25 de fevereiro de 2009

COMO EVANGELIZAR SEUS FAMILIARES

Por: Pr. L. R. Silvado


A nossa maior dificuldade é que nossos familiares conhecem as nossas virtudes e as nossas falhas com clareza. Como seres humanos eles terão a tendência de ver o ponto preto no lençol branco e não o lençol branco ao redor do ponto preto. Quando nós destacamos as virtudes daqueles que convivem conosco estaremos criando um ambiente familiar onde o lado bom de cada um também será percebido.

Nunca devemos cair na armadilha de tentar ser mais “espiritual” do que somos, pois a nossa família perceberá rapidamente.

Podemos dizer de uma forma simplificada que quando ocorre evangelização no contexto familiar ela tem como objetivo alcançar quatro grupos distintos: Filhos, cônjuge, pais e outros parentes

Existem algumas maneiras básicas e gerais para que sejamos bem sucedidos na evangelização dos nossos queridos:

Orar intensamente e regularmente (Tg 5:16b)

Filhos

Ser pai é uma das mais importantes tarefas a nós delegadas por Deus. Devemos orar objetivamente. Devemos interceder pelos motivos ligados à rotina diária e também pelo resultado mais amplo da ação de Deus nas suas vidas.

Cônjuge (1 Pedro 3;7)

Embora direcionado inicialmente ao marido este texto pode ser aplicado à esposa no sentido de fazer todo o possível para que haja um relacionamento sadio que não venha a intervir na comunhão com Deus. Orações que fazem diferença brotam de um coração ligado ao coração de Deus.

Pais e outros parentes

Devemos orar para que Deus os proteja de crentes fracos que possam criar barreiras ao evangelho devido ao seu mau testemunho. Devemos pedir que crentes genuínos venham a conviver com eles para que ao observarem o seu testemunho encontrem confirmação do que tem visto no relacionamento familiar.

Respeitar as “estações da vida” das pessoas

Durante a sua vida todo ser humano experimentará diversas estações. Conforme estas estações se alternam, ele estará mais receptivo ou resistente ao evangelho. Estações de alta receptividade normalmente estão vinculadas a chegada da idade da razão para as crianças, mudanças como adolescência, casamento, chegada de filhos, aposentadoria, desemprego, luto, etc.

As estações de resistência ocorrem com freqüência durante os períodos de estabilidade emocional, social e financeira. Devemos pedir ao Espírito de Deus que nos dê a percepção correta do momento para percebermos se é um momento de “dar linha” ou de “puxarmos a linha” como fazem os pescadores.

Sensíveis ao momento da vida em que os nossos queridos se encontram devemos estar sempre prontos para falar da razão da esperança que há em nós (1 Pedro 3:15-16).


Testemunho de vida

Seremos sempre pecadores e pessoas que convivem conosco sempre verão inconsistências em nossas vidas. Algumas delas terão a expectativa de que por sermos crentes seremos perfeitos. Não precisamos aceitar esta imposição de ser perfeito mas, pelo contrário, devemos demonstrar a nossa humanidade convertida através de demonstrações de arrependimento, pedidos de perdão, reconhecimento dos nossos erros e demonstração clara de que Jesus tem poder para mudar todo aquele que nele crê! Isto é ser o bom cheiro de Cristo (2 Coríntios 2:14-15).

O que fará a diferença não é fingir “santidade e perfeição” mas vivermos uma vida que demonstre consistência e perseverança no compromisso assumido com Cristo. Existem também algumas maneiras bem específicas de compartilharmos a nossa fé com os quatro grupos citados.

Quando pensamos em compartilhar a nossa fé com os nossos filhos temos que refletir no significado de Deuteronômio 6:6-8.

Conversar sobre a presença de Deus

Se eles são pequenos podemos comentar sobre o fato de que Deus fez a chuva ou aquela borboleta que pousou na flor do caminho. Quando já estão maiores deveremos interpretar a ação de Deus naquela notícia sobre a fome na África ou porque oramos antes de fazer aquela viagem de férias.

Uma das maiores heranças que podemos deixar para os nossos filhos é ajudá-los a viver com a consciência de que “Deus não mora no prédio da igreja”.

Culto doméstico

Nestes momentos toda a família pára para dar atenção a alguém muito importante para todos - Deus! Não interessa se este será uma parada de 5 minutos ou de1 hora. O mais importante é a regularidade e a valorização deste momento.

Igreja

É uma grande ilusão pensar que podemos entregar a educação cristã dos nossos filhos para a EBD ou para a igreja. Esta tarefa é dos pais e a igreja pode apenas complementar o que fazemos no lar! Nossos filhos precisam aprender conosco que a fé cristã é uma fé vivida em comunidade.


Quando pensamos em compartilhar a nossa fé com os cônjuges e pais é sábio falarmos:

Também sem dizer palavra (1 Pedro 3:1-2)

Após algum tempo podemos chegar à situação em que a pessoa já ouviu todas as explicações possíveis. Este é o momento de orar e esperar para que eles nos façam perguntas e observem o poder de Deus se manifestando no nosso viver diário.

Dando evidência da ação de Deus em nossas vidas

Mencione as coisas grandes e pequenas que Deus tem feito por você. Eles estão vendo a sua vida na intimidade e por isto você deve ter muito cuidado para não “fantasiar” a atuação de eus Dalém da realidade. (1 Tessalonicenses 1:2-3)

Quando pensamos em compartilhar a nossa fé com os demais familiares é importante:

Cultivar amizade genuína

Convide-os para a sua casa e compartilhe suas experiências de vida. Jogue bola com ele, vá ao shopping com ela, vá ao cinema ou a um parque, etc. Conviva com eles pois a fé cristã é muito mais apreendida do que aprendida (2 Coríntios 6:6).

Dar evidência da ação de Deus em nossas vidas

Quando você fala com um não-crente você usa expressões como “Deus me abençoou!”, “Eu ouvi Deus falar comigo.”, “Não foi sorte mas foi a mão de Deus me dirigindo!”, etc? Muitos de nós contamos a mesma experiência com duas versões, a evangélica e a não evangélica.

Dar evidência é ser usado para aumentar a percepção da presença de Deus nas grandes e pequenas coisas da vida. Deus deseja usar a sua vida para que seus familiares aumentem a percepção espiritual da vida. Vivendo assim você acabará agindo como os discípulos que afirmaram em Atos 4:20: “não podemos deixar de falar do que temos visto e ouvido.

Praticar ações de amor (Tiago 2:14-18)

Porque você esta convivendo com aquele parente você poderá perceber algumas das suas necessidades e procurar satisfaze-las por amor a Cristo. Isto vai desde cuidar do filho deles até ir pagar uma conta no banco. Algo concreto que confirme que esta história de amar ao próximo existe mesmo.

“É tão difícil levar aqueles que convivem conosco aos pés da cruz!” Não é este o sentimento que às vezes toma conta dos nossos corações?

Ao longo da minha vida como pastor tenho tido o privilégio de ver maridos e esposas vindo a Cristo após 10, 19 e 30 anos de vida conjugal. Tenho visto corações de filhos e de pais se voltarem para o Senhor. Não existe nada mais gratificante do que ver famílias inteiras sendo salvas por Cristo. Vale à pena perseverar!!!

Historiadores contam que George Mueller, fundador de orfanatos na Inglaterra do século passado, orou durante 60 anos por um amigo não crente. Ele veio a falecer e no seu funeral aquele amigo finalmente fez a sua decisão por Cristo.

Imagine a surpresa agradável que ele terá no dia do juízo final quando encontrar o seu amigo com as suas vestes mais brancas do que a neve por terem sido lavadas pelo sangue do Cordeiro de Deus (Salmo 51:7).

Como você pode melhorar o seu evangelizar no contexto familiar?

Peça a Deus a capacidade para ser um instrumento útil para a salvação da sua família.

fonte: click familia

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aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que jorre para a vida eterna.
João 4:14

E quem tem sede, venha; e quem quiser, tome de graça da água da vida.
Apocalipse 22:17
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