Porque os Cristãos Evangélicos hoje estão cada vez mais descredibilizados?

A IGREJA HOJE ESTÁ:

11 de maio de 2012

Nascido Escravo Martinho Lutero


Nascido Escravo

 






Lutero considerou a doutrina da escravidão da vontade como a pedra angular do evangelho e o verdadeiro alicerce da fé cristã. Em "Nascido Escravo", um resumo da sua obra suma, "A Escravidão da Vontade", temos uma refutação clara e definitiva aos argumentos em favor do livre-arbítrio apresentados por Erasmo na sua defesa da posição humanista da Igreja Católica Romana.
Na luz dos argumentos bíblicos expostos por Lutero, um exame honesto do evangelho apresentado em nossos dias mostra tragicamente que a posição da maioria dos evangélicos está mais voltada para o humanismo de Erasmo do que para a posição bíblica do reformador.



LEIA UM POUCA MAIS

Introdução

O Pano de Fundo do Livro e a Controvérsia com Erasmo
Martinho Lutero escreveu "A Escravidão da Vontade" como reação aos ensinamentos de Desidério Erasmo. Nascido em Rotterdam, na Holanda entre 1466 e 1469, Erasmo foi monge agostiniano durante sete anos, antes de viajar para a Inglaterra, onde foi motivado a aprofundar seu conhecimento do grego, chegando a produzir um texto crítico do Novo Testamento Grego (1516). Erasmo rejeitava os métodos fantasiosos de interpretação das Escrituras, bem como as muitas superstições dos mestres da Igreja Católica Romana. Rebelou-se contra a preguiça e o vício, comuns nos mos­teiros, mas, apesar disso, não foi um crente no evangelho. Ele era um humanista, pois acreditava que os homens podem conquistar a salvação, ao invés de dependerem exclusiva­mente de Jesus Cristo — em sua morte e ressurreição. Erasmo acertadamente preferia uma abordagem simples do ensina­mento cristão aos complicados e pormenorizados métodos dos teólogos profissionais. Ele evitava as controvérsias, e, por longo tempo, não procurou tratar publicamente sobre o conceito do "livre-arbítrio", no entanto, ao fazê-lo, cons­tituiu um desafio que Martinho Lutero não pôde ignorar. Martinho Lutero nasceu na Saxônia (hoje parte da Alemanha) e era uns catorze anos mais jovem do que Erasmo. Enquanto ainda era um monge passou por uma dramática experiência com o evangelho da graça de Deus. A partir de então, compreendeu que cada crença e experiência precisa ser testada através da autoridade das Escrituras Sagradas. Ele entendeu que a salvação é recebida como uma graça divina, "mediante a fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie" (Ef 2.8,9). A sua própria experiência confirmou essa sua convicção.
Lutero era professor, teólogo e também pastor. Os membros de sua igreja sabiam que ele sentia o que pregava. Ele não era um erudito seco e indiferente. Ele sentia a pressão da eternidade cada vez que pregava. Isso o compelia, algumas vezes, a fazer coisas impopulares e, por vezes, perigosas. Era alguém disposto a defender a verdade de Deus, ainda que fosse contra o mundo inteiro.
A princípio, Erasmo parecia ser um dos aliados de Lutero, visto que ambos rejeitavam muitos dos erros e falhas da Igreja de Roma. Todavia, Lutero desafiava cada vez com maior intensidade o ensinamento romanista da salvação me­diante as obras, insistindo que "o justo viverá por fé" (Rm 1.17). Entrementes, Erasmo continuava na Igreja de Roma, e, como era um erudito, cedeu à pressão de sua igreja para defender o ensino do "livre-arbítrio". Desafiando a soli­citação de Lutero para que não fizesse tal coisa, Erasmo publicou sua "Discussão Sobre o Livre-Arbítrio", em 1524, tendo escrito a Henrique VIII nestes termos: "Os dados foram lançados. O livreto sobre o 'livre-arbítrio' acaba de ver a luz do dia''. O livro agradou ao Papa e ao Sacro Imperador Romano, e foi elogiado por Henrique VIII.
Este fato levou Lutero a declarar que Erasmo era um adversário da fé evangélica. Deus controlou soberanamente a intensa luta entre esses dois homens, para vantagem de seu reino. O conflito produziu uma grandiosa declaração da doutrina evangélica que tem enriquecido a Igreja de Cristo desde então, a saber, o livro de Lutero, "A Escravidão da Vontade". Oferecemos aqui uma edição abreviada dessa grande obra. Pudemos reter muito do estilo de Lutero, embora não tenhamos seguido sua ordem de apresentação. Come­çamos por onde Lutero terminou, sumariando a sua posição doutrinária sobre a escravidão da vontade humana. Seguimos com outras seções, onde Lutero apresenta e, em seguida refuta os argumentos de Erasmo.
O estilo de Lutero normalmente nos impeliria a acres­centar certas palavras, toda vez que ele emprega a expressão "livre-arbítrio". Por exemplo: o livre-arbítrio que você supõe que existe. Entretanto, temos preferido refletir o sentido tencionado por Lutero usando aspas — "livre-arbítrio". E, nos capítulos dois, três e quatro, retivemos o discurso direto de Lutero, conservando, tanto quanto possível, a atmosfera de sua obra.
Não incluímos cada argumento utilizado por Lutero, porque, se o fizéssemos, isso ampliaria indevidamente este sumário.





Capítulo Um

O Que Ensinam as Escrituras

Argumento 1: A culpa universal da humanidade prova que o "livre-arbítrio" é falso

Argumento 2: O domínio universal do pecado prova que o "livre-arbítrio" é falso

Argumento 3: O "livre-arbítrio" não pode obter aceitação diante de Deus através da observância da lei moral e cerimonial

Argumento 4: A lei tem o propósito de conduzir os homens a Cristo, dando-lhes o conhecimento do pecado

Argumento 5: A doutrina da salvação pela fé em Cristo prova que o "livre-arbítrio" é falso.

Argumento 6: Não há lugar para qualquer idéia de mérito ou recompensa pelas boas obras

Argumento 7: O "livre-arbítrio" não tem valor porque as obras nada têm a ver com a justiça do homem diante de Deus

Argumento 8: Um punhado de refutações

Argumento 9: Paulo é absolutamente claro ao refutar o "livre-arbítrio"

Argumento 10: O estado do homem sem o Espírito de Deus mostra que o "livre-arbítrio" nada pode fazer de natureza espiritual

Argumento 11: Aqueles que chegam a conhecer a Cristo não pensavam previamente sobre Cristo, nem O buscavam, nem se prepararam para conhecê-Lo

Argumento 12: A salvação para o mundo pecaminoso é pela graça de Cristo, exclusivamente me­diante a fé

Argumento 13: O caso de Nicodemos, no terceiro capítulo de João, opõe-se ao "livre-arbítrio".

Argumento 14: O "livre-arbítrio" não tem utilidade, pois a salvação vem somente por meio de Cristo

Argumento 15: O homem é incapaz de crer no evangelho, por isso todos os seus esforços não podem salvá-lo

Argumento 16: A incredulidade universal prova que o "livre-arbítrio" é falso

Argumento 17: O poder da carne, mesmo em verdadeiros crentes, mostra a falsidade do "livre-arbítrio' '

Argumento 18: Saber que a salvação não depende do "livre-arbítrio" pode ser muito reconfortante

Argumento 19: A honra de Deus não pode ser maculada.


As Escrituras são como diversos exércitos que se opõem à idéia de que o homem tem um "livre-arbítrio" para escolher e receber a salvação. Porém, basta-me trazer à frente de batalha dois generais — Paulo e João, com algumas de suas forças.



Argumento 1: A culpa universal da humanidade prova que o "livre-arbítrio" é falso.
Em Romanos 1.18, Paulo ensina que todos os homens, sem qualquer exceção, merecem ser castigados por Deus. "A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça." Se todos os homens possuem "livre-arbítrio", ao mesmo tempo que todos, sem qualquer exceção, estão debaixo da ira de Deus, segue-se daí que o "livre-arbítrio" os está conduzindo a uma única direção — da "impiedade e da iniqüidade". Por­tanto, em que o poder do "livre-arbítrio" os está ajudando a fazer o que é certo? Se existe realmente o "livre-arbítrio", ele não parece ser capaz de ajudar os homens a atingirem a salvação, porquanto os deixa sob a ira de Deus.
Algumas pessoas, no entanto, acusam-me de não se­guir bem de perto a Paulo. Eles afirmam que as palavras dele, "contra toda impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça" não significam que todos os seres humanos, sem exceção, estão culpados aos olhos de Deus. Eles argumentam que o texto dá a entender que algumas pessoas não "detêm a verdade pela injustiça". Entretanto, Paulo estava usando uma construção de frase tipicamente hebraica, que não deixa dúvida de que ele se referia à impiedade de todos os homens.
Além do mais, notemos o que Paulo escreveu ime­diatamente antes dessas palavras. No versículo 16, Paulo declara que o evangelho é "o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê". Isso significa que, não fosse o poder de Deus conferido através do evangelho, ninguém teria forças, em si mesmo, para voltar-se para Deus. Paulo prossegue, asseverando que isso tem aplicação tanto aos judeus quanto aos gentios. Os judeus conheciam as leis di­vinas em seus mínimos detalhes, mas isso não os poupou de estarem debaixo da ira de Deus. Os gentios desfrutavam de admiráveis benefícios culturais, mas esses não os aproximaram em nada de Deus. Havia judeus e gentios que muito se esforçavam por acertar a sua situação diante de Deus, mas, apesar de todas as suas vantagens e de seu "livre--arbítrio", eles fracassaram totalmente. Paulo não hesitou em condenar a todos eles.
Observemos igualmente que, no versículo 17, Paulo diz que "a justiça de Deus se revela". Por conseguinte, Deus mostra a sua retidão aos homens. Deus, porém, não é um tolo. Se os homens não precisassem da ajuda divina, Ele não desperdiçaria o seu tempo prestando-lhes tal ajuda. A conversão de qualquer pessoa acontece quando Deus vem até ela e vence-lhe a ignorância ao revelar-lhe a verdade do evangelho. Sem isso, ninguém jamais poderia ser salvo. Ninguém, durante toda a história humana, concebeu por si mesmo a realidade da ira de Deus, conforme ela nos é en­sinada nas Escrituras. Ninguém jamais sonhou em estabelecer a paz com Deus por intermédio da vida e da obra de um Salvador singular, o Deus-Homem, Jesus Cristo. De fato, o que ocorre é que os judeus rejeitaram a Cristo, apesar de todo o ensino que lhes foi ministrado por seus profetas. Parece que a justiça própria alcançada por alguns judeus ou gentios levou-os a deixarem de buscar a justiça Divina através da fé, para fazerem as coisas à sua própria maneira. Portanto, quanto mais o "livre-arbítrio" se esforça, tanto piores tornam-se as coisas.
Não existe um terceiro grupo de pessoas, que se situe em algum ponto entre os crentes e os incrédulos — um grupo de homens capazes de salvarem-se a si mesmos. Judeus e gentios constituem a totalidade da humanidade, e todos eles estão debaixo da ira de Deus. Ninguém tem a capacidade de voltar-se para Deus. Deus precisa tomar a iniciativa e revelar-Se a eles. Se fosse possível ao "livre-arbítrio" dos homens descobrir a verdade, certamente algum judeu, em algum lugar, tê-lo-ia feito! Os mais elevados raciocínios dos gentios e os mais intensos esforços dos melhores dentre os judeus (Rm 1.21; 2.23,28,29) não conseguiram aproximá-los nem um pouco sequer da fé em Cristo. Eles eram pecadores condenados juntamente com todo o resto dos homens. Ora, se todos os homens são possuidores de "livre-arbítrio", e todos os homens são culpados e estão condenados, então esse suposto "livre-arbítrio" é impotente para conduzi-los à fé em Cristo. Por conseguinte, a vontade dos homens, afinal, não é livre.


Argumento 2:0 domínio universal do pecado prova que o "livre-arbítrio" é falso.
Precisamos permitir que Paulo explique o seu próprio ensina­mento. Diz ele em Romanos 3.9: "Que se conclui? Temos nós [os judeus] qualquer vantagem [sobre os gentios]? não, de forma nenhuma; pois já temos demonstrado que todos, tanto judeus como gregos, estão debaixo do pecado".
Não somente são todos os homens, sem qualquer exceção, considerados culpados à vista de Deus, como tam­bém são escravos desse mesmo pecado que os torna culpados. Isso inclui os judeus, os quais pensavam que não eram servos do pecado porque possuíam a lei de Deus. Mas, visto que nem judeus nem gentios têm-se mostrado capazes de desvencilharem-se dessa servidão, torna-se evidente que no homem não há poder que o capacite a praticar o bem.
Essa escravidão universal ao pecado inclui até mesmo aqueles que parecem ser os melhores e mais retos. Não importa o grau de bondade que um homem possa alcançar; isso não é a mesma coisa que possuir o conhecimento de Deus. O mais admirável que há nos homens é sua razão e sua vontade, todavia, é forçoso reconhecer que essa mais nobre porção dos homens está corrompida. Diz Paulo, em Romanos 3.10-12: "Não há justo, nem sequer um, não há quem entenda, não há quem busque a Deus; todos se extra­viaram, à uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer". O significado dessas palavras é perfeitamente claro. Deus é conhecido através da razão e da vontade humanas. Porém, nenhum ser humano, somente por sua natureza, conhece a Deus. Precisamos concluir, por conseguinte, que a vontade humana está corrompida e que o homem é totalmente incapaz, por si mesmo, de conhecer a Deus ou de agradá-Lo.
Talvez alguma pessoa audaciosa atreva-se a dizer que somos capazes de fazer mais do que de fato fazemos; porém, o que aqui nos interessa é o que somos capazes de fazer, e não o que estamos ou não estamos fazendo. O trecho das Escrituras citado por Paulo, em Romanos 3.10-12, não nos autoriza a fazer tal distinção. Deus condena tanto a incapaci­dade pecaminosa dos homens quanto os seus atos corruptos. Se os homens fossem capazes, ainda que o mínimo possível, de movimentarem-se na direção de Deus, não haveria mais qualquer necessidade de Deus salvá-los. Deus permitiria que os homens salvassem-se a si mesmos. Porém, nenhum deles está apto nem ao menos a fazer a tentativa.
No trecho de Romanos 3.19, Paulo declara que toda boca se calará diante de Deus, porque ninguém poderá ar­gumentar contra o julgamento divino, visto que nada existe, em pessoa alguma, digno de ser elogiado pelo Senhor — nem ao menos um arbítrio livre para voltar-se espontanea­mente para Ele. Se alguém disser: "Tenho uma capacidade própria, ainda que pequena, de voltar-me para Deus", esse alguém deve estar querendo dizer que pensa que nele há alguma coisa a qual Deus possa elogiar e não condenar. Sua boca não está calada, mas tal idéia contradiz as Escrituras.
Deus ordenou que toda boca ficasse calada. Não é apenas certos grupos de pessoas... 

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aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que jorre para a vida eterna.
João 4:14

E quem tem sede, venha; e quem quiser, tome de graça da água da vida.
Apocalipse 22:17
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