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11 de agosto de 2009

A fitoterapia e o emagrecimento



Não há fórmulas e também fitoterápicos de ações imediatas que possam transformar uma pessoa com uma determinada massa para uma redução do seu "peso".

Em primeiro lugar, a pessoa que deseja reduzir a sua massa, deve compreender o que está ocorrendo com seu corpo, para depois partir para a ação. Existem vários fatores que permitem o aumento da massa de uma pessoa:

• Fatores Genéticos – A pessoa nasce com características genéticas propícias ao aumento da massa corpórea.

• Fatores Endócrinos – A pessoa apresenta distúrbios hormonais e este fato influencia no seu "peso".

• Fatores Emocionais – A pessoa em desequilíbrio emocional poderá apresentar interferências em seu "peso".

• Hábitos Alimentares – Alguns hábitos alimentares como excesso de sal, açúcar e lipídios e a falta de frutas e verduras nas refeições, favorecem o aumento na massa do corpo. Por outro lado, a redução de alimentos, desacelera o metabolismo celular, o que acarretará em um acúmulo de energia no corpo.

• Vida Sedentária – A falta de uma atividade física também é um dos responsáveis pela falta de uma silhueta desejável.

Desta forma, antes de utilizar qualquer dieta na redução do seu "peso", a pessoa necessita de um diagnóstico e de orientações clínicas, e não podemos esquecer que o profissional habilitado e autorizado legalmente para diagnosticar e prescrever o tratamento ideal para uma pessoa é o médico. Todos os demais profissionais de saúde poderão auxiliá-lo, mas ainda será o médico o profissional responsável pelo tratamento.

Após um diagnóstico médico, as ervas medicinais poderão entrar no tratamento sobre a orientação de um fitoterapeuta, esse profissional utilizará as plantas necessárias para um metabolismo celular equilibrado.

Independente de qualquer vegetal que possa ser utilizado no tratamento da redução do "peso" gostaria de recomendar algumas práticas para uma silhueta desejável.

• Não faça dieta em hipótese alguma sem orientação médica.

• Reduza o consumo de açúcar.

• Faça refeições balanceadas e leves, que nutram as células.

• Durma bem.

• Pratique ginástica e exercícios aeróbicos.

• Beba bastante água e tenha um funcionamento do sistema digestivo satisfatório.

E não se esqueça que a recomendação de Jesus é: "Amarás a teu próximo como a si mesmo...", ou seja, ame a si mesmo e cuide de sua saúde para que você possa amar a seu próximo. Já em Gn 1.30 observamos o cuidado de Deus para com os nossos alimentos e em todo livro de Levítico há orientações para o povo quanto à saúde física, mental e espiritual. Deus prescreveu para seu povo o caminho da saúde, é nossa missão obedecer a suas recomendações.

Pr. Gerson Marques da Silva – Pastor auxiliar da Igreja Batista Boas Novas – Sorocaba/SP
Biólogo – Pós-Graduado em Fitoterapia e Embriologia

A recaída do uso de drogas



Certa vez, uma amiga de minha família, cujo esposo é dependente de álcool, contou que o seu médico recomendou que ele entrasse numa igreja para conseguir parar de beber. Isso me impressionou porque o conselho dado mostrava que mesmo os profissionais de saúde têm percebido a relação entre Evangelho e recuperação de vidas.

Quem nunca ouviu falar de alguém que, após a conversão, abandonou hábitos prejudiciais para si ou para os outros?

Muitos estudos têm sido feitos associando a religiosidade com a melhoria na saúde física e emocional das pessoas. Em relação ao uso indevido de álcool e outras drogas, constata-se que as pessoas que estão em tratamento e praticam paralelamente atividades religiosas têm mais chance de recuperação do que os que não praticam.

São duas formas diferentes de saber – o científico e o religioso – que podem ser complementares, potencializando o alcance dos resultados esperados. Cabe salientar aqui que a igreja deve estimular que o novo convertido também busque atendimento profissional, afinal, da mesma forma que são vários os fatores que favorecem o aparecimento do problema (emocionais, orgânicos, sociais), são vários os que interagem neste processo de recuperação.

Por outro lado, alguns não têm acesso a este tipo de serviço ou não querem um tratamento técnico e mesmo para estes a religião tem trazido uma ajuda importante. Alguns autores explicam o fenômeno pela experiência de conversão, outros pelo apoio social recebido e outros pela função da religião de oferecer regras à vida das pessoas.

Não é objetivo deste artigo, contudo, conversar sobre as contribuições da religião neste aspecto mas mostrar que a recaída faz parte do processo de recuperação – 80% das pessoas passam por ela em algum momento –, como forma de aumentar o suporte teórico dos que desenvolvem seu trabalho com este público e esclarecer à igreja como um todo o que acontece com nossos irmãos que, mesmo após a conversão, retomam o uso de drogas.

Recaída, por definição, é um lapso que a pessoa comete na tentativa de mudar determinado comportamento. A palavra lapso, aliás, é mais adequada do que recaída, pois sugere uma saída provisória da meta e não que a pessoa seja incapaz de conseguir seu objetivo.

Por exemplo, quando uma pessoa decide fazer um regime para emagrecer, mas em determinada ocasião come algo a mais, isso é um lapso. O mesmo ocorre quando a pessoa decide abandonar a ociosidade e praticar atividades físicas, ou passar a estudar mais, ou romper com um relacionamento. Quando a gente vê, já recaiu. O jeito então é aprender com a experiência a fim de se fortalecer, para, na próxima vez, tentar agir diferente, até que ganhe domínio da situação.

O problema que ocorre em relação a uma pessoa que por anos fez uso de álcool ou outras drogas é a expectativa irreal de que repentina e definitivamente ela mude seus hábitos. Esta cobrança, mesmo que não seja explícita, em lugar de ajudar na recuperação, acaba contribuindo para que um lapso se torne novamente uma regra.

Marllat e Gordon, terapeutas norte-americanos, explicam que se as pessoas acreditam que um lapso indica o fracasso do tratamento para a abstinência, podem estar mais propensos a desistir dos esforços por mudança e aceitar como inevitável que não têm recuperação. Por outro lado, se as pessoas vêem um lapso como um equívoco, uma oportunidade para novo aprendizado e crescimento pessoal, estarão menos propensas a desistir.

Algumas situações favorecem a recaída e é importante que a igreja esteja atenta para oferecer suporte especial às pessoas nestes momentos. São eles:

  • Os primeiros dias, devido às reações físicas de abstinência, como alucinações, irritabilidade, ansiedade, depressão, tremor, etc. Por este motivo, o médico deve ser procurado logo que a pessoa quer se abster do uso de drogas, para prescrever uma medicação que amenize a falta da droga neste momento.
  • Estados emocionais negativos, como depressão, raiva, ansiedade (35% das recaídas). Para algumas pessoas, a droga funciona como uma espécie de bengala na qual a pessoa se apóia para não ter que enfrentá-los. Vemos com naturalidade o uso de remédios para depressão ou para dormir, mas se alguém recorre ao álcool ou outra droga, como sempre fez, achamos errado.
  • Conflito com outras pessoas (16%). Novamente a droga funciona como uma bengala, já que, geralmente, ela não consegue resolver esses conflitos de forma satisfatória. Para tanto, ela precisará aprender a falar com a outra pessoa sobre o que a aborrece, de forma direta e não agressiva, em lugar de "engolir calada" a tudo ou reagir com violência. É um aprendizado demorado.
  • Pressão social (20%). No início do tratamento, a pessoa deve evitar algumas situações e lugares em que o risco de usar a droga seja grande. Quem deve dizer quais são essas situações é a própria pessoa e ela mesma deve pensar em alternativas para não se expor.

Todos estes fatores associam-se às fortes expectativas, baseadas na experiência passada, de que a droga trará efeitos positivos, esquecendo dos prejuízos que ela provoca.

Algumas pessoas, por medo de serem rejeitadas, negam a recaída e por isso é importante que saibam que as outras pessoas não estão aborrecidas ou decepcionadas com ela, mas que entendem que isto era esperado.

Caso esta pessoa tenha encontrado alguém com quem possa desabafar, é interessante perguntar a ela o que favoreceu a recaída e como ela pode fazer para, da próxima vez, resistir ao uso da droga. Aos poucos ela vai percebendo que consegue controlar o consumo da droga.

Segue, em anexo, um quadro dos Mitos e fatos sobre recaídas com reflexões para ajudar no aprendizado com essas experiências.

Os que desejarem podem aprofundar o estudo com leitura das referências citadas.

aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que jorre para a vida eterna.
João 4:14

E quem tem sede, venha; e quem quiser, tome de graça da água da vida.
Apocalipse 22:17
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