PERSONAGENS:
Lino
Pai
Anjo
Mr. Web
Demônio
Cenário: Quarto de Lino.
(Lino está ao computador, todo concentrado).
(Entra em cena um personagem todo vestido de negro, ele representa o demônio).
Demônio: (Para a platéia) O chefe me incumbiu de uma tarefa toda especial: Destruir a vida daquele rapaz ali. (Sarcástico) Tadinho dele! Quem poderá livrá-lo de minhas mãos?
(Entra o anjo).
Anjo: Vai com calma, demônio! Esta vida não te pertence.
Demônio: (Em tom de cochicho) Tava bom!
Anjo: O que está fazendo aqui?
Demônio: Eu é que pergunto!
Anjo: Você não tem autoridade para entrar na casa de um servo do Senhor.
Demônio: Você cochilou!
Anjo: Assim diz o Senhor: “Aquele que te guarda não dormitará. Certamente não dormitará nem dormirá o guarda de Israel.” Eu estou encarregado de guardar esta vida. E você não vai tocar em um fio de cabelo dele.
Demônio: (Vago) Se ele me convida para entrar...
Anjo: Sim, existem brechas.
Demônio: Não adianta, a brecha pode ser minúscula, mas, se ela existir eu entro e destruo tudo. Como um castelo de cartas: Cabum! Desmorona tudo.
Anjo: (Mostrando desapontamento) Este jovem poderia muito bem ganhar a cidade inteira para Cristo.
Demônio: Ainda ele vem com aquele papo de que vai pisar na minha cabeça. Eu dou boas gargalhadas.
Anjo: E quanta tristeza ele tem causado ao Espírito Santo. (Pequena pausa) Canta no coral...
Demônio: E debaixo do chuveiro Gun’s and Roses. Há! Há! Há!
Anjo: É dizimista...
Demônio: Só dá o dízimo porque o pai dele não sai do pé. Ele já está quase desistindo. Aí eu esculhambo com o emprego dele.
Anjo: Leciona na E.B.D.
Demônio: Ele não passa de um fariseu, um escriba. Façam o que ele manda, mas não façam o que ele faz.
Anjo: O Senhor tem um plano na vida dele. E ai dele se não cumprir!
Demônio: Mas eu vou deixar isso bem caro. Você viu, eu tenho acorrentado ele a pornografia. E isto tem se transformado num câncer na vida dele.
Anjo: Ele queimou todas as revistas de pornografia ontem mesmo!
Demônio: Mas ele poupou as revistas de piadas, ele reteve algo para nós. Além do mais, amanhã mesmo ele entra numa banca. Os olhos dele vão parar numa de nossas revistas e se sentirá na obrigação de nos patrocinar na destruição do mundo.
Anjo: É! Ele tem sido tão ingênuo. Pensa que Deus vai fazer tudo por ele. E que ele não precisará mover uma palha.
Demônio: (Irônico) Folhea uma revista pensando que Deus vai agir paralisando o braço dele, para que não continue. Eu tenho trabalhado com bastante criatividade na mente dele. Ele deixa brecha e eu faço a festa. (Observando Lino) E olhe o perigo! (Em tom de cochicho) Ele está na internet.
Anjo: Sabendo usar, a internet é uma benção.
Demônio: Eu sempre tenho dado uma dica pra ele.
(Ambos vão para a frente do computador, ficando um a direita e outro a esquerda de Lino).
Demônio: Em que página ele está navegando?
Anjo: Notícias. É saudável um cristão estar bem informado.
Demônio: Mas veja só a cilada que eu preparei para ele. (Para Lino) Hei, Lino! Clique ali na barra de rolagem.
Anjo: O que está pretendendo fazer?
Lino: Tá monótona esta página! Será que tem alguma coisa boa aqui em baixo?
Demônio: Isso, rapaz!
Anjo: Eu acho que já sei o que está tentando fazer. (Para Lino) Lino, não faça isso! Seria melhor orar um pouco. Meditar na Palavra de Deus.
Lino: (Pensativo) Não orei hoje, meu Deus! Que cabeça!
Demônio: Daqui a pouquinho você ora. (Estoura numa gargalhada) Há! Há! Há! (Para o anjo) Tá vendo aquele menuzinho ali? Há um link para sexo. Aposto que ele clica. Afinal, este é o assunto mais procurado na internet.
Anjo: Suponho que ele nem tenha enxergado.
Demônio: As letras parecem do mesmo tamanho. Não há nenhum destaque. Mas o olho dele sempre encontra esta palavra.
Lino: (Perplexo) Hoje não! Eu não posso clicar. Eu fiz um voto com o Senhor.
Anjo: Ele está se esforçando. Tá certo que ele luta sozinho, aí fica difícil vencer. Nós queremos ajudá-lo, mas nem orar ele ora!
Demônio: Eu adoro ele!
Lino: Deve ser uma página de orientação sexual. Talvez algum alerta sobre doenças sexualmente transmissíveis? Deve ser isso!
Demônio: (Para o anjo) Viu só! Eu nem preciso soprar mais nada no ouvido dele.
Anjo: (Para Lino) Não seja néscio! O conteúdo é de pornografia. Pare tudo!
Lino: É, eu acho que é de pornografia, mas...
Demônio: Se for de pornografia você fecha.
Lino: Se for de pornografia eu fecho. Hoje eu estou em condições de lutar. Eu ainda vou sair fortalecido.
Anjo: Bobagem! Pare tudo!
SONOPLASTIA: Sirene
Anjo: Você não está em condições de continuar! Basta! Pare!
Demônio: Não pare! Você pode ir mais só um pouquinho. Só um cliquezinho não tira pedaço de ninguém. Vamos lá!
Lino: (Fechando os olhos) Dai-me forças, Senhor!
Demônio: Vai! Vai! Vai! Clicou!
(Neste momento entra o Mr. Web que ficará ao fundo. Ele segurará cartazes com indicações dos sites que estão sendo visitados por Lino. Aqui vão algumas sugestões, mas a produção poderá bolar nomes ainda mais significativos:
http://www.atraindomaldição.com.br/;
http://www.pornografiaépecado.com.br/;
http://www.nãoqueroterumnamorosaudável.org.br/ ;
www.traiçãoentrandoemminhavida.psi.br;
www.meafogandoenãopeçosocorro.com.br;
www.odiaboestánestesite.com;
www.seeuacessarestoupecando.net;
http://www.impurezasnaminhavida.ind.br/;
www.sujeira.org.br .
Seria interessante que esses nomes fossem lido ao público ao final da peça).
Anjo: (Suplicando) Fecha esta página. Se você quiser existem sites cristãos com materiais interessantes sobre conduta sexual. Ainda outros que alertam do perigo da pornografia.
Lino: (Arrependido) O que eu estou fazendo? Vou sair! Eu não quero isso. As revistas já queimei. Agora quero me libertar destes sites.
Demônio: Não! Espere! Veja, há algo escrito ali.
Anjo: Lino, leia é uma advertência.
Demônio: Acho que ele nunca chegou a ler.
Anjo: O conteúdo que você entrará depois desta página é de pornografia. Pornografia te deixa imundo. Não avance mais do que isso. Você está entristecendo o Senhor.
Demônio: Você já chegou até aqui. Já teve a intenção de pecar, agora...
Anjo: Não de ouvidos a ele. Sim, você já cometeu pecado. Mas não é porque alguém que está com respingos de barro, que tem mergulhar na lama. Desligue o computador. Vá orar! É melhor.
Demônio: Você está curioso. Esta página é nova, você nunca visitou. Você quer isso. Clique em entrar.
Lino: Só uma olhadinha talvez não seja tão imundo assim.
Anjo: Olha!
Lino: Vai ser a última vez.
Demônio: (Para o anjo) Ele sempre diz isso.
Lino: Cliquei!
Anjo: Lino, lamento! O ambiente está ficando pesado demais. Não posso permanecer aqui nestas condições. Mas você estará debaixo de minhas vistas. Mesmo em meio a tua rebeldia eu estarei te protegendo.
(Anjo sai de cena).
Demônio: Eu venci! Este já é meu. (Chamando alguém fora de cena) Morte baixe aqui. Lino está te fazendo um convite.
(Morte entra em cena).
SONOPLASTIA: Musica tema do filme Halloween.
Lino: (Como que sentindo um arrepio) Como ficou frio aqui de repente!
Morte: (A voz lembra a de criaturas monstruosas do cinema) Alguém me chamou?
Demônio: Nosso amigo aqui está acessando aquele site projetado no inferno. Ele está fazendo download de morte para sua vida e nem se dá conta. Está abrindo um canal direto com o inferno.
Morte: E qual é o meu serviço?
Demônio: (Ambíguo) Mate!
(Morte prepara-se para dar um golpe fatal).
Demônio: (Impedindo-o) Espere! Não podemos.
Morte: (Mostrando desapontamento) Ah!
Demônio: Mas o que nos é permitido, faça. Mate! Mate todos os sonhos! Mate a vontade de orar!
Morte: Ele está semeando imoralidade.
Demônio: E vai colher os frutos. Pornografia é uma arma poderosa nas minhas mãos. Hoje ajo na vida sentimental dele. Amanhã no matrimônio. E no futuro na vida dos filhos dele.
Morte: Vamos bagunçar a vida deste cabra!
Demônio: Ele não terá sossego. Mesmo depois de casado a pornografia estará na vida dele. E veja só o que eu sou capaz de fazer!
(Demônio cochicha algo no ouvido de Lino).
Lino: (Pensativo) Que mal tem acessar este conteúdo? Não estou fazendo mal a ninguém! Acho que isso nem pecado não é!
Demônio: Viu só? Está fácil! Eu faço ele acreditar no que eu quiser.
Morte: Este já é nosso!
Demônio: Prepare para ele uma suíte na nossa mansão. (Caindo na gargalhada) Há! Há! Há!
Morte: Com todo prazer!
(Morte sai de cena).
SONOPLASTIA: Batida na porta.
Pai: (De fora) Lino, o jantar está pronto!
Lino: (Levando um susto) Meu pai! E agora? Ele vai entrar aqui. Meu Deus, quanta janela!
Demônio: Fui eu que abri!
Lino: Eu vou fechar todas.
Demônio: Quanto mais janelas você fecha, mais janelas se abrem. Nós pensamos em tudo, hein!
Pai: Lino, não ouviu?
Lino: Já vou, pai!
Demônio: Que tal mais uma olhadinha!
Pai: Garanto que está na internet!
Lino: (Para si mesmo) Se eu demorar, ele vai desconfiar. Fecho todas as janelas e saio. Se ele ameaçar entrar eu puxo da tomada.
(Entra o pai).
Pai: Mas que demora!
Lino: (Apavorado, até derruba algo da mão, poderá ser um CD ROM) Pai?!
Pai: Desça logo, mamãe está te esperando.
Lino: (Sem se mexer) Já vou!
Pai: Agora!
Lino: Tá bom!
(Lino avança até a saída).
Lino: (Percebendo a intenção do pai) O senhor não vem?
Pai: Comi um sanduíche que não me caiu muito bem. Não posso nem sentir o cheiro de comida. Tomei um antiácido. Janto depois.
Lino: E o senhor está pretendendo ficar?
Demônio: Fica, vai!
Pai: Sim, eu desço daqui a pouco. (Olhando para o computador. Demonstra interesse).
Demônio: Mais um que vai cair na minha armadilha. Primeiro o filho, depois o pai.
Lino: E o que vai fazer?
Pai: (Desconfiado) Você está escondendo algo! Eu te conheço!
Demônio: Veja na cara dele.
Lino: (Evasivo) Nada! (Noutro tom) Vai navegar?
Pai: Talvez ver os meus e-mails.
Lino: E porque não no teu PC?
Pai: Olha! Você está escondendo algo. O que é?
Demônio: Quando nós ficarmos sozinhos eu te mostro.
Lino: Não estou escondendo nada. Mas que droga!
(Lino sai de cena).
Pai: (Desconfiado) O Lino está escondendo algo!
Demônio: E você vai descobrir. (Mostrando-lhe a cadeira) Por favor, sente-se aqui!
(Pai senta-se ao computador).
(Mr. Web agora segura nas mãos cartazes com endereços da web reais:
http://www.elnet.com.br/
http://www.teatrocristao.pop.com.br/
http://www.elosdejesus.com.br/
http://www.lagoinha.com/
www.chamada.com.br).
Pai: Vamos ver! (Digitando)
Demônio: (Mostrando desapontamento) Lá vem ele com sites gospel.
Pai: Vamos abrir mais uma janelinha! (Pequena pausa) Mais uma
(Demônio cruza os braços e faz cara de desaprovo).
(Mr. Web baixa seus cartazes).
Pai: Como é mesmo o nome daquele site? “W” “w” “w” poontoooo... a? (Fixando os olhos na tela) Meu Deus! Olha só o site que meu filho acessou! “O diabo está neste site.com.br”. E outros aqui. (Forçando os olhos para enxergar melhor) Como é mesmo o nome? Traição entrando... traição entrando na minha vida.org.br; cobiça dos olhos.net. Estou me sujando.psi.br; impurezas.com. Misericórdia! Meu filho está navegando em sites de pornografia.
Demônio: Que tal você também dar uma olhadinha! Só para ter certeza.
Pai: (Como se ouvisse) Eu odeio a obra do Demônio. Eu não aceito nada que seja dele. E não quero entristecer o Espírito Santo que está comigo.
Demônio: Que raiva!
(Entra o anjo).
Anjo: Você pensou que seria tão fácil assim.
Demônio: Você de novo!
Anjo: O que você acha deste guerreiro?
Demônio: Com este eu nunca posso nada. Tento, tento e... Ora todos os dias para se livrar de minhas ciladas. Um cristão destes é difícil de se combater.
Anjo: Ele associa leitura da Bíblia com oração. Esta combinação quando é acrescida com jejum, não tem espírito maligno que agüente.
(Entra Lino).
Lino: Pai, o que você está fazendo?
Demônio: (Para o anjo) Irra! É agora que o circo pega fogo! E eu estou aqui para conferir.
Anjo: Você é que pensa!
Pai: Lino, precisamos ter uma conversa.
Lino: Xi! Descobriu!
Demônio: (Sarcástico) Descobriu mesmo!
Pai: Descobri o que?
Lino: Não sei! Nem sei porque disse isso!
Pai: Filho... bom... Eu vou ser direto: A quanto tempo você acessa páginas pornográficas?
Demônio: Mente pra ele! Ele não tem como descobrir, mesmo.
Anjo: A verdade sempre é o melhor caminho.
Lino: Quem falou?
Demônio: (Para o anjo) Viu? Ele vai se safar desta!
Pai: Não seja cínico! Está tudo registrado no teu computador.
Lino: (Baixando a cabeça) Foi só por curiosidade. E foi só hoje.
Demônio: (Para o anjo) Viu? Ele mente direitinho.
Anjo: É uma pena! Mas o pai vai saber conduzir a situação. Ele é um cristão maduro.
Pai: Não mente pra mim. Eu sei quando você está mentindo. Eu quero te ajudar.Você sabia que o que você faz é errado?
Lino: Por que errado? Não estou matando. Não estou roubando. Nem estou fazendo mal a ninguém.
Demônio: Boa resposta.
Anjo: Fracos os argumentos.
Pai: Aí é que você se engana, você está fazendo mal a si mesmo.
Lino: Não estou traindo ninguém!
Pai: Está sim! O Espírito Santo.
Demônio: (Para Lino) Você não tem namorada. Se você tivesse, seria ela quem você estaria traindo.
Lino: Eu não tenho namorada. Se eu tivesse, seria ela quem eu estaria traindo.
Pai: Mas você está impedindo Deus de lhe mostrar a tua Rebeca. Além do mais, um pecado gera outro. Atiçando teus hormônios o que você fará para acalma-los: masturbação? Ou ainda coisas piores? Sem falar que você mesmo estará atraindo um futuro relacionamento sem a benção de Deus.
Lino: Ta bom, pai! Mas...
Pai: Se eu te disser que o olhos de Jesus acompanham cada passo teu, você não se sentiria constrangido pela maneira como agiu.
Lino: Eu não tinha pensado nisso antes.
Pai: A pornografia é parenta da prostituição.
Lino: É?
Pai: Acessando estas páginas você está sendo conivente com a prostituição. Você já deve ter lido na Bíblia o tratamento que o Senhor dá a ela.
Lino: É! Até os pecados de Israel muitas vezes eram considerados como atos de prostituição.
Pai: (Digitando algo no computador) Vamos encontrar um Bíblia on line.Você já leu Provérbios 7?
(Mr. Web levanta outro cartaz:
http://www.sbb.org.br/).
Demônio: Xi! Material bélico pesado!
Anjo: Agora você vai se calar! A Palavra vai ser lida.
(A partir deste momento o demônio não terá mais fala audível. Ele mostra a seu desaprovo através de mímica durante todo o decorrer da leitura do Texto Sagrado).
Lino: Não tenho certeza.
Pai: (Apontando para o computador) Veja: “Da janela da mina casa olhei por minhas grades. Vi entre os simples, descobri entre os jovens, um falto de juízo.” Este poderia muito bem se chamar Lino. (Prosseguindo a leitura) “Ele passava pela rua junto à esquina da mulher, e seguia o caminho de sua casa,” Aqui eu dou o nome da mulher de “senhora Pornografia”. (Prosseguindo a leitura) “À tarde do dia, no crepúsculo, na escuridão e trevas da noite. Então uma mulher (senhora Pornografia) lhe saiu ao encontro, com vestes de prostituta, e astuta de coração. É turbulenta e contenciosa, os seus pés não param em casa; ora está nas ruas, ora está nas praças, espreitando por todos os cantos. Aproximou-se dele (de Lino) e o beijou, e de cara impudente lhe disse: Sacrifícios pacíficos tenho comigo; hoje eu paguei os meus votos. Por isso sai ao teu encontro a buscar-te...” Viu? Não foi você que a encontrou, mas ela já te procurava.
Lino: Meu Deus, que arrepio que me deu!
Pai: (Prosseguindo a leitura) “... e te achei. Já cobri a minha cama de cobertas, de colchas de linho fino do Egito.” Por isso que você se encanta, parece belo e sedutor. “Já perfumei o meu leito com mirra, aloés e canela.” Olha só a sedução! “Vem, saciemo-nos de amores até pela manhã; alegremo-nos com amores. Meu marido não está em casa; foi fazer uma jornada ao longe”. Aqui diz mais: “Seduziu-o com palavras persuasivas; com lisonja de seus lábios o persuadiu. Ele imediatamente a seguiu...”
Lino: O pior é que está caindo como uma luva.
Pai: “Ele imediatamente a seguiu, como o boi que vai para o matadouro, e como o cervo que corre para a rede, até que uma flecha lhe atravesse o fígado, como a ave que se apressa para o laço, e não sabe que está ali contra a sua vida.” E mais aqui para frente diz: “Não se desvie o teu coração para os caminhos dela, nem andes perdido pelas suas veredas. Muitas são as vítimas que ela derrubou; são muitos os que por ela foram mortos. Caminho de sepultura é a sua casa, o qual desce às câmaras da morte.”
Lino: Como eu fui tolo!
Pai: Ainda está em tempo de se concertar.
Anjo: Demônio, acho que você vai ter que rever quem é que saiu vitorioso desta batalha.
Demônio: (Voltando a ter fala) O chefe vai ficar furioso. Mais uma derrota. Eu não agüento mais!
(Demônio sai de cena).
Lino: Pai, você ora por mim. Eu não quero mais isso. Agora tenho certeza que isso é pecado. Que pornografia vem do Diabo. E que isso vai me levar para as câmaras da morte. Será que Deus me perdoará?
Pai: É claro! Vamos então fazer uma oração!
(Os dois se ajoelham).
(Cortina).
Fim
DICA: Antes do início da peça alguém deve ser encarregado de explicar a platéia as ações que o Mr. Web irá desenvolver no desenrolar do enredo. Também deve-se ressaltar que os endereços da web representados nas placas são fictícios. Os nomes dos sites não indicam ser de pornografia, eles são somente simbólicos. Com isso dará para se ressaltar que embora o internauta esteja navegando virtualmente, ele estará atraindo para si um pecado real.
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18 de fevereiro de 2010
26 de janeiro de 2010
EU NÃO SOU CACHORRO NÃO
PERSONAGENS:
José Eu Acho
João Vivo
Toinha Impressionada
Maria Vai Com As Outras
Este drama é uma pantomima, portanto os atores devem exagerar nos gestos e nas expressões faciais, provocando o riso da platéia. Este drama é ideal para ser apresentado em colégios religiosos, onde os alunos convivem com a religião mas nem sempre conhecem realmente a Deus.
Narração - Apresentação
Ei, vem vindo ai um grupo de quatro pessoas que estão perdidos. (Os atores vão entrando um por um, e o narrador apresentando-os). Eles nem sabem onde estão. Vamos prestar atenção para ver se eles se acham. (Os atores entram, olhando para todos os lados, dando encontrões e perguntando: Onde estamos? Onde estamos?)
CENA 1
(1º ATO) José Eu Acho:
(chama os outros, abraça-os e diz:) Eu acho que estamos em ummmmm canil!
Toinha Impressionada:
(se espanta e diz:) Se estamos em um canil, estão somos cachorros!
(TODOS COMEÇAM A LATIR E A AGIR COMO CACHORROS, FAZENDO GRANDE ALGAZARRA.)
João Vivo: (para de agir como cachorro, olha os outros dois, balança a cabeça e os chama)
(José Eu Acho logo atende, mas Toinha Impressionada dá mais trabalho. Os dois a fazem parar, e João Vivo diz:)
Só porque estamos em um canil, não quer dizer que somos cachorros! (Os outros fazem: Ahhhhh! E todos começam de novo a perguntar: Onde estamos? Onde estamos?)
(2º ATO) José Eu Acho: (chama os outros, abraça-os e diz:) Eu acho que estamos em ummmmm galinheiro!
Toinha Impressionada: (se espanta e diz:) Se estamos em um galinheiro, então somos galinhas!
(TODOS COMEÇAM A CACAREJAR, A CISCAR E AGIR COMO GALINHAS.)
João Vivo: (para de agir como galinha, olha os outros dois, balança a cabeça e os chama)
(José Eu Acho logo atende, mas Toinha Impressionada dá mais trabalho. Os dois a fazem parar, e João Vivo diz:) Só porque estamos em um galinheiro, não quer dizer que somos galinhas!
(Os outros fazem: Ahhhhh! E todos começam de novo a perguntar: Onde estamos? Onde estamos?)
(3º ATO) José Eu Acho:
(chama os outros, abraça-os e diz:) Eu acho que estamos em ummmmm aeroporto! Toinha Impressionada:
(se espanta e diz:) Se estamos em um aeroporto, então somos aviões! (TODOS ABREM OS BRAÇOS E COMEÇAM A CORRER E A FAZER BARULHO DE AVIÃO.)
João Vivo: (para de agir como avião, olha os outros dois, balança a cabeça e os chama)
(José Eu Acho logo atende, mas Toinha Impressionada dá mais trabalho. Os dois a fazem parar, e João Vivo diz:)
Só porque estamos em um aeroporto, não quer dizer que somos aviões!
(Os outros fazem: Ahhhhh! E todos começam de novo a perguntar: Onde estamos? Onde estamos?)
(4º ATO) José Eu Acho: (chama os outros, abraça-os e diz:) Eu acho que estamos em ummmmmaaaaa Igreja!
Toinha Impressionada: (se espanta e diz:) Se estamos em uma Igreja, então somos amigos de Jesus!
(TODOS ASSUMEM A POSIÇÃO DE ORAÇÃO, E PROCURAM PARECER SANTOS.)
João Vivo: (para de agir como Santo, olha os outros dois, balança a cabeça e os chama)
(José Eu Acho logo atende, mas Toinha Impressionada dá mais trabalho. Os dois a fazem parar, e João Vivo diz:) Só porque estamos em uma Igreja, não quer dizer que somos Santos e amigos de Jesus!
(Os outros fazem: Ahhhhh! E todos começam a perguntar a João Vivo como ser um verdadeiro amigo de Jesus.)
(5º ATO) João Vivo: (Pega a Bíblia, apresenta aos outros 3 e diz:)
É neste livro que aprendemos como ser amigos de Jesus. (aproxima-se da platéia e finaliza:) O Senhor Jesus nos ensinou que se fizermos tudo o que Ele nos manda, somos Seus amigos. E o preço da amizade do Senhor Jesus, é a obediência a Sua palavra. Não há necessidade de vir a igreja se não houver obediência, pois a simples presença na igreja não mostrará seu amor à Jesus. (João 15:14)
(6º ATO) Narrador:
Em João 15:14-15 diz o seguinte: "Vós sois meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando. Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas chamei-vos amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos dei a conhecer."
Essa palavra do Senhor JESUS nos faz entender o quão bom é servir a JESUS, pois de nada é proveitoso servir sem recompensa, mas servindo a JESUS a recompensa está no fato de receber a amizade do filho do DEUS vivo. Para entender melhor essa amizade, ilustro da seguinte forma:
Imagine você amigo do filho do Presidente de República Americana, que atualmente é o homem mais poderoso do mundo, e seu filho compartilhando contigo o conhecimento que seu Pai lhe dera, sem falar no fato de andar com um jovem tão rico e poderoso que tem do melhor que essa terra pode oferecer. Mas para você deleitar de tal condição, é necessário que esteja sujeito a vontade do filho deste homem. Semelhantemente é ser amigo de JESUS, mas sendo amigos de JESUS não seremos apenas amigos do filho do homem mais poderoso da terra, e sim do Senhor maioral do Universo e de toda a existência. Não somente teremos do melhor desta terra, mas do melhor da criação de DEUS.
E como podemos cumprir o que JESUS deseja? Em Romanos 13:8-10, o apóstolo Paulo nos ensina: "A ninguém devais coisa alguma, senão o amor recíproco; pois quem ama ao próximo tem cumprido a lei. Com efeito: Não adulterarás; não matarás; não furtarás; não cobiçarás; e se há algum outro mandamento, tudo nesta palavra se resume: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. O amor não faz mal ao próximo. De modo que o amor é o cumprimento da lei."
Somente devo amar a DEUS de sobremaneira, e amar a meu irmão como eu me amo. Deste modo cumpro toda a lei e sou amigo de JESUS CRISTO e herdeiro dos sonhos de DEUS.
José Eu Acho
João Vivo
Toinha Impressionada
Maria Vai Com As Outras
Este drama é uma pantomima, portanto os atores devem exagerar nos gestos e nas expressões faciais, provocando o riso da platéia. Este drama é ideal para ser apresentado em colégios religiosos, onde os alunos convivem com a religião mas nem sempre conhecem realmente a Deus.
Narração - Apresentação
Ei, vem vindo ai um grupo de quatro pessoas que estão perdidos. (Os atores vão entrando um por um, e o narrador apresentando-os). Eles nem sabem onde estão. Vamos prestar atenção para ver se eles se acham. (Os atores entram, olhando para todos os lados, dando encontrões e perguntando: Onde estamos? Onde estamos?)
CENA 1
(1º ATO) José Eu Acho:
(chama os outros, abraça-os e diz:) Eu acho que estamos em ummmmm canil!
Toinha Impressionada:
(se espanta e diz:) Se estamos em um canil, estão somos cachorros!
(TODOS COMEÇAM A LATIR E A AGIR COMO CACHORROS, FAZENDO GRANDE ALGAZARRA.)
João Vivo: (para de agir como cachorro, olha os outros dois, balança a cabeça e os chama)
(José Eu Acho logo atende, mas Toinha Impressionada dá mais trabalho. Os dois a fazem parar, e João Vivo diz:)
Só porque estamos em um canil, não quer dizer que somos cachorros! (Os outros fazem: Ahhhhh! E todos começam de novo a perguntar: Onde estamos? Onde estamos?)
(2º ATO) José Eu Acho: (chama os outros, abraça-os e diz:) Eu acho que estamos em ummmmm galinheiro!
Toinha Impressionada: (se espanta e diz:) Se estamos em um galinheiro, então somos galinhas!
(TODOS COMEÇAM A CACAREJAR, A CISCAR E AGIR COMO GALINHAS.)
João Vivo: (para de agir como galinha, olha os outros dois, balança a cabeça e os chama)
(José Eu Acho logo atende, mas Toinha Impressionada dá mais trabalho. Os dois a fazem parar, e João Vivo diz:) Só porque estamos em um galinheiro, não quer dizer que somos galinhas!
(Os outros fazem: Ahhhhh! E todos começam de novo a perguntar: Onde estamos? Onde estamos?)
(3º ATO) José Eu Acho:
(chama os outros, abraça-os e diz:) Eu acho que estamos em ummmmm aeroporto! Toinha Impressionada:
(se espanta e diz:) Se estamos em um aeroporto, então somos aviões! (TODOS ABREM OS BRAÇOS E COMEÇAM A CORRER E A FAZER BARULHO DE AVIÃO.)
João Vivo: (para de agir como avião, olha os outros dois, balança a cabeça e os chama)
(José Eu Acho logo atende, mas Toinha Impressionada dá mais trabalho. Os dois a fazem parar, e João Vivo diz:)
Só porque estamos em um aeroporto, não quer dizer que somos aviões!
(Os outros fazem: Ahhhhh! E todos começam de novo a perguntar: Onde estamos? Onde estamos?)
(4º ATO) José Eu Acho: (chama os outros, abraça-os e diz:) Eu acho que estamos em ummmmmaaaaa Igreja!
Toinha Impressionada: (se espanta e diz:) Se estamos em uma Igreja, então somos amigos de Jesus!
(TODOS ASSUMEM A POSIÇÃO DE ORAÇÃO, E PROCURAM PARECER SANTOS.)
João Vivo: (para de agir como Santo, olha os outros dois, balança a cabeça e os chama)
(José Eu Acho logo atende, mas Toinha Impressionada dá mais trabalho. Os dois a fazem parar, e João Vivo diz:) Só porque estamos em uma Igreja, não quer dizer que somos Santos e amigos de Jesus!
(Os outros fazem: Ahhhhh! E todos começam a perguntar a João Vivo como ser um verdadeiro amigo de Jesus.)
(5º ATO) João Vivo: (Pega a Bíblia, apresenta aos outros 3 e diz:)
É neste livro que aprendemos como ser amigos de Jesus. (aproxima-se da platéia e finaliza:) O Senhor Jesus nos ensinou que se fizermos tudo o que Ele nos manda, somos Seus amigos. E o preço da amizade do Senhor Jesus, é a obediência a Sua palavra. Não há necessidade de vir a igreja se não houver obediência, pois a simples presença na igreja não mostrará seu amor à Jesus. (João 15:14)
(6º ATO) Narrador:
Em João 15:14-15 diz o seguinte: "Vós sois meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando. Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas chamei-vos amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos dei a conhecer."
Essa palavra do Senhor JESUS nos faz entender o quão bom é servir a JESUS, pois de nada é proveitoso servir sem recompensa, mas servindo a JESUS a recompensa está no fato de receber a amizade do filho do DEUS vivo. Para entender melhor essa amizade, ilustro da seguinte forma:
Imagine você amigo do filho do Presidente de República Americana, que atualmente é o homem mais poderoso do mundo, e seu filho compartilhando contigo o conhecimento que seu Pai lhe dera, sem falar no fato de andar com um jovem tão rico e poderoso que tem do melhor que essa terra pode oferecer. Mas para você deleitar de tal condição, é necessário que esteja sujeito a vontade do filho deste homem. Semelhantemente é ser amigo de JESUS, mas sendo amigos de JESUS não seremos apenas amigos do filho do homem mais poderoso da terra, e sim do Senhor maioral do Universo e de toda a existência. Não somente teremos do melhor desta terra, mas do melhor da criação de DEUS.
E como podemos cumprir o que JESUS deseja? Em Romanos 13:8-10, o apóstolo Paulo nos ensina: "A ninguém devais coisa alguma, senão o amor recíproco; pois quem ama ao próximo tem cumprido a lei. Com efeito: Não adulterarás; não matarás; não furtarás; não cobiçarás; e se há algum outro mandamento, tudo nesta palavra se resume: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. O amor não faz mal ao próximo. De modo que o amor é o cumprimento da lei."
Somente devo amar a DEUS de sobremaneira, e amar a meu irmão como eu me amo. Deste modo cumpro toda a lei e sou amigo de JESUS CRISTO e herdeiro dos sonhos de DEUS.
9 de agosto de 2009
teatro cristão - Dr. Pega-pega
Este drama é uma pantomima, portanto os atores devem exagerar nos gestos e nas expressões faciais,
provocando o riso da platéia. Somente a enfermeira fala, os outros apenas usam a expressão corporal.
A caracterização do médico e da enfermeira pode valorizar a apresentação. O médico poderia usar um enorme
estetoscópio e imensa palheta no bolso de um guarda-pó, e a enfermeira grandes óculos, caneta, etc.
Personagens *José Eu Acho
*João Vivo
*Toinha Impressionada
*Maria Vai Com As Outras
• NARRADOR :=:
Estão dizendo que vem vindo um médico ai que cura qualquer doença. Será que é verdade?
•1ºATO-Cenanº1
• ENFERMEIRA :=:
(entra correndo e anuncia para a platéia como se anunciasse um número circense)
Eu sou a ajudante do melhor médico do mundo. O médico que resolve qualquer problema. O Dr. Pega-pega! (entra com muita pose, procurando examinar até a enfermeira)
Que entre o Sr. Gripado!
• SR. GRIPADO :=:
(entra espirrando e assoando escandalosamente sobre a enfermeira e sobre o médico, que se esquivam a todo
custo)
(aproxima-se e toca no Sr. Gripado para examiná-lo, então começa também a espirrar e assoar,
escandalosamente)
(vai embora insatisfeito ainda doente, e o Dr. Pega-pega fica espirrando incontrolavelmente)
Desculpem! Desta vez não deu muito certo, mas agora o famoso Dr. Pega-pega vai sarar o próximo doente.
Sr. Tic-Nervoso, entre por favor.
•1ºATO-Cenanº2
• SR. TIC-NERVOSO :=:
(entra mal conseguindo olhar para frente, com um tic-nervoso no rosto, que fica a critério dos atores)
(aproxima-se espirrando e assoando, para examinar o Sr. Tic-Nervoso, mas quando encosta no doente, fica
também com o tic-nervoso, além de espirrar)
(vai embora insatisfeito, ainda doente)
(fica espirrando e com tic-nervoso sem parar)
• ENFERMEIRA :=:
Parece que desta vez ainda não funcionou bem. Porém, agora vocês vão ver, o Dr. Pega-pega, vai sarar o
próximo doente.
Sr. Sarnento, pode entrar.
•1ºATO-Cenanº3
• SR. SARNENTO :=:
(entra se coçando desesperadamente)
(aproxima-se espirrando, e com tic-nervoso para examinar o Sr. Sarnento, mas quando encosta no doente, fica
também se coçando, além de estar com o tic-nervoso e espirrar)
• SR. SARNENTO :=: (vai embora insatisfeito, ainda doente)
(fica espirrando, com tic-nervoso e coçando-se terrivelmente)
• ENFERMEIRA :=:Oh! Dr, Pega-pega, e agora? Veja como o Sr. está. Que faremos? Vou buscar ajuda...
•2ºATO-Cenanº1
(A enfermeira sai para buscar ajuda e o Dr. Pega-pega fica em terrível crise; espirrando, assoando-se, com o
tic-nervoso e se coçando)
(A enfermeira volta com o Evangelista)
(olha para o Dr. Pega-pega, como se analisasse o caso, abre a Bíblia e mostra; aponta para a Bíblia e para o
céu, e sempre com mímica convida o Dr. Pega-pega e a Enfermeira para orar)
(fica curado, olha para si mesmo e começa a se alegrar, abraça o Evangelista e começa a saltar feliz)
• ENFERMEIRA :=:
(surpresa com o resultado, sai e vai buscar os doentes)
(vem, cada um com seu sintoma)
(olha para os doentes, abre a Bíblia e mostra; aponta para a Bíblia e para o céu, e sempre com mímica
convida-os para orar)
(oram, e todos olham para si e uns para os outros e ficam alegres quando percebem que estão curados)
•2ºATO-Cenanº2(um dos integrantes dá um passo à frente e faz a aplicação)
Às vezes tentamos ajudar alguém em seus problemas, contando apenas com nossas próprias forças, e além de
*Enfermeira
*Gripado
*Tic-Nervoso
*Sarnento
*Evangelista
Eu não sou cachorro não
provocando o riso da platéia. Este drama é ideal para ser apresentado em colégios religiosos, onde os alunos
convivem com a religião mas nem sempre conhecem realmente a Deus.
Ei, vem vindo ai um grupo de quatro pessoas que estão perdidos.
(Os atores vão entrando um por um, e o narrador apresentando-os).
Eles nem sabem onde estão. Vamos prestar atenção para ver se eles se acham.
(Os atores entram, olhando para todos os lados, dando encontrões e perguntando: Onde estamos? Onde
estamos?)
• JOSÉ EU ACHO :=:
(chama os outros, abraça-os e diz:) Eu acho que estamos em ummmmm canil!
• TOINHA IMPRESSIONADA :=:
(se espanta e diz:) Se estamos em um canil, estão somos cachorros!
(TODOS COMEÇAM A LATIR E A AGIR COMO CACHORROS, FAZENDO GRANDE ALGAZARRA.)
• JOÃO VIVO :=:
(para de agir como cachorro, olha os outros dois, balança a cabeça e os chama)
(José Eu Acho logo atende, mas Toinha Impressionada dá mais trabalho. Os dois a fazem parar, e João Vivo
diz:)
• JOSÉ EU ACHO :=:
(chama os outros, abraça-os e diz:) Eu acho que estamos em ummmmm galinheiro!
• TOINHA IMPRESSIONADA :=:
(se espanta e diz:) Se estamos em um galinheiro, então somos galinhas!
(TODOS COMEÇAM A CACAREJAR, A CISCAR E AGIR COMO GALINHAS.)
• JOÃO VIVO :=:
(para de agir como galinha, olha os outros dois, balança a cabeça e os chama)
(José Eu Acho logo atende, mas Toinha Impressionada dá mais trabalho. Os dois a fazem parar, e João Vivo
diz:)
• JOSÉ EU ACHO :=:
(chama os outros, abraça-os e diz:) Eu acho que estamos em ummmmm aeroporto!
• TOINHA IMPRESSIONADA :=:
(se espanta e diz:) Se estamos em um aeroporto, então somos aviões!
(TODOS ABREM OS BRAÇOS E COMEÇAM A CORRER E A FAZER BARULHO DE AVIÃO.)
• JOÃO VIVO :=:
(para de agir como avião, olha os outros dois, balança a cabeça e os chama)
(José Eu Acho logo atende, mas Toinha Impressionada dá mais trabalho. Os dois a fazem parar, e João Vivo
diz:)
• JOSÉ EU ACHO :=:
(chama os outros, abraça-os e diz:) Eu acho que estamos em ummmmmaaaaa Igreja!
(se espanta e diz:) Se estamos em uma Igreja, então somos amigos de Jesus!
(TODOS ASSUMEM A POSIÇÃO DE ORAÇÃO, E PROCURAM PARECER SANTOS.)
• JOÃO VIVO :=:
(para de agir como Santo, olha os outros dois, balança a cabeça e os chama)
(José Eu Acho logo atende, mas Toinha Impressionada dá mais trabalho. Os dois a fazem parar, e João Vivo
diz:)
Jesus.)
• JOÃO VIVO :=:
(Pega a Bíblia, apresenta aos outros 3 e diz:)
É neste livro que aprendemos como ser amigos de Jesus.
(aproxima-se da platéia e finaliza:)
O Senhor Jesus nos ensinou que se fizermos tudo o que Ele nos manda, somos Seus amigos. E o preço da
amizade do Senhor Jesus, é a obediência a Sua palavra. Não há necessidade de vir a igreja se não houver
obediência, pois a simples presença na igreja não mostrará seu amor à Jesus. (João 15:14)
• NARRADOR :=:
Em João 15:14-15 diz o seguinte:
"Vós sois meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando. Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o
que faz o seu senhor; mas chamei-vos amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos dei a conhecer."
Essa palavra do Senhor JESUS nos faz entender o quão bom é servir a JESUS, pois de nada é proveitoso servir
sem recompensa, mas servindo a JESUS a recompensa está no fato de receber a amizade do filho do DEUS
vivo.
Para entender melhor essa amizade, ilustro da seguinte forma:
do mundo, e seu filho compartilhando contigo o conhecimento que seu Pai lhe dera, sem falar no fato de andar
com um jovem tão rico e poderoso que tem do melhor que essa terra pode oferecer. Mas para você deleitar de
tal condição, é necessário que esteja sujeito a vontade do filho deste homem.
Semelhantemente é ser amigo de JESUS, mas sendo amigos de JESUS não seremos apenas amigos do filho do
homem mais poderoso da terra, e sim do Senhor maioral do Universo e de toda a existência. Não somente
teremos do melhor desta terra, mas do melhor da criação de DEUS.
Em Romanos 13:8-10, o apóstolo Paulo nos ensina:
"A ninguém devais coisa alguma, senão o amor recíproco; pois quem ama ao próximo tem cumprido a lei. Com
efeito: Não adulterarás; não matarás; não furtarás; não cobiçarás; e se há algum outro mandamento, tudo
nesta palavra se resume: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. O amor não faz mal ao próximo. De modo
que o amor é o cumprimento da lei."
a lei e sou amigo de JESUS CRISTO e herdeiro dos sonhos de DEUS.
teatro cristão - O Morto-Vivo
Comentários do co-editor: (A peça abaixo é uma comédia, visando atingir principalmente os jovens. Foi
adaptada do texto original que se encontra no livro: "Em Cena -Peças Evangélicas para Teatro" (existem
outras peças nele...). Embora seu estilo seja descontraído, vi pessoas serem salvas ao fazer o papel do Médico.
Certa vez, ao fazer o apelo ao final da peça, dentre as que vieram à frente veio uma senhora. Ao orar por ela
senti seu coração quebrantado e disse: "Estou fazendo o que o doutor disse. Estou tomando o remédio JESUS".
Foi a melhor resposta a pergunta: Porque fazer esta peça?)
Personagens *Amadeu
*Sr. Clemente
•1ºATO-Cenanº1
• Cena: Consulta médica.
• Cenário: Consultório Médico.
• MÉDICO :=:
É meu velho, eu não tenho boas notícias para você não.
• AMADEU :=:
(se arrumando; colocando a camisa; se abotoando)
Fale logo doutor. Não precisa esconder nada de mim. Eu já estou preparado para o pior. Para ser franco, eu já
escolhi a cor do meu caixão.
• MÉDICO :=:
E para ser franco, a coisa pro seu lado está esquisita. Note bem, o teu coração já não bate mais (só apanha), a
sua pulsação cessou pro completo. Cientificamente você está morto, entendeu? Mortinho da silva, aliás, eu nem
sei o que você está fazendo em pé. Lugar de gente morta é no cemitério e deitada.
• AMADEU :=:
É que eu sou teimoso... Mas doutor, vamos deixar de piadas, fale sério, afinal o que é que eu tenho?
• MÉDICO :=:
Ora Amadeu, então você acha que um médico de minha categoria que já participou de congressos na Holanda,
tem tempo de ficar brincando. Se eu disse que você está morto, eu estou falando sério.
• AMADEU :=:
Mas como? Que conversa mais besta doutor!
• MÉDICO :=:
Está bem. Você que provas não é mesmo? Pra você não dizer que eu estou mentindo, coloque a mão no
coração.
• AMADEU :=:
(coloca a mão, para sentir as batidas)
• MÉDICO :=:
Sente alguma coisa? Alguma possível batida?
• AMADEU :=:
Sinto não doutor. Meu Deus, o que será isso?
• MÉDICO :=:
Agora tente sentir o pulso.
• AMADEU :=:
(tentando sentir a sua pulsação)
• MÉDICO :=:
Sente alguma coisa?
• AMADEU :=:
Nadinha... (faz cara de assustado)
• MÉDICO :=:
É como eu disse meu caro, o senhor está morto e eu estou lhe informando, apenas isso, o senhor está morto e
não sabia. Cabe a mim como médico, dar-lhe a notícia.
• AMADEU :=:
Mas como assim doutor?
• MÉDICO :=:
Lembra daquele remédio que eu venho te receitando há tempos, e você insiste em não querê-lo? Ele é a única
solução.
• AMADEU :=:
Não doutor, aquele remédio eu não quero!
• MÉDICO :=:
Então não posso fazer mais nada por você, você está morto.
• AMADEU :=:
Mas doutor, pensa bem, o que é que eu digo lá em casa? Ninguém vai acreditar em mim. Imagina só, eu chego
em casa, reúno a família e digo: Pessoal, eu estou morto. Ora doutor...
• MÉDICO :=:
Fique calmo Amadeu, eu já pensei nisso também. E é por causa disso que eu estou assinando o seu atestado
de óbito (assina o atestado e entrega para o paciente). Aqui está. Agora vá para casa e comunique à sua
família, e não se esqueça de convidar os amigos para o enterro, tá?!
• AMADEU :=:
(desolado) Tá bom... Mas doutor, o senhor tem certeza de tudo o que está me dizendo? Eu tô morto mesmo?
• MÉDICO :=:
... da Silva, meu amigo, você em pé ai deve ser teimosia, mas logo se acostuma, aí será mais fácil. À
propósito, deixe-me fazer-lhe uma pergunta. O senhor pretende ser enterrado amanhã ou depois?
• AMADEU :=:
Não sei, mas eu não vou me esquecer de avisar o senhor, pode ficar sossegado. (sai triste, demorando pra
chegar na porta)
•1ºATO-Cenanº2
• Cena: Amadeu desolado
• Iluminação: Apaga-se a luz do consultório. Apenas um foco de luz acompanha o Amadeu
caminhando cabisbaixo.
• Som: Marcha Fúnebre.
• AMADEU :=:
(falando sozinho) Não é possível, eu não posso estar morto, estou em pé, estou falando, o que aconteceu
comigo?
(Amadeu para, junto com a música -1ª parada) (Pausa...)
• Som: Recomeça a Marcha Fúnebre.
• AMADEU :=:
(falando sozinho) Mas eu estou aqui com o atestado de óbito! E não ouvi meu coração! O que vou dizer em
casa? Tenho que contar a eles...
(Amadeu caminha cabisbaixo até a 2ª parada)
•2ºATO-Cenanº1
• Cena: Amadeu dá a notícia aos familiares.
• Cenário: Sala da casa do Amadeu.
• Iluminação: As luzes se acendem.
(Amadeu caminha para a sala, onde encontra sua mulher)
• AMADEU :=:
Oi...
• MULHER :=:
Cruz credo Amadeu, mas que cara de defunto é essa?
• AMADEU :=:
Ué! Você já sabe? Quem te contou? Aposto que foi a Dona Maria Gorda, nossa vizinha.
• MULHER :=:
Ninguém me contou nada! Mas vamos lá meu velho, conte o que aconteceu, porque é que você está com essa
cara?
• AMADEU :=:
Eu falo, mas quero todos reunidos aqui na sala, vamos fazer uma reunião familiar para que eu dê a notícia de
uma vez só, sem ficar repetindo à toda hora.
• MULHER :=:
Ora Amadeu, deixe de fazer velório e conte logo, você nunca foi de reunir a família.
• AMADEU :=:
Zenaide... chama logo os nossos filhos, por favor, respeite os mortos.
• MULHER :=:
Mortos? Tá bom. (chamando os filhos) Lucinhááááá... Carlinhoooos. Venham aqui que o papai quer falar com
vocês.
• LÚCIA :=:
(gritando de fora do palco) Agora não! Tenho que estudar!
• CARLOS :=:
(gritando de fora do palco) Mais tarde! Estou vendo MTV!
• MULHER :=:
É, vou ter que mudar de tática. (grita) O almoço está na mesa!
• LÚCIA :=:
(entra correndo) Ai que fome! Onde está? Cadê a comida?
• CARLOS :=:
(entra correndo) Até que enfim o almoço... meu prato... ?
• MULHER :=:
Seu pai quer falar com vocês.
• LÚCIA :=:
Oi pai, o que você tiver que me contar, conta logo porque eu preciso estudar, preciso aproveitar para estudar
enquanto estou viva.
• CARLOS :=:
Fala ai, meu coroa, qualé o lance?
• MULHER :=:
Muito bem Amadeu, já estamos todos aqui. Qual é a notícia?
• AMADEU :=:
Bem, o negócio é o seguinte... (pausa) Bem, o negócio é o seguinte... (sem saber como entrar no assunto)
Bem, acho que vocês não vão acreditar, mas eu... mas eu...
• MULHER, LÚCIA e CARLOS (em coro) :=:
Fala logo!
• AMADEU :=:
Calma, eu vou falar!... É que eu estou morto! Isso mesmo, eu morri!
• Mulher, LÚCIA e CARLOS (em coro) :=:
(dão uma boa gargalhada)
• AMADEU :=:
Escutem aqui, seus vampiros, suas hienas que comem carniça e dão risada. Eu não disse nenhuma piada, eu
estou falando sério... eu sabia que ninguém iria acreditar em mim.
• CARLOS :=:
Essa foi boa pai, conta outra, depois eu quero contar a última que eu ouvi lá na escola.
• LÚCIA :=:
Acho que vou voltar para os meus cadernos. Posso ir?
• AMADEU :=:
Está bem seus patetas, vocês pensam que eu estou brincando, não é mesmo? Então leiam isto. (entrega o
atestado de óbito para a mulher)
• MULHER :=:
(lendo o atestado) Sr, Amadeu Pereira, casado, brasileiro... causa da morte, parada cardíaca.
Meu Deus, então é verdade! (exclama caindo sentada na poltrona)
• AMADEU :=:
Viram só como eu não estava brincando! O papai aqui está mais morto que a múmia do Egito. Venha cá minha
filha, sinta as batidas do meu coração.
• LÚCIA :=:
(colocando o ouvido no peito do pai) Meu Deus! Não está batendo. (assusta-se).Mãe, o pai está morto mesmo!
• AMADEU :=:
Agora você, Carlinhos esperteza, sente o meu pulso, afinal, você está fazendo cursinho de medicina.
• CARLOS :=:
(com dificuldade em achar o pulso) É mesmo incrível! Está mais parado que o ataque do Corinthias.
• AMADEU :=:
(triunfante) Então seus Tomés... acreditam agora? Vocês não vão chorar? Se vocês gostam de mim, tem que
chorar. Chorem, vamos!
• LÚCIA e CARLOS :=:
(se abraçam e choram artificialmente só para agradar ao pai. Amadeu percebe e desaprova)
• MULHER :=:
Mas como é isso Amadeu? Como é que você está morto, se você está vivo? quero dizer... Ah! Eu não quero
dizer mais nada... que confusão!
• AMADEU :=:
O médico falou que é de teimosia, mas depois que eu me acostumar, a coisa fica bem mais fácil.
• LÚCIA :=:
Médico? quero dizer que o senhor foi ao médico e não nos contou nada?
• AMADEU :=:
Claro! E quem você acha que assinou o atestado de óbito? O Orlando açougueiro? E como é que eu iria ficar
sabendo que estou morto?
• CARLOS :=:
O senhor pro acaso pagou a consulta pai?
• AMADEU :=:
Claro que paguei, acha que eu sou alguém caloteiro?
• CARLOS :=:
Então me desculpe, mas o senhor é muito burro. Onde já se viu um morto pagar a consulta?
• AMADEU :=:
(caindo em si) Sabe que você tem razão! Além de defunto-vivo, eu sou um morto-burro.
• MULHER :=:
Mas como é que você fica discutindo com seu pai numa hora dessas. Respeite o seu pai, afinal ele é um
defunto. Respeite a memória dele... quero dizer... eu não quero dizer nada porque minha mente está toda
embaralhada.
• LÚCIA :=:
Mãe, eu acho melhor a gente telefonar para o médico e confirmar, e também pra perguntar se é para fazer o
enterro ou não.
• MULHER :=:
É mesmo, eu vou ligar.
• AMADEU :=:
Isso mesmo, e depois já pode ligar para a funerária e encomendar o meu caixão. (cantarolando) "Quando eu
morrer, me enterre na Lapinha".
• MULHER :=:
(com o telefone na mão) Pare com isso Amadeu, pare de cantar essa música, você quer deixar a gente mais
nervosa ainda? (disca um número)
• MÉDICO (só a voz) :=:
(atendendo ao telefone) Clínica do doutor Ado Steinburg Hesendorg de Nictolis, bom dia!
• MULHER :=:
Alô, doutor Ado? Tudo bem? Aqui é a dona Zenaide, mulher do Amadeu, que morreu mas não morreu, quero
dizer, aquele que o senhor diz que morreu mas está vivo... o senhor entende né?
• MÉDICO (só a voz) :=:
Perfeitamente dona Zenaide. Olha, a senhora pode ficar sossegada, seu marido já era! Pode encomendar o seu
vestido de luto e mande-o deitar já. Ah... e não esqueça de me convidar para o enterro.
• MULHER :=:
Mas doutor, como é que pode? Ele está morto mas continua vivo.
• MÉDICO (só a voz) :=:
Eu não posso fazer nada, dona Zenaide. O coração dele não está batendo, a pulsação parou entende? Ele está
clinicamente morto, e lugar de morto a senhora sabe onde é, não é mesmo? Este mundo é dos vivos.
• MULHER :=:
(desolada) Está bem doutor, obrigada. Olha, o enterro será amanhã. (desliga o telefone)
• CARLOS :=:
Então mãe, o que o médico falou?
• MULHER :=:
(chorando) É verdade, seu pai está morto.
• AMADEU :=:
(triunfante, outra vez) Não falei? Eu não sou "cara" de mentir não, quando eu falo que tô morto é porque tô
morto mesmo. E tem outra, eu sou o único defunto que vai assistir ao próprio velório. Carlinhos, vai buscar o
meu terno no alfaiate, aquele que eu mandei cerzir. Eu quero ser enterrado com ele.
•3ºATO-Cenanº1
• Cena: Velório.
• Cenário: Velório (caixão, flores, troca de roupa)
(Enquanto a sala é preparada para o velório, uma pessoa levanta-se na platéia com foco iluminando-a e
começa a ler um jornal.)
• ATOR NA PLATÉIA :=:
(lendo...) Vejam só isso, o Amadeu morreu. Convidamos os amigos e familiares ao enterro de Amadeu Pereira,
a se realizar na rua Cova Rasa, sem número, cemitério do Adeus, bairro dos que não voltam. Incrível! Eu falei
com ele ontem, justo agora que ele me devia uma grana! Eh, nessa eu acho que dancei, a morte não espera
por ninguém mesmo. Vou dar uma passadinha mais tarde, pobre Amadeu. (senta-se novamente após o foco
nela se apagar)
• Iluminação: As luzes se acendem.
• AMADEU :=:
Então, como estou?
• MULHER :=:
Digno de um defunto!
(os convidados começam a chegar, dão o tradicional "pêsames" à mulher, e se dirigem ao caixão)
• MARIA GORDA :=:
(olhando para o defunto) Coitado, este sim era um homem bom.
• AMADEU :=:
Apoiado! Além de homem, eu era bom. Não sei o que era melhor, ser mais bom, ou mais homem.
• SR. ANSELMO :=:
É! Mas os bons sempre se vão mesmo... pobre Amadeu.
• AMADEU :=:
Não é o seu caso, velho "unha de fome". Vai ficar mofando a vida toda aqui na terra.
• SILVIA :=:
Pobrezinho, quisera fosse eu.
• OSWALDO :=:
E ai cara, que furada hein?! Já que você bateu as botas, dá pra me emprestar o carro pra sair com umas gatas?
• AMADEU :=:
Nem morto!
• OSWALDO :=:
Iiiiii, ó o cara, aí! Tá legal, tá legal...
• SR. CLEMENTE :=:
Amadeu, amigo velho. Lembra-se de nossas farras? E agora? Quem vai farrear comigo?
• AMADEU :=:
(choramingando) Calma, Clemente, assim você me mata de tristeza.
• SR. CLEMENTE :=:
Mas você já está morto Amadeu!
• AMADEU :=:
Eu sei imbecil, é força de expressão.
• MÉDICO :=:
(chega ao enterro, aproxima-se do caixão) Como está Amadeu? Está melhor?
• AMADEU :=:
Mais ou menos! Doutor, eu estive pensando, estou morto não estou? Depois do meu velório, eu vou ter que
entrar aqui neste caixão para ser enterrado, não é? E quando a tampa deste caixão se fechar, o que vai
acontecer comigo?
• MÉDICO :=:
Bem Amadeu, teu futuro não vai ser muito bom não!
• AMADEU :=:
Como assim doutor?
• MÉDICO :=:
Amadeu, eu já lhe falei do único remédio que pode reverter esta situação, mas você não quer me ouvir.
• AMADEU :=:
Doutor, eu já estou cansado de experimentar isso, experimentar aquilo. Pra mim, isto não funciona. Estes
remédios nunca me ajudaram em nada, eu estou cansado dessa situação, eu preciso de uma resolução.
• MÉDICO :=:
Eu entendo Amadeu, o problema é que você está desiludido por ter passado sua vida inteira tomando os
remédios errados, mas este é diferente, ele pode te ajudar.
• AMADEU :=:
Como o senhor me garante que esse remédio vai resolver o meu problema?
• MÉDICO :=:
Amadeu, sinta o meu coração (Amadeu põe a mão no coração do doutor), hoje ele bate, mas um dia já esteve
tão morto quanto o seu. Foi quando eu tive a oportunidade de conhecer este remédio, e decidir tomá-lo, e é
por isso que hoje eu estou aqui, falando pra você. Quer mais prova do que isto?
• AMADEU :=:
Não! O senhor me convenceu, afinal onde está o remédio? Aquele tal de "Complexo J", não é?
• MÉDICO :=:
É! O "Complexo J". Peraí que eu vou pegar no carro. (o médico sai)
• SR. ANSELMO :=:
(enquanto cheirava as flores do caixão) Atchim! Atchim!... (continua espirrando descontroladamente)
• MULHER :=:
Rápido, acudam! O velho está tendo uma crise!
• OSWALDO e CARLOS :=:
(seguram o Sr. Anselmo)
• MARIA GORDA :=:
Eu o vi saindo!
• LÚCIA :=:
Vamos lá levar o homem, se não ele morre também!
(todos saem, ficando apenas o Amadeu. Então, o médico retorna com uma caixa de remédio enerme)
• AMADEU :=:
(assustado) Que remédio enorme!
• MÉDICO :=:
Mas este é o único que vai resolver o seu problema. Calma, vamos ler a bula.
"COMPLEXO J"
Contra indicações: Nenhuma.
Posologia: Dose única, seguida de confissão de JESUS CRISTO como único Senhor de sua vida.
Efeitos: Alegria, paz, mansidão, domínio próprio.
• AMADEU :=:
Puxa doutor, é isso mesmo que eu preciso. (Amadeu toma o remédio)
• MÉDICO :=:
Agora repita comigo.
(agora, o Amadeu repete tudo o que o doutor falar, até que se ouça o seu coração batendo)
EU, AMADEU...
CONFESSO QUE SOU PECADOR...
PEÇO PERDÃO E ENTREGO TODA A MINHA VIDA...
EM TUAS MÃOS, JESUS CRISTO...
TU ÉS O ÚNICO SENHOR E SALVADOR DE MINHA VIDA.
(começa-se a escutar o coração batendo)
• MÉDICO :=:
O que você está sentindo?
• AMADEU :=:
Não sei explicar, mas é alguma coisa diferente que eu nunca havia sentido.
• MÉDICO :=:
É, eu também não soube descrever quando isto ocorreu comigo, eu me senti seguro.
• AMADEU :=:
É isso! Eu me sinto seguro. É como se eu tivesse feito algo certo.
• MÉDICO :=:
Você fez a coisa certa. Lembra dos outros remédios que você tomou?
• AMADEU :=:
Ah, não quero nem me lembrar
• MÉDICO :=:
Pois é, este é um remédio muito especial, curou seu espírito, salvou sua alma.
• AMADEU :=:
Curou meu espírito?
• MÉDICO :=:
Isso mesmo! Outros remédios ajudaram o seu corpo, mas nunca curaram seu espírito
• AMADEU :=:
Entendo (pausa). E a minha família?
• MÉDICO :=:
Eles nunca foram ao meu consultório. Nunca tive a oportunidade de receitar o "Complexo J" para eles.
• AMADEU :=:
Então eles também estão mortos?
• MÉDICO :=:
Sim! E não sabem disso.
• AMADEU :=:
Tem remédio ainda na caixa?
• MÉDICO :=:
Tem sim Amadeu. Tem remédio pra todo mundo, pra todo o mundo mesmo! Leva também pra sua família.
• AMADEU :=:
Certo doutor, muito obrigado!
• MÉDICO :=:
Nos veremos em breve!
(o som do coração diminui)
(o médico sai por um lado e a mulher do Amadeu entre pelo outro lado)
•4ºATO-Cenanº1
• Cena: Amadeu vivo, anuncia o remédio.
• MULHER :=:
Amadeu! Soube que você está vivinho da Silva. Fiquei feliz, mas sabe daquele pequeno empréstimo do mês
passado? Você já tem o dinheiro?
• AMADEU :=:
Nem morto! Brincadeirinha... Você já ouviu falar do "Complexo J"?
(ambos caminham para a saída ainda conversando)
• MULHER :=:
Que remédio enorme!
• AMADEU :=:
Mas é o único que realmente funciona...
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aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que jorre para a vida eterna.
João 4:14
João 4:14
E quem tem sede, venha; e quem quiser, tome de graça da água da vida.
Apocalipse 22:17
Apocalipse 22:17