11 de agosto de 2009

Consertando estragos



Na mente de Deus, houve um projeto completo no ato da criação. Nele estava inserido o que veio a ser denominado núcleo familiar. No princípio, houve uma constatação divina: "Não é bom que o homem esteja só". Em seguida, uma iniciativa: "Far-lhe-ei uma companheira". Deus mesmo tomou para si a incumbência de realizar o primeiro casamento, de ministrar o papel de cada um, assim como sinalizou as dificuldades que poderiam advir se não observassem as suas orientações.

A falta cometida pelo primeiro casal ao desobedecer as prescrições estabelecidas por Deus gerou, gradativamente, um estrago de enormes proporções no núcleo gerador da estabilidade do homem e da mulher.

A inversão de papéis

Com a introdução do pecado no mundo, o mentor intelectual do estrago não se contentou em estragar o projeto inicial de Deus. Aliás, Satanás também tem os seus projetos. Eles sempre vão de encontro aos desejos e propósitos do Senhor.

A partir da queda, aquela conversa que acontecia diariamente ao cair da tarde, não aconteceu mais. As instruções passaram a ser ditadas por Satanás. Ora, se há um objetivo claro em inverter os desejos de Deus, nada mais natural do que instruir de forma contrária ao que o Senhor havia ensinado. Começam a surgir sentimentos negativos como a inveja, o ciúme e atitudes de descaso como a falta de cuidado pelo mundo criado por Deus.

Ocorre o primeiro crime, irmão contra irmão. Caim matou Abel. O primeiro afastamento do filho rebelde da casa dos pais. Caim passou a andar como errante sobre a terra e foi estigmatizado pelos homens. Como consequência natural, houve tristeza e pesar na família de Adão e Eva. O pecado lhes roubou dois filhos queridos e certamente a paz.

Quando Deus não está no controle da família e esta não observa e busca a Palavra do Senhor, a ruína começa a acontecer.

Consertando os estragos

É interessante, a narrativa bíblica sobre o fato de que ao nascer, aquele que ocupou o lugar de Abel e Caim, Sete, exerceu tal influência sobre seu filho Enos, que, a partir dele, "O nome do Senhor começou a ser invocado". Deduzimos, então, que só há concerto quando o nome do Senhor começa a ser invocado.

Há, da parte de Deus, um interesse muito grande na construção e consolidação da família e dos relacionamentos familiares. O Salmo 24.1 nos lembra que "Se o Senhor não edificar a casa em vão trabalham os operários".

A presença de Deus e a execução das suas orientações trazem como conseqüência a harmonia do núcleo familiar. Os problemas existirão, mas sempre haverá discernimento para tratá-los de forma correia. Um forte aliado da família ao atravessar períodos de dificuldade é o exercício da oração. A oração como elemento de comunicação entre o homem e Deus, se praticada de forma sistemática e natural pela família, lhe será de grande valia nos períodos de turbulência.

Reorganizando o projeto familiar

Nunca se viu tantos desencontros e tantos afastamentos entre casais, como os que vemos, atualmente. Há um descompromisso na continuidade do relacionamento e uma falta de seriedade no trato com a relação familiar. Apesar de muitas famílias pertencerem a grupos evangélicos isto não as tem isentado da praga do divórcio, do adultério e da irresponsabilidade. As causas expostas à luz das avaliações contemporâneas não recebem da parte de Deus, leia-se, do que nos é ensinado através da Palavra, nenhuma aprovação. Há complacência e tolerância com a introdução de idéias mundanas na condução da família que as tem arrastado a uma situação de penúria e desassossego.

Dentro de nossas igrejas já convivemos com famílias constituídas da mesma forma que as que não pertencem ao corpo de Cristo. Pais e mães que trocaram seus ou suas companheiras e convivem "naturalmente" no mesmo ambiente de culto e que são aceitos e absorvidos pela congregação e por seus líderes.

O relógio avança e o tempo de Deus se aproxima. Ainda há tempo para que o projeto familiar original se organize. Para isso é necessário que nós eduquemos corretamente nossos filhos com conselhos e, sobretudo, com o nosso exemplo de pais piedosos que caminham juntos com o Senhor. Não deve haver receio em considerar o "tempo ao redor da mesa" como o mais importante da família. Ali, canta-se hinos, ouve-se a Palavra e conversa-se com o Senhor. Este é um hábito que os "tempos modernos" jamais deverão destruir. Pensemos nisso! Voltemos às nossas origens e resgatemos o Projeto Familiar de Deus.

Conclusão

A Bíblia, aqui e acolá, faz perguntas e não espera respostas, pelo menos ao continuar suas afirmações como se não tivesse tempo para nos escutar. Ocorre que o papel da Palavra é nos conduzir à reflexão. Daí encontrarmos perguntas e afirmações como estas: (*) O cordão de três dobras é mais difícil de ser quebrado; Dois andando juntos é melhor, uma vez que se um cair o outro o ajuda a levantar-se; Um ao outro ajudou e ao seu companheiro disse: esforça-te!; Derramar-se-iam as tuas fontes por fora, e pelas ruas os ribeiros das águas?; Eis que os caminhos dos homens estão perante os olhos do Senhor e Ele pesa todas as suas veredas; Toda mulher sábia edifica a sua casa; mas a tola a derruba com as próprias mãos. Refletir na Palavra e permitir que o Senhor nos ajude a vivê-la com inteireza deve ser o nosso objetivo.

(*) Ref.: Eclesiastes 4.12 e 4.10; Isaías 41.6; Provérbios 5.16, 6.21, 5.21 e 14.1

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aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que jorre para a vida eterna.
João 4:14

E quem tem sede, venha; e quem quiser, tome de graça da água da vida.
Apocalipse 22:17
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