiona as premissas fundamentais do sistema econômico atual de que a vida humana consiste na quantidade de bens que se possui”.
O conceito de cuidar da Terra como um ato de honra a Deus nos leva a nossa segunda passagem bíblica: Colossenses 1.15-16. Estes versículos, de uma certa forma, servem como uma contraproposta à motivação normal para nos engajarmos no chamado “desenvolvimento sustentável”. A saber, o desejo de um crescimento humano que leva em conta a preservação de condições para uma vida humana no planeta. James Jones observa em seu livro “Jesus e a Terra” que a declaração de fé em Colossenses conduz “a uma perspectiva elevada da criação. Ela é dádiva de Cristo. Respeitar (...) a terra é respeitar toda a ordem criada. A criação não existe para a raça humana, mas para Cristo. A terra existe para nos deleitarmos nela, para a administrarmos, para a servirmos, mas, acima de tudo, ela existe apenas para Cristo, e não para nós”. Vimos em Levítico então que, não obstante a clara preocupação de Deus com a sustentação da vida humana, a terra não é nossa para desfrutarmos da maneira que bem quisermos. Em Colossenses Paulo nos ensina que a terra é propriedade de Cristo, não nossa, apenas entregue a nós para nela vivermos com plenitude de vida.
Um terceiro conceito bíblico que devemos ter em mente quando pensarmos sobre a sustentabilidade de vida na terra é o de pecado. Precisamos reconhecer que são pecados como ganância, ambição descontrolada, cobiça e insatisfação com a vida que temos que levaram a humanidade a mergulhar tão profundamente na filosofia de consumismo e crescimento econômico infinito.

Consumidor sensatos vivem com uma suficiência sustentável.

O que isso significa em termos práticos para nosso lar? Em primeiro lugar, cada um precisa esforçar-se para reduzir a Pegada Ecológica de sua família, e para isso trazemos duas sugestões de James Jones: Seja um consumidor sensato, e viva com uma suficiência sustentável.
Consumidores sensatos entendem o fato de que para viver precisamos consumir, utilizar recursos da terra. De fato, nem tudo que consumimos no mundo atual é fruto do pecado. Pelo contrário, muitos produtos da vida contemporânea foram desenvolvidos pensando no bem do ser humano e têm nos proporcionado mais saúde, mais lazer, mais educação, mais conhecimento da terra e mais qualidade de vida. Então não devemos entrar em uma melancolia que nos nega a felicidade proveniente de produtos tecnológicos. Por outro lado, precisamos desfrutar de uma maneira responsável, comedida, modesta e contente. Esta percepção é diametralmente oposta a padrões pecaminosos e egoístas de produção e consumo.
Então, “consumidores sensatos” são pessoas que pensam em consumir de uma maneira que tenham um impacto ambiental reduzido e que educam os membros da sua família a fazerem o mesmo. Existem muitas maneiras por meio das quais podemos ser sensatos no consumo: Recusar sacolas plásticas no supermercado, levando sempre bolsas de pano (ou plástico reaproveitado) para carregar as compras, desligar o chuveiro enquanto passamos sabonete no corpo, botar o chuveiro na água fria durante o verão, não jogar nenhum papel fora sem usar os dois lados, usar retornáveis no lugar de descartáveis, pedir embalagem de papel no lugar do isopor ou plástico na padaria e cultivar plantas ou árvores no quintal para purificar o ar degradado. Se você tem carro, deve dar preferência a etanol no tanque e mesmo assim sempre ir de ônibus quando for possível. Na hora de construir podemos erguer casas ventiladas que dispensam tanto o uso do ventilador como do ar-condicionado. Além disso, devemos considerar que as atitudes tomadas como família, junto com os filhos, podem nos proporcionar momentos prazerosos de valorização da terra.
Viver com uma suficiência sustentável implica sempre em perguntar antes de comprar algo se realmente precisamos deste produto. Esta pergunta deve ser realizada na hora de elaborarmos a lista de compras antes de ir ao supermercado, à rua ou ao shopping. Por exemplo, 10 anos atrás ninguém sabia o que era um televisor de tela plana, ou slim. Quando estes aparelhos foram lançados milhares de TVs de tubo (a tradicional) ficaram encostados no país todo. Agora, as grandes corporações lançaram as TVs de LCD e LED, objetos de desejo de muitas pessoas. Por que? O fato é que compramos não porque precisamos (pois ainda podemos assistir programas e DVDs no televisor antigo), mas compramos porque ao entrar nas lojas os produtos estão na nossa frente, sendo apresentados como “ofertas imperdíveis”. Porém, o que realmente é imperdível é a natureza ao nosso redor, que nos sustenta com seus frutos, águas e ar, mas que está se perdendo por ser usada como lixão para televisores de tubo, tela plana e slim que não queremos mais.
Somos confrontados com esta problemática em toda escolha de compra que realizamos. Por que só usamos barbeador descartável? Não faz mais sentido sempre usar a mesma haste e jogar fora só a lâmina? Por que trocar o celular de 1GB que não quebrou e que ainda faz ligações por um de 2GB só porque tem uma oferta melhor? E quando quebra, não é melhor consertar do que jogar fora? O liquidificador está pifando, vai consertar ou comprar um novo? De onde vem a matéria prima para fazer o produto novo? Precisa de uma mesa de cozinha nova, vai ser de plástico ou de madeira reflorestada? O mesmo tipo de pergunta pode ser feita para tudo o que considerarmos “necessário” para a vida do nosso lar.
Atitudes demonstradas diante de prateleiras podem nos dar uma satisfação profunda e alegria para as crianças, pois sabem que estamos contribuindo para um futuro mundo mais seguro e limpo. Precisamos transformar a nossa maneira de enxergar as escolhas de consumo no lar, o que aos poucos fará com que o padrão de consumo se torne naturalmente mais harmonioso com a criação de Deus.

Reduza, reuse, recicle

Os princípios de consumo sensato e suficiência sustentável são resumidos por ambientalistas nos “três Rs”: Reduza, reuse, recicle. Ao seguir este lema torna-se possível cada lar reduzir a sua Pegada Ecológica. Este é um bom lema para ensinar aos filhos. No entanto, precisamos confessar que isso não é fácil, pois somos constantemente bombardeados por incentivos para consumirmos sempre mais. A propaganda milita em nossos sentimentos contra as escolhas sustentáveis que fazemos. Na família, tanto pais quanto filhos, sentem a pressão para comprar e se conformarem. Então precisamos de um quarto R: Recuse. Como o teólogo René Padilla nos adverte, o padrão de vida consumista, integral da nossa cultura familiar contemporânea, é fruto de desejos, ambições e cobiças desenfreados na sociedade humana. Porém Paulo nos adverte: “Não vos conformeis com este século” (Romanos 12.2). Para o crente de hoje isso implica, entre outras coisas, recusar a conformar-se ao padrão de consumo estabelecido na nossa cultura.

Vida plena

Para terminar quero sugerir que, além dos “três (ou quatro) Rs”, possamos pensar em “três Cs” para nortear o padrão de vida nos nossos lares e a educação que damos aos filhos:
Cuide do mundo criado por Deus. Cuide das futuras gerações, que herdarão de nós o mundo do jeito que o deixarmos. Assim seremos bons mordomos e faremos para os outros o que gostaríamos que eles fizessem a nós.
Crie plantas e árvores. Crie produtos artesanais e manufaturados em harmonia com o meio ambiente. Assim refletiremos o caráter do nosso Deus criador.
Celebre a vida plena que é possível em Jesus, que veio para que tenhamos vida em abundância. Assim não mais o nosso consumo será fonte da nossa alegria e suficiência, mas a nossa vida plena em Cristo.

Salmo 104 – Celebrando a Criação


Salmo 104 – Celebrando a Criação

Mark Greenwood, abril 2011


[Nota para o pregador: faça a introdução antes da leitura bíblica]

Introdução:

O tema do ano para a Convenção Batista Brasileira em 2011 é Vida Plena e Meio Ambiente. A primeira parte do tema nos lembra de quando Jesus declara em João 10.10, que ele Ele veio para que as ovelhas dele tenham vida, e vida abundante. A segunda parte do tema nos faz refletir sobre a nossa conexão com o mundo ao nosso redor, o ecossistema, a criação. Como um todo o tema é um convite para passarmos o ano refletindo sobre a qualidade da nossa vida: tanto em relação a Deus, quanto em relação ao meio ambiente, e para nós percebermos a conexão entre os dois.

Para entender este tema mais profundamente, hoje estamos refletindo sobre o Salmo 104, possivelmente o primeiro relato na bíblia sobre a criação – escrito até antes de Gênesis.[1] O que mais impressiona sobre este Salmo é exatamente a riqueza de vida que o salmista sente ao observar o mundo ao seu redor, e o louvor a Deus, como criador deste mundo, que isso estimula nele.

Vamos ouvir este cântico de louvor a Deus pela sua criação.
[Nota ao pregador: faça a leitura do Salmo 104 neste momento. Se puder, prepare anteriormente a leitura como um jogral, com quatro leitores alternando, e declamando o Salmo em tom de louvor. Divida o Salmo assim: vv. 1-4; 5-9; 10-15; 16-18; 19-23; 24-26; 27-30; 31-32; 33-35. A última divisão deve ser lida por todo mundo junto.]


Reflexão central:

Ao longo do Salmo todo podemos perceber três temas constantes:

1. A grandeza de Deus visto no universo criado,
2. A admiração e louvor que o salmista sente diante desta grandeza e beleza,
3. A interdependência entre o ser humano, os outros seres vivos, e o mundo no qual vivem.

[Nota ao pregador: peça aos ouvintes a destacarem versículos que ilustram estes três pontos]

Agora, o mundo naquela época era diferente do mundo hoje. Embora a gente pode observar muitas coisas que o Salmista observava – montes, árvores, pássaros, água, o mar - e junto com ele sentir a grandeza de Deus e a beleza da criação, para quem mora em algum centro urbano perdemos muito do nosso senso de dependência no mundo criado, no meio ambiente ao nosso redor. O versículo 15 deixa claro que o Salmista vivia em um lugar onde ele podia ver a uva crescendo, a azeitona no pé e o trigo no campo. São poucas pessoas hoje para quem estas coisas fazem parte do dia-a-dia – elas não fazem parte da vida na cidade, do ambiente cotidiano da maioria de nós. A vida no campo também é bem diferente daquela época; máquinas, meios de produção e transporte, e a tecnologia do lar transformaram a vida rural ao longo das últimas décadas. Os objetos do nosso dia-a-dia são bem diferentes. Vamos pensar em alguns, que com certeza o Salmista jamais podia conhecer... [nota ao pregador: peça para os ouvintes listarem objetos comuns no nosso dia-a-dia que o Salmista não podia conhecer]
Vamos pensar, agora, na procedência destes objetos... [nota ao pregador: peça aos ouvintes a falarem sobre de onde vem os objetos modernos – matéria prima, transporte, loja etc, se não surgir na conversa, explique que, mesmo que não pareça, cada um destes objetos, de fato, depende do mundo criado, o meio ambiente, para poder vir a existir, e que o processo de tornar o natural em sintético pode ser visto como um reflexo do caráter criativo de Deus no ser humano]

Aceitamos que não todo objeto manufaturado é bonito, e que nem todos são produzidos de uma maneira que respeite ao meio ambiente, não obstante, quando percebemos que os objetos manufaturados são resultado de uma sinergia entre a criação e a criatividade humana dada por Deus, é possível olharmos para os aspectos mais belos, menos poluentes do mundo manufaturado, criado pela humanidade, e sentir como o Salmista sentia:

Podemos enxergar a grandeza de Deus, a beleza do mundo ao nosso redor, e o fato de sermos tão dependentes da criação quanto o Salmista. O desfrutar plenamente da nossa vida física depende do meio ambiente, que em si é colocado ao nosso dispor pelo seu Criador.

Segue naturalmente percebermos que o desfrutar plenamente da nossa vida física depende da manutenção de meio ambiente saudável. Olhando o estado dos rios, das árvores, das minas [nota ao pregador: acrescentar coisas relevantes a discussão anterior] percebemos que não sempre o ser humano tem zelado pela saúde da criação, e isso tem inibido a possibilidade de desfrutarmos de uma Vida Plena no Meio Ambiente. No relato da criação em Gênesis 2.15, lemos que Deus colocou o ser humano no Seu jardim para cuidar dele, e olhado o mundo ao nosso redor, sentimos hoje uma urgência maior para gerenciarmos bem este mundo maravilhosos no qual Deus nos colocou.


Aplicação:

Cada um de nós tem um papel neste cuidar do mundo. Para quem trabalha e vive no campo isso implica desenvolver práticas saudáveis para o manejo da terra, da plantas e das árvores. Para todos, no campo ou na cidade, isso demanda que entendamos de onde vem o que consumimos, como foi produzido, e que então favoreçamos produtos que menos agridem o meio ambiente. Demanda que procuremos sempre maneiras menos poluentes para nos locomover, que tomemos cuidado com o nosso lixo, para separar o que é reciclável e encaminhá-lo a quem recicla, e que consumamos menos, para puder extrair menos minerais e produzir menos lixo. [Nota ao pregador: dê exemplos bem práticos, e possíveis, dentro do seu contexto – veja algumas sugestões no material para o Dia Batista de Ação Social]

Não importa se a pessoa vive na cidade ou no campo, hoje ainda é possível: sentir a grandeza de Deus no universo criado, admirar e louvar a Deus diante desta grandeza e beleza, e desfrutar da interdependência entre o ser humano e o mundo no qual ele vive. Cuidando nós bem do meio ambiente, da maneira que Deus espera de nós, vindouras gerações também poderão ter este privilégio.


[1]              TOOMBS, The Psalms em LAYMON The Interpreter’s one-volume Commentary on the Bible Nashville: Abingdon Press, 1971; p 290-291

AÇÃO SOCIAL E O EVANGELISMO


AÇÃO SOCIAL E O EVANGELISMO

Leitura bíblica

Lucas 17.11-19
Mateus 5.14-16
Gálatas 6.10

Introdução

Qual o relacionamento entre o Evangelismo e a Ação Social?

É comum medir o sucesso de um projeto social evangélico pelo número de pessoas que se converteram como resultado dessa ação social. Membros de igrejas até reclamam do desperdício de recursos quando a ação do ministério social não resulta nestas conversões.

Sem dúvida nenhuma, como vemos no ministério de Jesus, boas obras em favor dos outros podem estimular as pessoas a louvarem a Deus, e às vezes, como no caso do leproso samaritano, isso é evidenciada por um “voltar para Jesus”, “uma conversão”. Cristo chama os seus discípulos a serem sal e luz não somente para iluminar o mundo e salgar a sociedade, mas também para que “as pessoas veem as boas obras e glorifiquem ao Pai que está nos céus”.

Porém, embora este resultado seja muito desejado, ele não deve ser visto como a única meta da ação social da igreja. Nesta reflexão exploraremos alguns perigos em conceituar a Ação Social como uma mera ferramenta evangelística, e ao mesmo tempo descobriremos outros motivos bíblicos muito importantes e interessantes para desenvolver ações sociais com outras intenções, além a de levar as pessoas a Cristo.


Reflexão central

1. Perigos

O primeiro perigo em ver a Ação Social como uma ferramenta evangelística é que essa é uma atitude que pode parecer, e muitas vezes chega a ser, interesseira. Não é incomum ouvir a reclamação de que tal igreja só ajuda os pobres para fisgá-los, que de fato os crentes não estão pre-ocupados com as necessidades e sofrimentos do povo, mas só em agregar mais gente para as sua igreja. Infelizmente, conversas em algumas reuniões de planejamento de ministério social, das nossas igrejas, só serviriam para reforçar esta impressão.

Ao contrário disso, Jesus cuidava das pessoas até sabendo, na sua sabedoria divina, que não todos os auxiliados, curados ou libertados o seguiriam. Na nossa leitura bíblica só um dos leprosos teve a decência de agradecer, sem nem pensar em conversões! Jesus alimentou e curou milhares de pessoas, mas ao longo do seu ministério agregou apenas setenta e tantos seguidores fieis. Se a nossa motivação para praticar Ação Social for só evangelística então sofreremos muita frustração, mesmo se consigamos atingir o mesmo (baixo) índice de ‘sucesso’ que o nosso Senhor!

O segundo perigo de um programa de Ação Social que visa como alvo principal a conversão dos não-crentes, é que a igreja passa a não preocupar-se com os problemas sociais dos próprios irmãos. Quem não já ouviu a reclamação de que os recursos da igreja estão sendo usados para beneficiar os ‘incrédulos’, enquanto irmãos necessitados estão sendo esquecidos? Já presenciei este fato sendo usado como um argumento contra ação social. Pois é, uma ação social que não contempla as necessidades dos irmãos é fruto da visão de que Ação Social é uma ferramenta evangelística, pois os irmãos já são salvos, então não precisam mais ser fisgados.


2. Via positiva

Podemos observar, no entanto, que esse não é o padrão bíblico. Paulo exorta os crentes em Gálatas: “enquanto temos oportunidade, façamos bem a todos, mas principalmente aos domésticos da fé.” (6.10) Observem que Paulo não escreveu, “somente aos domésticos da fé”, então este versículo não pode ser utilizado para justificar uma ação social apenas para cuidar dos ‘fieis’. Ao mesmo tempo, esse versículo torna impossível uma ação social onde o evangelismo é a meta principal.

Esta questão fica mais clara ainda nos eventos relatados em Atos 6.1-7: É verdade que os apóstolos, particularmente, não queriam abandonar a pregação da palavra para cuidar da distribuição de comida (v2). Porém é igualmente verdade que ao ouvir as reclamações dos gregos (vv1-3) os apóstolos estavam reconhecendo que eles tinham errado em negligenciar as viúvas. Mesmo se não for responsabilidade específica deles, na visão dos apóstolos era INDISPENSÁVEL ter na igreja pessoas CONSAGRADAS para cuidar dos irmãos necessitados (vv3-6).  Na estrutura da igreja em Jerusalém, a ação social não era secundária ao evangelismo, os dois ministérios eram necessários e consagrados. É interessante ainda observar que o resultado da resolução deste problema social foi que a Palavra de Deus continuava a crescer, e multiplicava-se o número de discípulos (v7)! Isso demonstra que uma ação social íntegra, não interesseira, na vida de uma igreja, pode atrair pessoas ao Senhor.

3. O ser humano é feito na imagem de Deus

Quando refletirmos sobre o fato de o ser humano ser criado na imagem de Deus (mulheres e homens – Gen 1.27) percebemos que existem muitos motivos, independentes da questão do evangelismo, para praticarmos ações e justiça sociais.

Primeiro, pensando sobre o caráter do Deus na imagem do qual fomos criados, e a quem nós servirmos na igreja, podemos observar em muitas passagens que o amor e justiça fazem parte do caráter de Deus. Por exemplo: 1 João 4:8; Êxodo 22.21-27; 23.6-10; Levítico 19:9-16, 34; 25:1-55; Deuteronômio 10.12-20; 14.28-15.18; 24.14-18 [Nota ao pregador: selecione anteriormente quais destas passagens lerá durante a pregação].

Acredito que nenhum irmão presente necessita ser lembrado dos preceitos bíblicos para nós refletirmos o caráter de Deus no nosso viver e conviver com os outros. Mas esta questão vem da raiz da criação do ser humano: Podemos afirmar que, para ser fiel à imagem de Deus na qual fomos criados, devemos refletir, entre outras coisas, o seu caráter de amor e justiça.  Esta verdade é refletida em Jeremias 22.13-16, 31.34 e 1 João 3.16-18, 4.8.

Por conseguinte, as nossas vidas e igrejas devem demonstrar amor prático e pelejar pela justiça.

Segundo, se todo ser humano é feito na imagem de Deus, então é inadmissível que não façamos algo para que esta imagem não continue manchada por sofrimento e injustiça. Quando Jesus curou uma mulher no sábado, ele deixou bem claro aos que reprovaram as suas ações, que livrar um ser humano sofrido levava precedência sobre o observar das leis religiosas sobre o sábado (Lucas 13.15-17). Nesse caso, a lei que o próprio Deus estabeleceu sobre descansar é secundária à necessidade de aliviar sofrimento humano.

A existência de sofrimento e injustiça na sociedade humana é tão revoltante para Deus que O levou a pronunciar, através dos profetas, a rejeição dos louvores do seu povo (Isaías 58, Amos 5.21-24).

Meditando profundamente nas palavras de Isaias 58 chego à conclusão que, enquanto existirem igrejas e crentes que não se engajam na luta para a justiça de Deus nas relações sociais humanas, construindo comunidades saudáveis, nós compartilharemos uma parcela da culpa pelas vidas que morrem vítimas da fome, da corrupção, da violência, da ignorância, do preconceito, da doença e do pecado social. Corremos o risco de Deus rejeitar os nossos louvores, não importa a qualidade do grupo de louvor ou da coreografia.
4. Olhando pelo outro lado

Uma perspectiva diferente sobre o relacionamento entre Evangelismo e Ação Social vem quando percebemos que evangelizar pode também ser um ato de Ação Social. Isso é porque uma vida transformada em Cristo pelo perdão dos pecados, e pela ação re-criativa do Espírito Santo, pode ter um impacto social tremendo, só pela mudança efetuada na pessoa e na sua comunidade. Vemos isso na vida de Zaqueu (Lucas 19.1-10). A sua conversão o levou a restituir o que tinha roubado (justiça) e a doar metade dos seus bens aos pobres (amor). Quando tais pessoas levam a ética do Reino de Deus para dentro da sua profissão e para a sua prática de cidadania, o efeito na comunidade é multiplicado ainda mais.

Vemos o impacto social da transformação efetuado pelo Espírito Santo na vida do convertido em Gálatas 5.13-25. Vemos esse potencial de transformação social ao compararmos as características pessoais que Paulo considera inapropriadas para aqueles que pertencem a Cristo, com o caráter que ele considera o fruto de viver pelo Espírito Santo. O comentarista MacGorman divide as “obras da carne” (19-21) em três categorias: Sexo, Culto e Relacionamentos Sociais; observando que uma vida regida pelos desejos da carne traz desgraça para a vida familiar, a vida espiritual e os relacionamentos sociais. Muitos de nós, hoje, podemos testemunhar pessoalmente a esta trágica verdade; testemunhas, e vítimas (ou às vezes culpados) como somos, da destruição efetuada por bebedeiras, violência e outros males nas nossas comunidades.

Por outro lado, as qualidades positivas que Paulo denomina “Fruto do Espírito” (22-23) são tão benéficas para a sociedade, que não existe lei contra elas. Por isso que vale a pena estar constantemente alerto e preparado para o conflito entre os desejos da carne e do Espírito que existe em nós (17). Assim poderemos viver o Fruto do Espírito em famílias e comunidades de amor e justiça.

Conclusão

Através desta reflexão podemos chegar à conclusão que não existe entre o evangelismo e a ação social uma questão de relativa importância no trabalho da igreja ou na vida humana.  Os dois respondem ao mandamento de amar e procurar o bem do outro. São ministérios separados, interligados por fazerem parte da missão da igreja dada por Deus.

Evangelismo diz respeito ao resgate do indivíduo do pecado e da sua transformação. Ação social diz respeito ao resgate e transformação da sociedade dos efeitos do pecado.

As duas ações são requeridas pelo Senhor Jesus dos seus discípulos. Nisso, o discipulado (ministério que segue naturalmente um evangelismo bem sucedido) deve incluir preparação dos seguidores de Jesus para se engajarem nestes resgates e transformações sociais. Cada um de nós precisa aprender a perguntar-se “Eu estou refletindo as características de Deus, de justiça e amor, nas minas atitudes e ações?”

Ao mesmo tempo em que boas ações de compaixão e justiça podem trazer pessoas ao Senhor, não fazer Ação Social pode ser considerado um ato anti-evangelístico, pois muitos são afastados do evangelho quando não percebem o amor de Cristo na ação dos crentes. O perigo é que deixemos muitas pessoas morrer sem Cristo, pois estas podem olhar para a igreja, procurando o amor de Deus que tanto declaramos, e não encontrá-lo.

Necessitamos nas nossas igrejas tanto um evangelismo quanto uma ação social bem desenvolvidos. Assim, não só almejamos tirar o indivíduo do pecado, mas ainda mais, tirar o pecado (e os seus efeitos) do indivíduo e da sociedade.

Mark E. Greenwood
Abril 2008

JUSTIÇA SOCIAL NOS SALMOS


JUSTIÇA SOCIAL NOS SALMOS

Leitura bíblica (texto usado: Nova Tradução na Linguagem de Hoje)

Salmo 10. 17 e 18:
SENHOR Deus, tu ouvirás as orações dos que são perseguidos e lhes darás coragem. Tu ouvirás os gritos dos oprimidos e dos necessitados e julgarás a favor deles para que seres humanos, que são mortais, nunca mais espalhem o terror.

Salmo 72.1-4:
Ó Deus, ensina o rei a julgar de acordo com a tua justiça! Dá-lhe a tua justiça para que governe o teu povo com honestidade e trate com justiça os explorados. Que haja prosperidade no país, pois o povo faz o que é direito! Que o rei julgue os pobres honestamente! Que ele ajude os necessitados e derrote os que exploram o povo!

Salmo 41.1:
Felizes são aqueles que ajudam os pobres, pois o SENHOR Deus os ajudará quando estiverem em dificuldades!


Momento de interação

Notas para o pregador:

Explicar aos ouvintes que nesta reflexão descobriremos o quanto o povo de Deus na bíblia cantava sobre justiça social, e o que isso implica para a igreja hoje.

Destaque o fato de que o texto para a reflexão incluiu citações de três salmos, e que cada um fala claramente sobre questões sociais. Explicar que os salmos formaram o hinário, ou arquivo multimídia, dos cânticos de louvor dos judeus.

Pedir, agora, que pessoas citam louvores que cantamos na igreja hoje que falam sobre justiça social. Dê um tempinho para eles pensarem e falarem, encorajando se for difícil. Provavelmente a lista vai ser pequena.

O poder espiritual da música

Apesar de talvez não parecer, uma das áreas da vida da igreja onde mais aprendemos e absorvemos conceitos sobre Deus, e a vida cristã, é nos cânticos de louvor. Pense quantas vezes durante a semana passada você cantou algum hino ou cântico, e depois conte as vezes que citou a pregação de domingo passado. Provavelmente os cânticos ganham. Até muitos pastores usam as palavras de cânticos, conscientemente ou inconscientemente, para reforçar as suas pregações. Aquilo que cantamos e as músicas que escutamos tendem a enraizar-se nas nossas mentes, nas emoções e nas nossas almas. Os seus conceitos dão direção às nossas emoções e decisões. Uma música, durante anos não ouvida, pode trazer à memória alegrias, tristezas e lições aprendidas muito mais cedo na vida.

Isso pode ser uma coisa muita positiva na vida da igreja. Em Colossenses 3.16, o apóstolo Paulo vincula a instrução mútua dos crentes ao canto de salmos hinos e canções sagradas.  Por isso é bastante importante nós prestarmos atenção àquilo que cantamos, e àquilo que como consequência estamos aprendendo sobre Deus e a vida cristã. A letra e a melodia podem nos fazer sentir bem – mas elas refletem verdades bíblicas?




Reflexão central


Tendo esta pergunta em vista, gostaríamos de afirmar que não tem melhor lugar para nós procurarmos aquilo que devemos estar cantando, e os temas que devem estar nos nossos louvores, de que o hinário bíblico, os Salmos. E é especificamente diante do tema de justiça social que encontramos uma surpreendente dissonância entre os cânticos bíblicos e os louvores das nossas igrejas hoje no Brasil. Simplesmente, não cantamos quase nada sobre justiça, pobreza, pecado social coletivo, opressão, ou a necessidade de socorrer os excluídos. Enquanto os Salmos são encharcados destes temas.

Em uma das oficinas do Congresso de Ação Social da Convenção das Igrejas Batistas Unidas do Ceará (CIBUC), em 2008, estudamos esta questão. Os participantes foram divididos em cinco grupos, para cada um pesquisar, durante quinze minutos, blocos de trinta Salmos, assim cobrindo o livro todo. A pesquisa foi simples: procurar Salmos que contêm os temas, pobreza, justiça ou injustiça social, fome e outras questões relacionadas à vontade de Deus para a sociedade humana. Nestes poucos minutos os grupos encontraram 45 cinco Salmos dos 150. Conclusão: pelo menos 30% (praticamente um terço) dos cânticos que o povo da Bíblia, isso é, Jesus e os seus compatriotas, cantava na sinagoga, abordavam questões sociais. Justiça social e cuidados para com os pobres foram temas constantes nos louvores de Jesus. No hinário batista mais novo, o Hinário para o Culto Cristão, encontram-se SEIS hinos e SETE leituras bíblicas sob o tema Responsabilidade Social, no índice de seiscentas e treze itens: 2 e pouco por cento. Essa é a dissonância a que eu me refiro.

A igreja do Novo Testamento demonstrou uma profunda preocupação com questões sociais. Mesmo com os relatos das ações sociais desta igreja disponíveis permanentemente para podermos ler, muitas das nossas igrejas nem sonham em preocupar-se com questões sociais. Uma das razões pode ser as músicas que estamos cantando.

[Nota para o pregador: Se na tua igreja tiver mais costume de pregações interativas, no lugar de relatar a experiência acima citada, faça o mesmo exercício com os ouvintes, para eles mesmos fazerem a descoberta de quantos Salmos tratam destes temas. Terá que reduzir o tempo dado para a pesquisa a cinco ou dez minutos, para caber dentro do contexto de culto]

Vamos examinar isso com mais detalhes:

Salmo 41:1 é uma exortação explícita para “ajudar os pobres” (BLH).  Muitos outros Salmos declaram Deus (ex: 9.9; 10.17-18) ou o rei (ex: 72.1-4) defensores dos pobres e mantenedores da justiça social.

Poderia talvez argumentar-se que, ao clamar e orar constantemente ao Senhor por misericórdia no meio de tanta injustiça (ex: 34.6; 71; 120; 121), os Salmos indicam que devemos olhar para Deus, e não aos seres humanos, para corrigir os maus sociais. Por outro lado, poderíamos igualmente argumentar que, como imitadores de Cristo (1 Cor 11.1), chamados a vivermos os valores do Reino de Deus, crentes devem seguir o exemplo de Deus e do seu Rei em: julgar honestamente os aflitos do povo, salvar os filho dos necessitados, e esmagar o opressor. (Salmo 72:4)

Ainda que concluamos que os Salmos realmente ensinam que devemos olhar somente a Deus para Ele restaurar a justiça, ainda fica claro que o povo de Deus deve estar cantando sobre pobreza e injustiça, ansiosamente desejando uma sociedade livre da opressão.
Aplicação

O teólogo Americano, Tel, referindo-se aos louvores no contexto estadunidense, reclama de um “cardápio desnutrido” de cânticos, e pergunta, “Em limitarmos os cânticos da comunidade àqueles que cantam de alegria, será que nós estamos, de fato, tentando distanciar a realidade dos problemas do mundo de nós?”. É uma pergunta que poderíamos colocar ao nosso povo evangélico, acrescentando uma preocupação de que o foco em rogar constantes bênçãos pessoais sobre “a minha vida” nos faz esquecer que nós fomos chamados por Cristo para abençoar e cuidar dos outros, não para sermos egoístas. (Provavelmente, se analisarmos o nosso ‘cardápio desnutrido’ procurando músicas sobre evangelismo, ele estaria em falta nesta área também.)

Precisamos primeiro, então, resgatar e cantar os cânticos belos dos nossos hinários, cantores, e artistas evangélicos, que celebram os temas de justiça, pobreza, o cuidar do outro, e o levantar a voz em favor dos oprimidos.  Precisamos cantar e perguntar-nos “Que Estou Fazendo Se Sou Cristão?” (Hinário Para o Culto Cristão, Nº 552)

[Nota para o pregador: No kit da CBB para este mês de Ação Social encontram-se sugestões de outras músicas apropriadas. Neste momento da pregação podem ser citadas letras boas, que devem ser pesquisadas antes da pregação. Pode também combinar com o grupo de louvor para cantar algo logo após a mensagem. Sugestões “Meus dias, teus dias” Armando Filho; “Justiça Social” ou “Para Cima Brasil”, ambos por João Alexandre]

Mas, em segundo lugar, já que não existem muitas destas músicas, e logo esgotaremos o repertório, vamos compor mais! Os músicos competentes das nossas igrejas podem ser encorajados a fazer isso. Quem sabe, novos compositores e compositoras se revelarão. Qualquer dificuldade em encontrar poetas pode ser superada utilizando as letras prontas dos Salmos!

Resumo final

Não devemos esquecer a razão para que fazer isso: porque a música é capaz de nos ensinar verdades sobre a vida cristã.

Uma das verdades da vida Cristã é que Deus chama o seu povo para cuidar dos excluídos e oprimidos da sociedade.

Usando as palavras que Paulo escreveu a Tito (3.14)

“... quanto aos nossos, que aprendam também a distinguir-se nas boas obras a favor dos necessitados, para não se tornarem infrutíferos”


Mark E Greenwood
Abril 2009

aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que jorre para a vida eterna.
João 4:14

E quem tem sede, venha; e quem quiser, tome de graça da água da vida.
Apocalipse 22:17
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